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REVISTA DO VILLA

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O que corre em nós: quando o amor e o crime se encontram

há 6 dias
3 min de leitura

Drama dirigido por Gê Filho mergulha nos conflitos entre pai e filha, revelando como abandono, ambição e busca por reconhecimento podem atravessar gerações


Filme "O que corre em nós" — Divulgação
Filme "O que corre em nós" — Divulgação

Até onde alguém seria capaz de ir para conquistar o amor e o reconhecimento de quem mais ama?

Essa é uma das questões centrais de O que corre em nós, drama que mergulha em uma história marcada por conflitos familiares, crimes, traumas e pela busca desesperada por aceitação.


A trama acompanha Íris, uma jovem inteligente que cresceu em meio a riscos, incertezas e relações familiares conturbadas. Filha de Mauro, um estelionatário frio, ambicioso e inescrupuloso, ela carrega as cicatrizes de uma relação marcada pela distância emocional e pela ausência do afeto que sempre desejou receber.

Enquanto Mauro constrói sua vida enganando vítimas e acumulando fortuna por meio de golpes, Íris enfrenta outra batalha: conquistar o amor do próprio pai.


Filme "O que corre em nós" – Diretor Gê Filho, Atriz Luísa Lopes e Ator Wagner Kampynas — Divulgação
Filme "O que corre em nós" – Diretor Gê Filho, Atriz Luísa Lopes e Ator Wagner Kampynas — Divulgação

Determinada a diminuir a distância entre os dois, ela encontra no avô, Euclides, um importante apoio nessa delicada jornada. Entre mágoas, segredos e momentos de esperança, Íris tenta compreender se ainda existe espaço para reconstruir os laços familiares.

Mas Mauro está prestes a executar o maior golpe de sua vida. À medida que seus crimes avançam, as consequências de suas escolhas começam a ameaçar não apenas o próprio futuro, mas também a vida de todos ao seu redor.

A história se torna ainda mais complexa quando Íris decide tomar uma atitude drástica. O que inicialmente parece ser uma tentativa de justiça e reconciliação acaba colocando a jovem no centro de um jogo perigoso, no qual confiança, traição e interesses pessoais se misturam.


Além da relação conturbada entre pai e filha, O que corre em nós aborda o peso das escolhas familiares e os impactos que determinados comportamentos podem deixar nas gerações seguintes. A trama questiona até que ponto somos definidos pela família em que nascemos.


Se um pai escolhe o caminho do crime, será possível construir um destino completamente diferente? Ou algumas dores, marcas e escolhas continuam correndo dentro de nós?

Com uma narrativa intensa, o filme explora temas como orgulho, corrupção, amor filial, abandono, redenção e a necessidade humana de ser aceita. Íris representa essa busca por pertencimento, mesmo quando o caminho escolhido pode levá-la a situações cada vez mais perigosas.


Mauro, por sua vez, simboliza um homem disposto a ultrapassar limites em busca de poder e dinheiro, sem perceber que suas escolhas podem colocar em risco aquilo que talvez seja mais valioso: a própria família.

O que corre em nós apresenta um retrato dramático sobre os segredos que atravessam gerações e sobre como o amor, quando distorcido pela necessidade de aprovação, também pode se transformar em risco.

Mais do que uma história sobre crimes e golpes, o filme convida o público a refletir sobre família, identidade, escolhas e perdão.


Filme "O que corre em nós" — Divulgação
Filme "O que corre em nós" — Divulgação

No fim, permanece uma pergunta: até onde você iria para conquistar o reconhecimento de alguém que ama?

Uma história intensa e delicada, em que o maior golpe talvez não seja financeiro, mas emocional — e em que o preço das escolhas pode transformar para sempre aquilo que corre dentro de nós.


FICHA TÉCNICA

Título: O que corre em nós

País: Brasil

Gênero: Drama / Ficção

Ano: 2026

Duração: 42 minutos

Idioma original: Português

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos

Direção: Gê Filho

Roteiro: Gê Filho

Elenco: Luísa Lopes, Wagner Kampynas, Gê Filho, Dinorá Gomes, Jefferson Domingues, Sheila Coelho,

Paulo Brigatti e Leonardo Targino.

Direção de fotografia: Lalo Almeida

Som: Guga Lourenço

Música: Diego Ferreira

Edição: Gê Filho

Produtora: Eudaemonia PD



Gabriella Oliveira


1 comentário


Paulo Brigatti
há 6 dias

O Melhor deste filme é a reviravoltas...


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