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Nice: A cidade onde o Mediterrâneo encontra os Alpes

22 de set.
4 min de leitura

A Segunda cidade francesa mais procurada pelos brasileiros depois de Paris, Nice reúne mar, montanha, arte e a proximidade da Itália em um mesmo destino.


Vista sobre o Bairro do Velho Nice e o litoral Nissardo ©Kristoffer Trolle | Flickr
Vista sobre o Bairro do Velho Nice e o litoral Nissardo ©Kristoffer Trolle | Flickr

Se trata daquelas cidades que mudam de cenário sem exigir uma longa viagem. Pela manhã, pode sentir o calor do Mediterrâneo, uma hora de viajem depois, as montanhas Alpinas já fazem parte da paisagem.

Não por acaso, a cidade é privilégiada por franceses, Brasileiros e Portugueses por conta de sua exposição solar, uma das maiores na frança. São 147 dias de sol por ano, manténdo Nice como a segunda grande destinação turística francesa, atrás da capital.

O cartão postal da cidade é a Promenade des Anglais, diante da Baia dos Anjos. O mar acompanha a cidade por quilômetros e, entre palmeiras, bicicletas e mesas de café, a vida acontece do lado de fora.

Mas Nice não termina na praia.


Basta entrar nas ruelas do bairro do Velho-Nice para encontrar ruas estreitas, fachadas coloridas, pequenas praças e o movimento do Cours Saleya, onde comercios e restaurantes ocupam um dos marcos mais conhecidos da cidade.

A influência italiana também não está longe. A fronteira fica a poucos quilômetros e essa proximidade aparece na arquitetura, na gastronomia e na própria maneira que os Nissardos se expressam. É uma cidade francesa, mas sua história nunca foi apenas francesa.


Nice pertenceu ao Condado de Saboia até 1860, quando foi anexada à França no final do século XIX. Antes disso, gregos, romanos, italianos, ingleses e outras comunidades passaram pela região e deixaram marcas que ainda podem ser percebidas. Talvez seja essa mistura que explique o legado particular da cidade.


Hotel Negresco em frente a Promenade des Anglais ©Anna M. Stevenson | Wikimedia Commons
Hotel Negresco em frente a Promenade des Anglais ©Anna M. Stevenson | Wikimedia Commons

Há ainda outro lado de Nice que nem sempre aparece nas primeiras fotografias; a montanha.


A partir do litoral, o território sobe em direção ao Mercantour, com vilarejos remotos, trilhas emocionantes e estações de inverno. Auron fica a menos de uma hora e meia de Nice, enquanto La Colmiane pode ser alcançada em cerca de uma hora de carro.

Isola 2000, na fronteira com a Itália, oferece 120 quilômetros de pistas e fica a cerca de uma hora e meia da Côte d’Azur. Em dias claros, é possível até avistar o Mediterrâneo a partir das montanhas. É uma sensação encantadora encontrar uma cidade onde se possa começar o dia diante do mar e terminar entre a neve dos Alpes.

Essa geografia faz de Nice uma cidade que não depende de uma única estação. O verão pertence ao litoral, já o inverno abre caminho para o desporto de inverno, a primavera e o outono convidam a explorar o interior e os pequenos municípios da região.


A cidade também tem uma relação antiga com a arte. Henri Matisse viveu em Nice durante grande parte de sua vida, enquanto Marc Chagall deixou na cidade um dos seus museus. A luz do Mediterrâneo, tão presente nas paisagens, foi também matéria para diferentes artistas que passaram pela região como Raoul Dufy, Arman, Yves Klein e muitos outros. Hoje, museus, galerias, arquitetura e patrimônio continuam fazendo parte da vida local.

Em 2021, o conjunto urbano de Nice foi inscrito pela UNESCO como Patrimônio Mundial, reconhecendo a importância histórica da cidade como lugar de estada de inverno da Riviera.

Existe ainda uma Nice menos turística, feita de moradores, mercados, cafés e bairros onde a cidade segue seu ritmo depois que os visitantes deixam a Promenade, a cidade preserva a sua zona leste pela sua rica historia e se expande pela sua zona Norte e Oeste onde se encontra o Campus Universitario CSM - Campus Sud Métiers, Um dos mais mdoernos e desenvolvidos da régião.

É também nesse cotidiano que aparecem as diferentes comunidades que escolheram viver na Côte d’Azur. Entre elas está a comunidade portuguesa, que conta com uma representação consular no centro de Nice.

O Consulado Honorário de Portugal em Nice está instalado no 28 Boulevard Victor Hugo, 06000 Nice, endereço oficial informado pelo Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França.

A presença portuguesa é mais uma camada de uma cidade habituada a receber pessoas de diferentes origens.

E talvez seja justamente isso que torne Nice interessante para quem chega pela primeira vez: a cidade não precisa escolher entre suas diferentes identidades.


Litoral Nissardo e picos cobertos de neve ©Ben Lamotte | Facebook
Litoral Nissardo e picos cobertos de neve ©Ben Lamotte | Facebook

Ela é mediterrânea e francesa, próxima da Itália e ligada às montanhas, marcada pela história e ainda voltada

para o presente.

De Nice também se chega facilmente a outros pontos da Côte d’Azur, como Èze, Villefranche-sur-Mer, Menton, Saint-Tropez, Cannes, Beaulieu-sur-mer, Antibes e Mônaco. Por isso, para muitos viajantes, a cidade acaba sendo mais do que uma parada: torna-se uma base para conhecer todo o litoral e o interior dos Alpes-Maritimes.

No fim, talvez Nice seja melhor entendida justamente pela possibilidade de mudar de paisagem.

O mar está ali, a montanha está logo adiante e as curiosidades não param de proporcionar.




Fontes:

Nice — clima e ensolaramento

Nice Côte d’Azur — cidades e vilarejos

Nice — arte e artistas

Consulado Honorário de Portugal em Nice


Jean-Sol Bergont


2 comentários


Rick
25 de set.

Adorei o enredo me senti por dentro da cidade sem nem estar lá. Eu quero conhecer Nice.

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Ricko
24 de set.

Excelente s sua empolgante narrativa da linda Cidafe Histórica de Nice no litoral fracês, são fatos narrados que nos deixam com e emoção exaltada de sentirmos a sensação de estarmos andando por Nice, parabéns pelo seu ótimo texto, Jean Sol.

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