Maria: o luto, o terror e a escuridão que nasce de um ritual macabro
O que você faria para trazer de volta alguém que ama, mesmo que, para isso, precisasse desafiar forças desconhecidas? É a partir dessa pergunta que o curta-metragem Maria mergulha no universo do terror, explorando a dor de um pai consumido pelo luto e disposto a ultrapassar os limites da vida e da morte.

Inspirado pelo cinema de terror dos anos 1970, o filme acompanha um pai desesperado que recorre a um ritual macabro na tentativa de reencontrar sua filha falecida. No entanto, o que parecia ser uma possibilidade de reencontro se transforma em uma experiência marcada pelo medo e pela escuridão. Ao desafiar o desconhecido, ele se depara com algo que ultrapassa sua própria compreensão.
Mais do que uma história de horror, Maria apresenta o luto como uma força capaz de conduzir o ser humano a escolhas extremas. A busca pela filha revela a fragilidade de quem não consegue aceitar a perda e se dispõe a enfrentar o sobrenatural, sem saber quais consequências poderá encontrar.
Uma produção que valoriza talentos locais
Gravado integralmente em Santa Bárbara d’Oeste, o curta-metragem também se destaca por valorizar profissionais e talentos da região. A produção reúne a atriz mirim Maria Morais, natural da cidade, ao lado dos atores Fernando Maia e Juliana Seabra.

A direção é assinada por Flávio Carnielli, enquanto Helen Quintans assume a direção de fotografia, a direção de arte e os figurinos. A produção fica por conta de Vivane Cardoso e Angie Lucena.
A escolha de uma atmosfera inspirada no terror dos anos 1970 contribui para a construção da identidade do filme, apostando no clima sombrio e no mistério para conduzir o espectador por uma narrativa em que o desejo de recuperar a vida pode abrir portas para o desconhecido.
Reconhecimento em festivais
O trabalho já conquistou quatro prêmios, demonstrando o reconhecimento que a produção vem recebendo no circuito de mostras e festivais.
Entre as premiações estão:
Melhor Direção — Djanho.
Melhor Curta da Mostra Náusea Total — Monstro.
Atriz Revelação — Mostra Ficcional.
Melhor Maquiagem — Mostra Ficcional.
As conquistas evidenciam diferentes aspectos do projeto, desde a direção até o trabalho de interpretação e maquiagem, elementos que contribuem para a construção de uma obra de terror.
Quando o amor encontra a escuridão
Em Maria, a tentativa de vencer a morte se transforma em um confronto com aquilo que não pode ser compreendido. O filme parte de um sentimento profundamente humano — a saudade de alguém que se foi — para construir uma narrativa de terror em que o desejo de reencontro pode ter um preço desconhecido.
Com uma proposta voltada ao horror e uma produção realizada em Santa Bárbara d’Oeste, o curta se insere em um cenário de valorização do cinema independente e dos profissionais que contribuem para a produção audiovisual local.
Maria convida o público a entrar em uma atmosfera de mistério, onde o luto, o sobrenatural e a escuridão se encontram. Afinal, quando a dor da perda leva alguém a desafiar os limites da existência, nem sempre o que retorna é aquilo que se esperava encontrar.
ELENCO:
Maria Morais como Maria
Fernando Maia como Alexandre
Juliana Seabra como Solange
Luciane Aranha como Carla
EQUIPE
Roteiro, Direção e Montagem: Flávio Carnielli
Direção de Fotografia, Arte e Figurinos: Helen Quintans
Assistentes de Produção: Thiago Lucena, Thi Ribeiro,
Marcelo Demaqui
Direção Geral de Som: Guga Lourenço
Trilha Sonora Original: Eddy Andrade
Efeitos Visuais de Pós: Matheus Schemer
Colorização: Gabriel Justo (Bejota)
Maquiagem: Thatiane Chaves
Produção: Vivane Cardoso e Angie Lucena
Produção Executiva: Flávio Carnielli
Maria – Divulgação
Gabriella Oliveira

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