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LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

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‘Elogio da Loucura’ Da obra de Erasmo de Rotterdam Dramaturgia de Leona Cavalli e Eduardo Figueiredo Direção de Eduardo Figueiredo

Atualizado: 15 de mai.


Apresentação

 

Peça inédita no Rio de Janeiro, ‘Elogio da Loucura’ foi sucesso de público e crítica em São Paulo, algumas capitais do Brasil (Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, entre outras) e, ainda, em cidades do interior de SP. Em cartaz em curta temporada no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, a montagem conta com o patrocínio do Banco do Brasil.


A atriz Leona Cavalli e o diretor Eduardo Figueiredo, em nova parceria, são responsáveis pela adaptação da obra de Erasmo de Rotterdam, para uma versão teatral inspirada no livro ‘O Elogio da Loucura’. Erasmo de Rotterdam, o autor, viveu o final da Idade Média e o início da Idade Moderna e tornou-se um dos maiores escritores, humanistas e teólogos de todos os tempos.


Ainda hoje vivemos conflitos semelhantes aos de séculos atrás; a hipocrisia e a perda dos valores da vida ainda são recorrentes.


A encenação, repleta de ironia e humor, faz várias referências à loucura, presente nas artes, na História e na sociedade. A loucura, a insanidade mental, não é definida como uma condição humana que podemos adquirir. Erasmo trata a loucura de uma forma externa ao homem, e o homem só será louco se desejar ser.


“Em um momento com tantas adversidades e repleto de inversões de valores éticos, políticos e sociais, um momento onde o homem apresenta sérios sinais de retrocesso e barbárie, a obra de Erasmo de Rotterdam nos apresenta uma importante reflexão sobre civilidade e empatia nos dias atuais”, diz o diretor Eduardo Figueiredo.


“Sempre fui apaixonada por esse texto de Erasmo de Rotterdam, inédito no teatro brasileiro, e incrivelmente atual, lúcido e necessário; por identificar a loucura como parte da condição humana, que, quando integrada, torna-se potência de transformação, arte e liberdade”, conta a atriz Leona Cavalli, que irá interpretar a Loucura.


O espetáculo é pontuado com música ao vivo, executada pelos talentosos Daniel Líbano (violoncelo) e César LiRa (percussão). A trilha sonora transita entre o popular e o erudito, o contemporâneo e os ritmos étnicos.

 

Sinopse

A obra, escrita como uma sátira à sociedade dos séculos XV e XVI, tornou-se atemporal e profundamente atual; por apresentar uma nova visão da loucura, expondo as relações de poder na sociedade, na política e na Igreja, como espelhos de si mesma.


Nessa versão para o teatro, a Loucura, interpretada pela atriz Leona Cavalli, se apresenta como personagem, mantendo a ótica, o sarcasmo e a sagacidade do conteúdo original da obra.

Como definição gramatical, loucura é insanidade; porém o autor não a representa dessa forma, mas sim como parte da estrutura do nosso mundo, que como tal, clama por ser reconhecida e aceita.

 

Prêmios

- O espetáculo foi indicado como “Melhor Monólogo do País” na 23° edição do Prêmio Cenym de teatro em 2024;

- A obra foi indicada em 3 categorias na Premiação FITA 2025: “Melhor Atriz”, “Melhor Trilha Sonora” e “Melhor Figurino”, saindo vitoriosa nesta última.

 

Sobre a atriz

Leona Cavalli começou sua carreira com o diretor Zé Celso Martinez Corrêa, com quem fez “Hamlet”, de Shakespeare (indicada como Melhor Atriz APCA por Ophelia), “Bacantes”, de Euripedes e “Cacilda!” do próprio Zé Celso. Ganhou Prêmio Shell por sua atuação como Geni, em “Toda Nudez Será Castigada”, de Nelson Rodrigues, e Prêmio Qualidade Brasil por Blanche Dubois, em “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennesse Willians; ambas dirigidas por Cibele Forjaz. Foi dirigida por Bibi Ferreira em “Viva o Demiurgo”, e por Paulo Autran, em “Vestir o Pai.” Recentemente fez os grandes sucessos “Frida Y Diego”, de Maria Adelaide Amaral, “Gatão de Meia Idade”, de Miguel Paiva e “Procuro o Homem da Minha Vida, Marido Já Tive”, dirigidos por Eduardo Figueiredo. Seus últimos trabalhos no teatro foram: “Fausto” de Marlowe, como Mephisto; dirigida novamente por Zé Celso Martines Correa e “Senhora dos Afogados” com direção de Monique Gardenberg.


No cinema, fez os longas “Um Céu de Estrelas” (pelo qual ganhou 3 prêmios de Melhor Atriz) e “Através da Janela”, de Tata Amaral; “Amarelo Manga” de Claudio Assis (prêmio Melhor Atriz); “Cafundó”, de Paulo Betti; “Aparecida”, de Tizuka Yamazaki; “Casa da Mãe Joana 2,”de Hugo Carvana; “Carandiru”, de Hector Babenco; “Olga”, de Jaime Monjardim, entre outros. Esse ano acabou de rodar o ainda inédito “A Cerca”, de Rogerio Gomes.


Também fez diversas novelas da Rede Globo, como “Órfãos da Terra” de Thelma Guedes e Duca Rachid; “Totalmente Demais” de Rosane Svartman e Paulo Halm, “Amor a Vida” e “Gabriela” de Walcyr Carrasco, “A Vida da Gente” de Licia Manzo, “Negócio da China” de Miguel Falabella, “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva, “Amazônia” de Gloria Perez (prêmio Melhor Atriz), “Belíssima”, de Silvio de Abreu, e em 2023 Leona esteve no ar interpretando a personagem Gladys, na novela da Globo “Terra e Paixão”, de Walcyr Carrasco. Seu último trabalho foi na novela “Dona de mim”, também na TV Globo.

 

Sobre o diretor

Eduardo Figueiredo é diretor de teatro e mestre em teatro pela USP, encenador de diversos espetáculos de sucesso e um dos principais produtores do atual teatro brasileiro – sócio da Manhas & Manias Projetos Culturais.

Sócio e curador do Teatro J Safra. Produtor de dezenas de espetáculos em seu currículo.


Autor e diretor de “Só os Doentes do Coração Deveriam ser Atores”, com Antonio Petrin, e em 2012, repetiu sua parceria em outro solo com o ator em “Ser Ator”. Em 2008, foi diretor de produção do 7º FIL - Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens. É idealizador e diretor de um dos maiores fenômenos do teatro brasileiro: “Mulheres Alteradas”, uma adaptação do best seller de Maitena, em cartaz desde 2010 com elenco de estrelas composto por Luiza Tomé, Mel Lisboa, Adriane Galisteu, Samara Felippo, entre outras. Dentre seus últimos trabalhos, podemos citar: o premiado “Frida Y Diego”, com dramaturgia de Maria Adelaide Amaral, com Leona Cavalli e José Rubens Chachá; em 2016, da obra de Goethe, “O Aprendiz de Feiticeiro”, primeira peça de teatro do premiado novelista Antonio Calmon; Em 2017 a comédia "Gatão de Meia-Idade", da obra de Miguel Paiva com Oscar Magrini e Leona Cavalli no elenco; em 2018/2019 dirigiu o espetáculo ‘Festa, a Comédia”, um solo cômico com o ator Maurício Machado dos dramaturgos Walcyr Carrasco, Alessandro Marson, Heloisa Périssé, Vicent Villari e Daniele Valente. Foi ainda diretor-geral do show inédito “Casos e canções”, que reúne os mais diversos nomes e gerações através da música, com a atriz Eva Wilma e banda, e diretor do premiado espetáculo “Um beijo em Franz Kafka”, de Sergio Roveri, com Anderson Di Rizzi e Maurício Machado no elenco.


Em 2020, dirige a adaptação do livro “O Elogio da Loucura”, um ensaio escrito por Erasmo de Rotterdam em 1509 e publicado em 1511, com Leona Cavalli no elenco. E roteiriza e dirige, no mesmo ano, o espetáculo musical “Toada do Bardo”, inspirado na obra de Shakespeare, com Maurício Machado e grande elenco, com direção musical de Guga Stroeter. Em 2021/ 2022, dirige a comédia “Procuro o homem de minha vida, marido já tive” da autora argentina Daniela Di Segni e dramaturgia de Claudia Valli, com grande elenco: Totia Meireles, Leona Cavalli, Grace Gianoukas e Maurício Machado - alcançando sucesso de público e crítica. Participa como diretor do projeto em homenagem ao centenário de Cacilda Becker “Cacilda, por ela mesma”, com Leona Cavalli e grande elenco. Em 2023, dirige o premiado musical infantil “Hoje tem festa no Céu”, de Cintia Alves. Em 2024, estreia 'O Veneno do Teatro ', texto premiado em mais de 62 países do autor espanhol Rodolf Sirera, com Osmar Prado e Maurício Machado, também sucesso de público e crítica. Para 2026, planeja “Shakespeare em Crise”, de Thelma Guedes, novo projeto da parceria entre Eduardo Figueiredo e a atriz Leona Cavalli, e a versão brasileira do espetáculo argentino “Votemos, vizinhos alterados”, com grande elenco.

 

Sobre a produtora

Com 35 espetáculos premiados no currículo, se consolidou como uma das maiores produtoras de teatro do país, atuando em todo território nacional e no exterior, ao longo desses trinta anos. Há 12 anos, a Manhas & Manias – Projetos Culturais é responsável pela gestão, administração e curadoria artística do Teatro J. Safra, em São Paulo. Ao lado da O2 Filmes, coproduziu o longa “Mulheres Alteradas”, da obra de Maitena, dirigido por Luis Pinheiro, com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Monica Iozzi e Maria Casadevall, entre outros atores. Também é coprodutora do projeto Cine Experience – pioneiro em levar espetáculos de teatro para telas dos cinemas. Primeiro espetáculo: “Gatão de Meia Idade”, de Miguel Paiva, com direção de Eduardo Figueiredo. Premiado cinco vezes com o “Hot Top Comunicação de Marketing”.

 

Sobre o CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São mais de 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão, ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

 

Ficha técnica

‘Elogio da Loucura’

Da obra de Erasmo de Rotterdam

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Dramaturgia: Leona Cavalli e Eduardo Figueiredo

Direção: Eduardo Figueiredo

Assistente de direção: Alex Bartelli

Elenco: Leona Cavalli

Músicos: Daniel Líbano (Violoncelo

César LiRa (Percussão)

Voz em off: Antonio Petrin

Figurinos: Kelly Siqueira e Mariana Baffa

Cenário e Adereços: Paula Mares e Kelly Siqueira

Visagismo: Eduardo Figueiredo

Maquiagem: Thiago Baréa

Perucas: Wellington Fontenele

Light designer: Gabriele Souza

Fotos de divulgação: Henrique Butcher

Ambientação fotos de divulgação: Ricardo Ishihama

Projeto de vídeo e projeções: Jonas Golfeto

Direção musical e trilha original: Guga Stroeter

Preparação corporal e movimento cênico: Roberto Alencar

Produção executiva: Paulo Travassos

Assistente de produção: Renan Correia

Administração: Paulo Paixão

Financeiro: Thaiss Vasconcelos

Leis de Incentivo: Renata Vieira

Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

Correalização e produção: Manhas & Manias Projetos Culturais

Realização: Governo do Brasil e CCBB

 

Serviço

‘Elogio da Loucura’

28 de maio a 28 de junho de 2026

Quinta a sábado, 19h | Domingo, 18h

Classificação indicativa: 16 anos

Gênero: Tragicomédia

Duração: 80 minutos 

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) à venda na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, nº 66, Centro, Rio de Janeiro, RJ

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças)

ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

Contato: 21 3808-2300 | ccbbrio@bb.com.br

Mais informações: bb.com.br/cultura

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