Grupo mineiro Armatrux celebra 35 anos com novo espetáculo, com entrada franca, no Teatro Petrobras Futuros
- Alex Gonçalves Varela

- há 1 dia
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MORDIDA EXPLORATÓRIA, do Grupo Armatrux, estreia no Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia dia 3 de setembro

▹ temporada com entrada franca
Com direção e dramaturgia de Amora Tito, a cia mineira celebra 35 anos com estreia de sua 24ª peça, que reflete sobre a exploração desenfreada do planeta. A peça traz como personagens três sacolas plásticas que emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. Neste encontro, compartilham suas experiências como testemunhas da vida dos humanos em terra, seus hábitos e desejos. Ao invés de se decomporem, aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida humana. Com sede própria em Nova Lima (MG), o Grupo Armatrux, uma das referências do teatro de grupo no Brasil, dedica-se à pesquisa cênica que transita entre teatro físico, música, circo, objetos, dança e bonecos. Já se apresentou no Chile, Uruguai, Argentina, Equador, Colômbia e Peru, em todas as regiões do Brasil e em mais de 60 cidades de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, se apresenta pela 20ª vez desde 1993.
A peça “Mordida Exploratória” estreia no centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo, dia 3 de setembro, com entrada gratuita. O projeto cultural foi selecionado pela chamada pública nacional Brasilidades & Futuros do Instituto Futuros e patrocinada pela Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura.
O Grupo Armatrux completa 35 anos de trajetória em 2026 trazendo ao Rio seu mais novo espetáculo, uma metáfora sobre o desmonte ambiental, social e de gênero. Direção e dramaturgia são de Amora Tito, e no elenco estão Paula Manata, Rogério Araújo e Michele Bernardino.

SINOPSE
Três sacolas plásticas emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. As sacolas compartilham o que viram, sentiram e vivenciaram antes de se encontrarem, e narram umas às outras suas experiências: como as pessoas vivem suas vidas, compartilham seus desejos e questionam seus hábitos. Ao invés de se decomporem, elas aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida.
O QUE É MORDIDA EXPLORATÓRIA
O título da peça refere-se a um termo biológico sobre o comportamento natural de determinados animais, como tartarugas e tubarões, que mordem para investigar objetos ou seres desconhecidos, já que não possuem mãos. No palco, o termo ganha contornos políticos, como explica a diretora e dramaturga Amora Tito: “É uma metáfora para as mordidas que exploram corpos políticos, bens naturais e as potencialidades de ser; arrancar pedaços da liberdade, da expressão, da terra, dos direitos e dos desejos como medida que ameaça as existências. Como uma voçoroca que engole a terra, como tratores que arrancam minerais, como um tubarão que morde um pedaço de algo para perceber o que é. É o ato de tirar um pedaço de algo apenas para sondar, sem digerir, deixando um vazio preenchido por plástico".

ENCENAÇÃO E DRAMATURGIA
O cenário traz ao fundo uma parede gigante formada por sacolas plásticas (procedentes de doação), e sua interação com a luz e projeções cria diferentes texturas e ambientes, que vão desde o fundo do mar ao céu e organismos vivos que se movem. Há ainda em cena, além de uma mesa e três cadeiras, um número enorme de sacolas plásticas que, manuseadas pelos atores, mudam constantemente de lugar criando ambientes ora acolhedores, onde os personagens se aninham, ora opressores, quando são inteiramente cobertos por elas.
A dramaturgia do espetáculo é atravessada por questões macropolíticas e sociais e suas consequências para o ecossistema. “Nossa pesquisa passa pelo desmonte de gênero, político, urbano, ecológico, entre outros. Ao longo do processo, ampliamos nossa visão para incluir desmontes pessoais, ‘microdesmontes’ e a rotina de desconstruir-se e reconstruir-se para as tarefas cotidianas. Cada corpo buscou o seu desmonte, as mordidas que o exploram”, destaca Amora Tito, diretora.
“Ficamos encantados com sua (de Amora Tito) dramaturgia repleta de imagens e profundamente lírica. O processo de criação foi orgânico: enquanto o grupo explorava improvisações no tablado, Amora tecia o texto em tempo real, transformando gatilhos e ideias em dramaturgia. Desse diálogo, seu olhar precioso transbordou naturalmente para a direção e a encenação”, comenta Paula Manata.
“É um trabalho que nasce do 'tablado', da escrita feita no corpo e para o corpo, resultando em uma encenação plástica e repleta de camadas simbólicas”, define o grupo.
A experiência do Armatrux se renova através do diálogo com novas vozes da cena mineira e com artistas já parceiros de antigos trabalhos, como Richard Neves (Pato Fu), que assina a trilha sonora original, e o escultor e bonequeiro Eduardo Felix (Pigmalião Escultura que Mexe), responsável pelo cenário, objetos e bonecos. A equipe conta ainda com Agnes Antônia no figurino e caracterização, e com a preparação corporal de Patrícia Manata, gestora do C.A.S.A. (Centro de Arte Suspensa e Armatrux), e da bailarina Nadja Kai-Kai, responsável também pela coreografia da obra.

GRUPO ARMATRUX NO RIO DE JANEIRO, DESDE 1993
O grupo tem longa história no Rio de Janeiro, tendo feito sua primeira temporada na cidade em 1993, no Circo Voador. Desde de então, já esteve em 20 espaços diferentes, como Circo Voador, Escola Nacional de Circo, Fundição Progresso, Planetário da Gávea, Lonas Culturais, Parque dos Patins, Nova Iguaçu, Teatro Municipal do Jockey, CCBB Rio de Janeiro, Forte de Copacabana, Teatro Dulcina e Caixa Cultural, entre outros.
Com 35 anos de estrada, o Grupo Armatrux - formado pelos atores Paula Manata, Tina Dias, Raquel Pedras, Cristiano Araújo e Rogério Araújo - consolidou-se como uma das referências mais inovadoras do teatro brasileiro. Desde a sua fundação, o grupo dedica-se à pesquisa cênica que transita entre o teatro físico, a música, o circo, o objeto, a dança e o boneco, resultando em uma linguagem autoral e poética, composta por universos visuais que desafiam as fronteiras entre o ator e a cena.
Nesta trajetória de três décadas e meia, o Armatrux não apenas construiu um repertório aclamado, mas estabeleceu um compromisso contínuo com a investigação de novas formas de expressão. Com “Mordida Exploratória”, o grupo chega a 24 espetáculos, além de 3 curtas-metragens e 1 exposição interativa. A companhia também já esteve em 7 países - Chile, Uruguai, Argentina, Equador, Colômbia e Peru -, em todas as regiões do Brasil e em mais de 60 cidades do interior de Minas Gerais, totalizando um público de mais de 700 mil pessoas em suas apresentações e oficinas voltadas para o público adulto e infantil.
A identidade artística do grupo é indissociável de sua histórica parceria com o encenador e diretor Eid Ribeiro. Essa colaboração, que atravessa décadas, foi responsável por consolidar a estética da companhia, unindo o teatro do absurdo, a musicalidade e uma visualidade rigorosa. Sob o olhar de Eid, o grupo deu vida a espetáculos emblemáticos, como o premiado No Pirex, que se tornou um marco na cena mineira. Essa parceria não apenas refinou a linguagem do Armatrux, mas também estabeleceu um padrão de excelência e experimentação que fundamenta a maturidade artística celebrada nestes 35 anos.
Com sede localizada no Vale do Sol, em Nova Lima (MG), intitulada C.A.S.A., o Armatrux desenvolve uma parceria histórica com a Cia. Suspensa. Mais do que uma espaço compartilhado, o C.A.S.A. consolida-se como um pólo de resistência e inovação cultural, onde a experiência do Armatrux no teatro físico e de objetos se funde à pesquisa aérea e circense da Cia. Suspensa.
AMORA TITO – dramaturga e diretora
Amora Tito é atriz, dramaturga e diretora. Formada pelo CEFART e licenciada em teatro pela UFMG. Foi residente no Lab Cultural 2022 - BDMG Cultural. Trabalha com teatro e cinema, alguns dos mais recentes trabalhos são: “assuviá pra chamar o vento” (Breve Cia), “Fazer festa com o perigo” (Plataforma Beijo) e o filme “Depois do fim” (Plataforma Diz Trava Através do Olhar). Recebeu o XV Prêmio Zumbi de Cultura (2024) na categoria literatura.
FICHA TÉCNICA
Direção e Dramaturgia: Amora Tito
Atuação: Michele Bernardino, Paula Manata, Rogério Araújo
Trilha Sonora Original: Richard Neves
Criação de Cenário, Objetos de Cena e Boneco: Eduardo Felix
Figurino e Caracterização: Agnes Antônia
Preparação Vocal: Michele Bernardino
Preparação Corporal e Coreografias: Nadja Kai-Kai e Patrícia Manata
Criação de Luz: Cristiano Araújo
Coordenação de Produção: Tina Dias
Coordenação do Projeto: Ana Freire | Pop Produções Artísticas
Gestão financeira: Rodrigo Marques | Pop Produções Artísticas
Produção executiva (Rio): Joyce Cordeiro
Projeções Mapeadas: André Veloso
Provocadores Artísticos: Kelly Crifer, Lucas Fabrício e Guilherme Morais
Confecção de Cenário, Objetos de Cena e Boneco: Tim Santos
Assistência de Figurino e Caracterização - Gusta Assis e Kellé
Masterização e Mixagem: Felipe Fantoni
Técnico de Som e Projeção: Vinicius Souza
Técnico de luz - João Gioia
Assistente técnico de luz - Arthur Calazans
Coordenação de Comunicação: Rizoma Comunicação & Arte (Beatriz França)
Redes Sociais e Tráfego: Rizoma Comunicação & Arte (Letícia Leiva e Matheus Carvalho)
Criação Arte Gráfica: Filipe Lampejo e Bernardo Manata
Designer (RJ): Cíntia Marques / Projeto Ande
Fotos de divulgação: Poly Acerbi e Jefferson Ahzul
Vídeos de Divulgação (RJ): Léo Alcântara / Projeto Ande
Captação de Vídeo: Luiz Felipe Fernandes, Léo Fontes, Jefferson Ahzul e Laboratório Em Rede (C.A.S.A.)
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
Correalização: Pop Produções e Grupo Armatrux
Gestão: Instituto Futuros
Patrocínio: Petrobras
Realização: Ministério da Cultura

SERVIÇO:
“Mordida Exploratória”
ESTREIA: 03 de setembro (5ªf), às 19h
ONDE: Teatro Petrobras Futuros
ENTRADA FRANCA – retirada de ingressos gratuitos em www.sympla.com.br
HORÁRIOS: 5ª e 6ªf, às 19h; sab e dom às 16h e 19h
CAPACIDADE: 63 lugares
DURAÇÃO: 70 min
GÊNERO: teatro contemporâneo
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
CURTA TEMPORADA: até 14 de setembro
OBS: sessão de quinta 10/09 transferida para segunda 14/09
Centro Cultural Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia Site: petrobrasfuturos.org.br
Instagram: instagram.com/petrobrasfuturos/
Tik Tok: tiktok.com/@petrobrasfuturos Facebook: facebook.com/petrobrasfuturos
Sobre o Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia
O Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia é um centro cultural que comissiona, produz e apresenta trabalhos artísticos contemporâneos nos campos das artes visuais, artes digitais, artes performáticas, artes cênicas, artes sonoras e música. Seu programa artístico encoraja o atravessamento e o hibridismo das múltiplas linguagens e formatos artísticos na busca pelo novo, pelo desconhecido e pelo visionário.
Sua curadoria destaca vozes emergentes, metodologias colaborativas e formas alternativas de criar artisticamente, fermentando novas combinações entre ideias, práticas, estéticas e tecnologias. Ao longo de todo o ano, o equipamento realiza exposições, mostras, instalações, performances, espetáculos, shows, oficinas, encontros, seminários, debates e diversas atividades educativas. O centro cultural abriga três galerias, um teatro multiuso, um bistrô e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que preserva a História das tecnologias de comunicação no Brasil.
Para mais informações sobre o Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia, entre em contato:
Felipe Teixeira - felipe.teixeira@agenciafebre.com.br - 21 99151-9425
Katia Carneiro - katia.carneiro@agenciafebre.com.br - 21 99978-2881
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