Entrevista: Almir Reis, artista plástico brasileiro
- João Paulo Penido

- há 6 dias
- 3 min de leitura
Pintura visual ligada á Agua, ao Movimento, á luz e a Percepção!
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Almir Reis é um artista plástico brasileiro com mais de 25 anos de carreira internacional, cuja produção se caracteriza por uma pesquisa visual fortemente ligada à água, ao movimento, à luz e à percepção.
Sua obra possui presença em coleções privadas na Europa, Brasil, Estados Unidos e Médio Oriente e Ásia, refletindo uma trajetória que ultrapassa o circuito exclusivamente brasileiro e permite posicioná-lo perante um público internacional.
Entre os núcleos mais relevantes de sua produção estão a mistura da fotografia com pintura nos trabalhos atuais:
• Acqua — trabalhos que exploram a água como matéria visual, luz, transparência e movimento.
• Swimming Pools — uma série particularmente marcante, na qual piscinas, arquitetura, reflexos e corpos/figuras são transformados em composições de forte impacto visual.
• Diving — trabalhos relacionados ao universo do mergulho e à experiência submersa, explorando perspectivas, movimento e a relação entre corpo, água e espaço.
Almir atualmente vive e trabalha em Lisboa, Portugal.
1 – Quando teve esta revelação artística com fenômenos da natureza relacionado a pintura? O que te inspirou nesta percepção?
Minha carreira começou tardia aos 32 anos por uma paixão por fotografia, comecei como auto didata, uma vez que acredito que a criatividade e talento, não necessariamente se aprende em cursos, mas depois de um tempo, enxerguei que estudar principalmente com pessoas que já tinham vasto conhecimento na área, lhe traz uma bagagem e visão que falta.
2 - Conte esta exposição Internacional e quais países já teve o privilégio de ver as lindas obras?
Na minha carreira tive o privilégio de expor em várias cidades importantes como Miami, Tokio, Shangai, Dubai, Islamabad, São Paulo, Rio de Janeiro, Lima, Buenos Aires, Paris, Lisboa e Washington. Lugares incríveis e alguns que eu nem sonhava em conhecer um dia. A arte tem esse poder.
3 – Conte referente a produção e a mistura da fotografia com pintura nos trabalhos: Acqua, Swimming e Diving?
Minha inspiração surgiu da Pop Art, movimento o qual sempre gostei desde a infância. Aos poucos senti que David Hockney falava muito com o meu interior sobre criação e inspiração. Quando decidi dar um passo à frente, fui fazer o curso de pintura do Parque Lage do Rio de Janeiro, o que me abriu horizontes para novas ideias e novas técnicas principalmente, percebi que eu não precisava ser uma coisa ou outra, que eu poderia misturar as técnicas e fazer uma obra híbrida, mix media. Foi aí que os horizontes se abriram e comecei a usufruir de tudo que era possível como a fotografia, colagem, pintura, computação gráfica e agora até IA. Ou seja, a arte não tem limite, basta a pessoa querer e estar aberta para tudo. Sempre levando com um toque de originalidade e identidade.
4 – Deixe uma mensagem para artistas iniciantes, que queiram evoluir nos seus sonhos, dando foco na imaginação da pintura, explorando a natureza?
Creio que em primeiro lugar tem que ter dom para a coisa, depois eu sugiro que a pessoa estude sobre os grandes mestres, entenda os movimentos artísticos existentes, o porque cada um teve sua importância para a arte e a partir daí, estude cores, gestos, materiais, enfim. Sempre se aprofundando e muitas vezes é natural que se beba na fonte de algum artista já consagrado. Depois de um tempo, caso não tenha, comece a ter uma identidade própria e principalmente levar com verdade aquilo que desenvolver, tenha certeza que está fazendo algo honesto e com qualidade. Invista em materiais de qualidade, tintas, telas, câmeras, computadores, seja o que for, pois a qualidade da obra está no conjunto do que se quer produzir, acho que é isso.
Almir Reis
João Paulo Penido

Adoro!
Simplesmente surpreendente
Muito bom! Uma estrada sólida movida pelo olhar atento!
Fantástico trabalho