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Revista do Villa

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Entrevista: Diego Rammuz (Aderecista/ Mestre Sala/ Musico /Artista Plástico/ Dublador)

Morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro (Bangu), Diego Rammuz iniciou sua vida artística no carnaval, atuando como aderecista em 2008 e atua até hoje fazendo trabalhos para algumas escolas.

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“Minha jornada como mestre sala aconteceu em 2018 onde recebi o convite do GRES Bangay, quando ainda era Bloco Carnavalesco Bangay Folia. A Vice-presidente Sandra Andrea convidou o Mestre sala Vinícius Antunes, Primeiro mestre sala da Unidos de Padre Miguel para que me auxiliasse nessa jornada e com isso tive o prazer de aprender muito através dos ensinamentos dele e também de projetos que o mesmo conduziu. Vencedor do Prêmio machine de Carnaval como melhor casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Minha relação com a arte é bem ampla, algumas pessoas me chamam de boneca russa, por ter várias habilidades relacionadas à arte.”

 

“Além dessas já citadas, eu sou Crocheteiro desde os 12 anos de idade, onde aprendi com a minha avó e minha irmã mais velha. Hoje faço desse trabalho que muitos chamam de hobby uma fonte de renda através das peças que confecciono. Estudei violão popular na Escola de música Villa Lobos (núcleo Paracambi), fiz curso de pintura na Escola de Artes Visuais Parque Lage, onde faço outro curso de pintura. Sou estudante da Escola de Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde estudo Gravura. Esse ano participei de algumas exposições na escola de Belas Artes. Dublador da noite carioca LGBTQIAPN+. Iniciei essa jornada em 2023 no 7Bar e Show, em seguida participei do Concurso Águia de Ouro 2023, onde fiquei em primeiro lugar. Rei do carnaval 2024 do Bar The Pride. Participei de musicais MGM, A Extraordinária Vida de Marcelo Guimarães (Olga Dantelle)”.

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1-    Quando começou a trabalhar no meio artístico, teve alguns trabalhos no Carnaval... o que representava para você?

 

Os trabalhos artísticos no carnaval sempre foram muito representativos em minha vida. Aquele espaço de troca fez com que eu crescesse artisticamente e ainda faz, pois minha trajetória continua nos barracões e o aprendizado é algo constante. Como em qualquer ramo, nunca paramos de estudar.

 

 

2-    Quando recebeu o convite do GRES Bangay para representar como Mestre Sala qual foi sua caracterização de vestimenta e qual foi a melodia da época?

 

Quando recebi o convite fiquei muito honrado e ao mesmo tempo foi um grande desafio. Nesse ano eu dancei com a Porta Bandeira Bianca Mourão, éramos o segundo casal e representávamos o orixá Oxumaré. O enredo era sobre a Umbanda e desfilamos no Rio Da Prata em Bangu, pois o Bangay ainda era um bloco de enredo.

 


3-    Como foi vencer o Prêmio machine de Carnaval como melhor casal de Mestre Sala e Porta Bandeira?

 

Vencer o prêmio Machine de Carnaval foi um grande reconhecimento de um trabalho árduo de um ano inteiro. No meio de tantos casais incríveis da intendente Magalhães fomos agraciados com o prêmio. Esse prêmio veio em uma forma de dizer que o trabalho vence tudo. Nesse ano estava como o primeiro mestre sala dançando com a Porta Bandeira Carol Bitencourt.

 


4-    Por que algumas pessoas te chamam de boneca Russa? Crocheteiro desde os 12 anos? Conte esta experiência.

 

Então, quando alguém me conhece, basicamente acham que só domino a arte que me viu fazer e quando descobre que eu tenho outras habilidades se impressionam e alguns me chamam de boneca russa por isso. Quando você acha que conhece tudo que eu faço eu mostro que sei outras coisas Kkkk.

Quanto ao crochê, eu aprendi com minha avó e minha irmã mais velha, eu faço inúmeras peças de crochê (a maioria pra mim). É um hobby, mas gera alguma renda quando alguém dá o devido valor.

 

 

5-    Estudou violão popular na Escola de música Villa Lobos... teve alguma apresentação Musical e qual estilo musical?

 

Estudei violão popular, mas nunca foi com o intuito de me tornar um musicista profissional. Isso foi mais um desejo de infância que realizei já adulto. Eu tive algumas apresentações musicais na época em que estudava, mas sempre em grupo.

 

 

6-    Além da Música e crochê, estudou também Pintura e Gravura... conte esta fase, por favor?

 

Eu estudo Pintura na EAV Parque Lage e estudo Artes Visuais/Gravura na UFRJ. Essa fase ainda estou vivendo e pretendo viver mais disso e sobre isso.

A experiência está sendo ótima, principalmente por ser duas escolas de prestígio e o aprendizado está agregando muito com o que eu quero futuramente como artista plástico.

A caminhada é longa e difícil, mas estou disposto a viver disso.

 

 

7-    Participou do Concurso Águia de Ouro 2023, onde ficou em primeiro lugar. Rei do carnaval 2024 do Bar The Pride... o que significou para você estas realizações?


O Águia de Ouro foi o primeiro concurso de dublagem que participei e fui agraciado com primeiro lugar, cada candidato fazia duas performances na noite e segundo os jurados eu fui arrebatador. Já o concurso do Rei e Rainha do carnaval do Bar The Pride, foi um concurso de performance de samba, onde levei também o primeiro lugar me consagrando o rei do carnaval de 2024 junto de Alessandra Salazary que foi a Rainha do carnaval 2024. Os dois concursos significaram muito pra mim, pois nesse ramo as pessoas dizem que “antiguidade é posto”, mas muitos antigos não colocam a cara a tapa e não participam desses concursos. No caso, eu digo que coragem é posto!

 

 

8-    Deixe uma mensagem para quem gostaria de entrar no meio artístico do Carnaval? 


Para ser um artista de carnaval precisa gostar, adquirir as habilidades que são passadas, pois ninguém nasce sabendo nada e no carnaval sempre tem alguém para ensinar. É uma rede grande e forte artisticamente, qualquer pessoa pode participar e aprender o ofício. Seja nos trabalhos de barracões, seja ser passista, mestre sala, porta bandeira…são inúmeras formas de fazer parte dessa vitrine cultural Brasileira, que é ainda é feita pelo povo marginalizado e periférico. O carnaval é um grito da nossa ancestralidade preta que deixou esse movimento arrisco para que cuidássemos e seguíssemos, passando para as futuras gerações.


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João Paulo Penido

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