top of page
FB_IMG_1750899044713.jpg

LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

Luso-Brasileira

luso-brasileira

Nigga volta ao palco com direção musical em “Morra, amor”, solo de Mariana Santos

há 23 horas
3 min de leitura

Após sucesso de O Beijo no Asfalto, músico dirige e executa a trilha ao vivo de novo espetáculo que estreia no Teatro TotalEnergies


Nigga. Crédito fotográfico: Nana Moraes.
Nigga. Crédito fotográfico: Nana Moraes.

Depois do sucesso de O Beijo no Asfalto, Nigga entra em uma nova fase de trabalhos no teatro e na música. O artista estará novamente em cena, tocando contrabaixo e assinando a direção musical de Morra, amor, espetáculo solo protagonizado por Mariana Santos, com direção de Victor Garcia Peralta, que estreia no Teatro TotalEnergies, no dia 9 de outubro.

 “Com certeza O Beijo me abriu portas e abrirá ainda mais, primeiramente porque estive com um elenco de excelência e uma equipe impecável que impulsionou o nosso criar. Acredito na qualidade do que criamos, como músico em cena, ator e diretor musical. Acho que o teatro precisa de mais música ao vivo, e mais, que os músicos se apropriem desse mercado de trabalho que são os palcos de teatro.”, comenta.


Em Morra, Amor, Nigga vai experimentar uma relação mais intimista com o palco, sendo o único a dividir a cena com a atriz Mariana Santos. Além de assinar a direção musical, ele também executará a trilha ao vivo. A dramaturgia é uma adaptação teatral feita pela própria escritora argentina Ariana Harwicz de seu romance homônimo, publicado originalmente em 2012 e que também ganhou recentemente uma versão cinematográfica, estrelada por Jennifer Lawrence e Robert Pattinson.


A peça acompanha uma mulher que vive isolada em uma casa de campo no interior da França com o marido e o filho bebê. Em meio à rotina doméstica, à maternidade recente e ao desgaste do casamento, a personagem passa a questionar os ideais românticos e as expectativas sociais relacionadas aos papéis de esposa e mãe. Com humor, sarcasmo e uma linguagem marcada por desejos e impulsos contraditórios, a protagonista dá voz ao desmoronamento de suas certezas e à tensão entre a vida que deveria viver e aquilo que deseja.


Segundo Nigga, a construção da trilha aconteceu em diálogo direto com o processo de ensaio, a partir de experimentações e referências que foram sendo incorporadas à cena. “Eu acredito que a música pra teatro tem que ser feita assim, nas salas de ensaio, nas experimentações, nos jogos em cena. Levamos para os ensaios ideias, referências sonoras e de artistas, para que isso guiasse nosso imaginário”. Nesta montagem, ele também imprime uma característica que marca seu trabalho: a exploração do contrabaixo para além das notas, utilizando diferentes sonoridades do instrumento para construir a sonoplastia “gosto de tirar ruídos dele, buscar outros sons que ele emite”, explica.


Transitando por diferentes frentes e envolvido em projetos que abordam questões de relevância social, Nigga busca ampliar o espaço de atuação do contrabaixo: “Eu enxergo que estou abrindo portas para os baixistas, um novo mundo para o nosso instrumento, um novo lugar de atuação. Estou sempre afim de descobrir coisas novas sobre música em cena, acredito que meu instrumento contribui na dramaturgia, na imersão em assuntos profundos”, conclui.

Paralelamente ao trabalho no teatro, Nigga se prepara para uma nova experiência fora do país. No dia 31 de outubro, ele participa do show Voz y soledad, de Duda Brack, em Buenos Aires, na Argentina, como produtor musical e músico. Na apresentação, que acontece no Cultural Thames, em Palermo, ele será responsável pela criação de alguns beats e pela organização das faixas, além de tocar baixo acústico.

 


Marcella Freire - Mar Comunicação


Comentários


©2024 Revista do Villa    -    Direitos Reservados

Política de Privacidade

bottom of page