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REVISTA DO VILLA

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Igor Cosso estreia “Cruise – Minha Última Noite na Terra”, com direção de Orlando Caldeira

11 de set.
5 min de leitura

O ator Igor Cosso estreia no Teatro Glaucio Gill dia 10 de outubro a peça


“CRUISE - minha última noite na Terra”

texto de Jack Holden | tradução de Rodrigo Nogueira

direção de Orlando Caldeira


Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida
Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida

O Brasil – e o Rio de Janeiro - recebe sua primeira montagem da peça britânica CRUISE, aqui rebatizada como “CRUISE – minha última noite na Terra”, com estreia marcada para 10 de outubro, quando o ator e idealizador Igor Cosso sobe ao palco do Teatro Glaucio Gill sob a direção de Orlando Caldeira (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio PRIO de Humor de Melhor Direção pela mesma peça).

 

A peça é uma celebração aos anos 80 e à música eletrônica daquela década, e uma homenagem à geração de pessoas LGBTQIAPN+ que enfrentaram o terror e a ignorância da época do surgimento do HIV.

 

Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida
Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida

“Quando li o texto pela primeira vez, tive uma catarse. Entre choro e risadas, só tive uma certeza: eu precisava contar essa história de todo jeito. Um ano se passou entre produção, pesquisa, mergulho e encontro com artistas maravilhosos que, ao serem apresentados à peça, pulsaram o mesmo sentimento que o meu. A peça honra uma geração de pessoas LGBTQIAPN+ que viveu, amou, dançou e sobreviveu em meio ao surgimento da House Music da década de 80, e ao terror da epidemia de HIV/AIDS. Ao revisitar a cultura das pistas dos anos 80, CRUISE revela a música e a dança como espaços de acolhimento, pertencimento e resistência. Em meio ao pânico moral, à violência, à negligência e ao luto provocados pela crise do HIV/AIDS, a pista de dança se tornou um lugar onde a dor podia ser transformada em movimento, música e vida. É sobre memória, liberdade e a urgência de viver e dançar como se fosse a nossa última noite na terra.", celebra Igor Cosso, ator e idealizador.

 


Por meio do encontro entre as gerações contemporânea e a que sobreviveu à epidemia da AIDS nos anos 80, a peça reflete sobre a urgência de viver, o envelhecimento queer e a importância de se preservar o legado histórico de toda uma geração sacrificada pelo então desconhecimento cientifico e consequente aumento do preconceito em relação à população LGBTQIAPN+.

 

“Cruise faz refletir sobre a importância de honrar a geração de gays que atravessou os anos 80 e enfrentou o pânico moral, a negligência e o luto, e transformou a cena musical através da House Music. A pista de dança era território sagrado, um templo laico onde corpos marginalizados encontravam abrigo e pertencimento. Cruise é um convite à reconexão geracional. Mostra aos jovens LGBTQIAPN+ de hoje que sua história não começou ontem e que a alegria da pista sempre foi uma tecnologia de sobrevivência, resistência e luta, fortalecendo nossa comunidade.”, conclui Orlando Caldeira, diretor.

 

SINOPSE

Jack (Igor Cosso) é um jovem voluntário de um serviço de apoio telefônico à comunidade LGBTQIAPN+, mas não sabe muito bem como lidar com as angústias e demandas que o seu público traz. Até que, numa noite, atende à ligação de Michael, veterano da crise do HIV dos anos 80. Durante uma longa madrugada ao telefone, o jovem é transportado no tempo até o efervescente bairro do Soho, descobrindo as dores, os amores, as perdas e a euforia das pistas de dança de uma época em que o diagnóstico do HIV era encarado como uma sentença de morte, e se jogar na música eletrônica era a catarse e a salvação possíveis. A conversa com Michael provoca uma transformação definitiva na relação de Jack com sua própria sexualidade e com a comunidade LGBTQIAPN+.



Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida


 FICHA TÉCNICA

Idealização e elenco: Igor Cosso

Texto: Jack Holden

Direção: Orlando Caldeira

Tradução: Rodrigo Nogueira

Cenografia e Iluminação: Vino Fragoso

Figurino: Tiago Ribeiro

Música Original: Fabio Mondego e Fael Mondego

Assistente de Direção: Olivia Gold

Consultor Coreográfico: Heron Leal

Fotos: Moa Almeida

Costureira: Maria de Jesus

Identidade Visual: Lucas Sancho

Marketing: Lucas Sancho e Luis Rodrigues

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação: João Pontes e Stella Stephany

Produção de Base: Carinne Namba

Produção Executiva: Xandy

Direção de Produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim

Realização: COSSO PRODUÇÕES



SERVIÇO:

Estreia: 10 de outubro (sábado), às 20h

Onde: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro/RJ

Horários: Sábado, domingo e segunda-feira, às 20h

Ingressos: R$ 70,00 e R$ 35,00 (meia)

Vendas: Eventim/Funarj e na bilheteria: segunda a sexta, das 16h às 21h; sábado e domingo, das 15h às 21h

Capacidade: 104 espectadores

Duração: 75 minutos

Gênero: Odisseia queer

Classificação: 18 anos

Acessibilidade: Sim

Temporada: Até 2 de novembro


JACK HOLDEN – autor

Jack Holden, ator e roteirista premiado, se formou na Bristol Old Vic Theatre School e atuou em palcos por todo o Reino Unido, na Royal Shakespeare Company e diversas vezes no West End. Trabalhou em produções de TV e cinema para Amazon, Channel 4, BBC, ITV e BFI.

Recentemente, integrou o programa de residência do National Theatre Studio, e seu roteiro "REVOLTING" foi selecionado para a BRIT LIST 2025. Sua peça de estreia, "CRUISE", foi indicada ao Prêmio Laurence Olivier de Melhor Peça Inédita em 2022. Seu trabalho seguinte, "KENREX" — coescrito com Ed Stambollouian —, estreou no Sheffield Theatres em 2024. A peça recebeu seis indicações ao Laurence Olivier, com Jack ganhando o prêmio de Melhor Ator, além do UK Theatre Award de Melhor Atuação em Peça. O espetáculo foi apresentado no The Other Palace, em Londres, no inverno de 2025/26, e está em cartaz no Lucille Lortel, em Nova York, desde abril de 2026.


ORLANDO CALDEIRA – diretor

Diretor e ator, indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção (2024) por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio Prio de Humor de Melhor Direção pela mesma peça.

Assina a direção e o argumento de “Cabaré Melanina” (Gláucio Gill, 2025) e “Macacada” (França, 2025), que estreou na Biennale Internationale de Cirque (BIAC 25), em Marselha. Assina a preparação de elenco da 4ª temporada de "Encantados" e foi diretor no projeto “Potencializa”, ambos na TV Globo. Dirigiu o musical “A Hora do Blec” e os espetáculos “Lívia”, “Será que Vai Chover”, “Negra Palavra – Solano Trindade” e o espetáculo de circo “Atenção”.

Como ator, foi indicado a Ator Revelação no Prêmio Melhores do Ano da TV Globo (2019) por “Verão 90”. Atuou nas novelas “Vai na Fé”, “Verão 90” e “I Love Paraisópolis”, além da “Dra. Darci” (Multishow). Atuou em “Os Aventureiros: A Origem”. É apresentador da documental Libertarix TV.


IGOR COSSO – ator e idealizador

Ator e roteirista, Igor Cosso consolidou sua carreira transitando entre a televisão, o teatro e as plataformas digitais. Na TV, integrou elencos de produções da Rede Globo como “Malhação”, as novelas "Salve-se Quem Puder", "Amor Eterno Amor" e a recente trama do horário nobre "Mania de Você".

No teatro, tem uma trajetória autoral sólida, escrevendo, produzindo e atuando em suas próprias obras, como o sucesso “Primeiro Sinal” e “Ponte Golden Gate”.

Atualmente, destaca-se também como uma das vozes mais influentes de representatividade LGBTQIAPN+ no entretenimento digital. Adquiriu os direitos exclusivos para protagonizar e produzir a histórica estreia de “Cruise” no Brasil.

 


Alex Varela


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