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REVISTA DO VILLA

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Museu Nacional de Belas Artes apresenta "Abolicionistas brasileiras"

há 5 dias
4 min de leitura

A mostra será realizada na icônica Sala Bernardelli que, a partir dessa mostra, volta a poder ser percorrida integralmente. São 47 artistas mulheres negras que trazem novos olhares sobre os legados de símbolos de resistência, liberdade e protagonismo negro feminino, como Aqualtune, Anastácia, Maria Firmina dos Reis, Maria Felipa, entre outras.A mostra faz parte da Semana de Arte do Rio.


Andrea Hygino - Crédito fotográfico: Hannah Carvalho
Andrea Hygino - Crédito fotográfico: Hannah Carvalho

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) inaugura em 16 de setembro (quarta-feira) a exposição “Abolicionistas Brasileiras”, promovida pelo Instituto Artistas Latinas. Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, a mostra reúne trabalhos de 47 artistas visuais que revisitam as trajetórias de mulheres negras que marcaram a história e tiveram seus nomes silenciados ou apagados pelas narrativas oficiais. Em diálogo com pinturas do acervo da instituição, obras contemporâneas lançam novos olhares sobre personagens como Aqualtune, Anastácia, Maria Firmina dos Reis, Maria Felipa, entre outros símbolos femininos de resistência, protagonismo negro e luta por liberdade. Com entrada franca, a exposição ocupa a icônica Sala Bernardelli, agora totalmente reformada.


A abertura acontece junto com a reinauguração de três espaços expositivos do museu em setembro, que passa por reformas desde 2020. O evento integra a agenda da Semana de Arte do Rio, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, de 16 a 27 de setembro, durante a ArtRio 2026, que, este ano, celebra sua 16ª Edição, na Marina da Glória, de 16 a 20 de setembro.


Stefany Lima "Homenagem a Adelina" Crédito fotográfico - Hannah Carvalho
Stefany Lima "Homenagem a Adelina" Crédito fotográfico - Hannah Carvalho

Promovida pelo Instituto Artistas Latinas, “Abolicionistas Brasileiras” reúne trabalhos de artistas como Luna Bastos, Renata Felinto, Guilhermina Augusti, Lidia Lisbôa, Mônica Ventura, Aline Motta, Manuela Navas, entre outras. Ao todo, a mostra já alcançou mais de 100 mil visitantes ao longo de suas passagens pelo Museu de Arte do Rio (MAR); pelo Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), no Recife; pela Casa da Cultura da América Latina, em Brasília; e pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP). De volta ao Rio de Janeiro, o projeto ganha nova dimensão, incorporando obras do acervo do MNBA, como pinturas de Marcia Falcão e Maria Auxiliadora.


“Abolicionistas Brasileiras” apresenta-se como a maior exposição já realizada no Brasil dedicada à produção de mulheres artistas negras, reunindo diferentes gerações, linguagens e perspectivas em torno de experiências, memórias e lutas protagonizadas por mulheres negras no país.

Ao ampliar a visibilidade dessas artistas e promover o reconhecimento de suas contribuições para a produção contemporânea das artes visuais brasileiras, o projeto reafirma o compromisso do Instituto Artistas Latinas com a pesquisa, a preservação e a difusão da produção de mulheres artistas latino-americanas, consolidando a instituição como uma referência na construção de novas narrativas para a história da arte.


Segundo Paulo Farias, diretor do Instituto Artistas Latinas, “Abolicionistas Brasileiras” articula passado e presente para questionar os mecanismos de apagamento produzidos pelo projeto colonial e evidenciar como essas estruturas ainda moldam as disputas de memória e representação no Brasil. “Em diferentes linguagens, as obras nos fazem refletir sobre a permanência das estruturas de raça e gênero na sociedade brasileira, propondo novas formas de compreender o passado e pensar o futuro”, explica ele. “A mostra traz uma reflexão sobre as formas de representação da mulher negra e sobre questões como o direito à memória, à moradia, ao território, à educação, elaborando visões de futuro pautadas pela liberdade, pelo cuidado, pela ancestralidade e pela construção de novos imaginários”, diz Ana Carla Soler.


Para Daniela Matera do Monte Lins, diretora do MNBA, a inclusão da mostra no calendário expositivo do museu, que completa 90 anos em 2027, amplia as possibilidades de articulação entre patrimônio, história e produção artística contemporânea. “A mostra Pretagonismos abriu, a partir do acervo do MNBA, importantes caminhos para a revisão das narrativas sobre quem produz, ocupa e constrói a história da arte brasileira. Abolicionistas Brasileiras se insere nesse mesmo compromisso institucional, trazendo para o centro trajetórias e protagonismos que, por muito tempo, permaneceram à margem das narrativas oficiais”, afirma. A assinatura do projeto expográfico é de Gisele de Paula. A realização é do Instituto Artistas Latinas, que, em 2026, celebra sete anos de atuação na promoção, pesquisa e difusão da produção artística de mulheres latino-americanas.


May Agontinmé "Iansã Abolicionistas - SP nstituto Artistas Latinas
May Agontinmé "Iansã Abolicionistas - SP nstituto Artistas Latinas

ARTISTAS

Alice Lara, Aline Motta, Amanda Cursino, Ana das Carrancas, Ana Lira, Andréa Hygino, Azizi Cypriano, Bianca Foratori, Brenda Bazante, Claudia Lara, Daiane Lucio, Daniele Rodrigues, Débora Passos, Dyana Santos, Guilhermina Augusti, Janaina Vieira, Julia Vicente, Larissa de Souza, Laryssa Machada, Letícia Miranda, Lidia Lisbôa, Lídia Vieira, Luna Bastos, Manu Gomez, Manuela Navas, Márcia Falcão, Maria Auxiliadora, Maria Lídia Magliani, Mariana Maia, May Agontinmé, Medusa Yoni, Mônica Ventura, Nazaré Soares, Nice Nascimento, Renata Felinto, Renata Leoa, Roberta Holiday, Sheyla Ayo, Silvana Mendes, Siwaju Lima, Stefany Lima, Suelen Lima, Thais Basilio, Thais Iroko, Valquíria Pires e Xica



PERSONAGENS HISTÓRICAS

Aqualtune: mulher negra líder quilombola, chefe de um dos principais assentamentos que formavam o Quilombo dos Palmares, no século XVII.

Anastácia: conhecida como Escrava Anastácia, teria sido escravizada no século XVIII e sentenciada a usar uma máscara punitiva de ferro na boca por se negar a ter relações com seu escravizador.

Maria Firmina dos Reis: considerada a primeira romancista negra da América Latina, foi uma professora, compositora e escritora brasileira, nascida no século XIX.

Maria Felipa: combateu na Batalha de Itaparica, na campanha de Independência da Bahia, também chamada de Independência do Brasil na Bahia. Ao lado de Joana Angélica e Maria Quitéria, entrou para a história como símbolo da resistência.



SERVIÇO:

Exposição: Abolicionistas Brasileiras

Curadoria: Ana Carla Soler

Co-curadoria: Francela Carrera e Carolina Rodrigues

Abertura: 16 de setembro de 2026 (quarta-feira), às 11h

Período expositivo: até 19 de dezembro de 2026

Horários: de terça a sábado, das 11h às 17h (última entrada às 16h30).

No segundo sábado do mês, das 11h às 15h.

Local: Museu Nacional de Belas Artes – Sala Bernardelli

Realização: Instituto Artistas Latinas

Projeto expográfico: Gisele de Paula

Valor: Entrada franca

Classificação etária indicativa: Livre 


MNBA: 

Nelson Moreira /Thais Lima (21)992196986

Site oficial:  www.mnba.museus.gov.br 

Inscreva-se no Canal do Youtube: museunacionaldebelasartes 


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Júnia Azevedo


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