Entrevista | Ator Roberto Cordovani - De Dalí a Salvador
- Revista do Villa

- 8 de ago.
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Em entrevista a Kaique Fernando Rocha de Sousa, Roberto Cordovani fala sobre a construção de Salvador Dalí, a relação com o teatro e a arte, e revela o que o público pode esperar de “De Dalí a Salvador”, espetáculo que estreia em novembro, em São Paulo.

Você está prestes a estrear "De Dalí a Salvador", em novembro, em São Paulo. Depois de tantos anos de carreira, o que ainda faz um novo espetáculo despertar em você aquele frio na barriga?
Roberto Cordovani: Todo espetáculo é um recomeço. A experiência nos dá ferramentas, mas nunca elimina a expectativa. O teatro acontece ao vivo, diante do público, e isso faz com que cada estreia seja única. Esse frio na barriga é sinal de respeito pelo palco e pela plateia.
Salvador Dalí foi um artista provocador e complexo. O que mais te desafiou ao construir esse personagem?
Roberto Cordovani: O maior desafio foi encontrar o ser humano por trás do mito. Dalí era um personagem de si mesmo, mas também tinha contradições, fragilidades e uma inteligência extraordinária. Meu trabalho foi justamente revelar essas camadas sem perder sua essência.

Em suas respostas, você fala sobre liberdade intelectual, arte e legado. O que significa deixar um legado para um artista?
Roberto Cordovani: Legado não é autopromoção. É aquilo que permanece nas pessoas depois que o espetáculo termina. Se uma obra desperta reflexão, emoção ou transforma alguém, ela continua viva. É isso que realmente importa.
Dalí costumava dizer que a vida é um grande projeto artístico. Como essa visão influencia sua maneira de viver e criar?
Roberto Cordovani: Influencia completamente. Acredito que a arte não está apenas no palco, mas na forma como escolhemos viver. Criar exige coragem, curiosidade e disposição para olhar o mundo de diferentes maneiras.
Depois de tantos trabalhos marcantes, o que o teatro ainda representa para você?
Roberto Cordovani: O teatro continua sendo um espaço de encontro. É onde o ator e o público compartilham um momento que nunca mais se repetirá exatamente da mesma forma. Essa é a grande magia dessa arte.
O que o público pode esperar de "De Dalí a Salvador", que estreia em novembro, em São Paulo?
Roberto Cordovani: Pode esperar uma experiência que vai além da biografia de Salvador Dalí. O espetáculo propõe uma reflexão sobre arte, identidade, criatividade e liberdade.
Espero que cada pessoa saia do teatro com mais perguntas do que respostas,
porque é isso que a boa arte costuma provocar. finaliza Roberto Cordovani.
Kaique Fernando Rocha de Sousa

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