Elias Andreato e Caio Manhente protagonizam o sucesso "Visitando Sr. Green", que chega ao Rio em agosto
- Alex Gonçalves Varela

- 23 de jul.
- 7 min de leitura
Com direção de Guilherme Piva, o espetáculo estreia no dia 08 de agosto, no Teatro Vannucci

Certas histórias são universais. ‘Visitando o Sr. Green’ narra o encontro entre um jovem e um senhor de 86 anos e vem conquistando plateias do mundo inteiro. A comédia do norte-americano Jeff Baron discorre sobre amizade, respeito às diferenças, velhice, solidão, homofobia. Sobre o ser humano e suas múltiplas camadas com muito bom humor. No Brasil, Paulo Autran esteve à frente de uma montagem histórica, com direção de Elias Andreato, que se reencontra com o texto 25 anos depois, agora assumindo o papel título. O sucesso se repetiu com o espetáculo fazendo uma tefmporada de seis meses em São Paulo com casa lotada, em 2025. Finalmente, ‘Visitando o Sr. Green’ chega ao Rio de Janeiro, a partir de 08 de agosto, no Teatro Vannucci. Elias divide o palco com Caio Manhente. A direção é de Guilherme Piva e produção geral de Edgard Jordão e Rodrigo Piva.
Elias Andreato não esconde o entusiasmo de revisitar esse texto tantos anos depois. “O reencontro com o Sr. Green é carregado de nostalgia e emoção. E muita saudade do meu amigo Paulo Autran. Voltar a ele, com nova1s perspectivas e em um contexto diferente, permite redescobrir nuances que talvez tenham passado despercebidas antes. Foi uma experiência transformadora dirigi-lo pela primeira vez e agora é uma nova aventura explorar o mesmo texto na companhia do talentoso Guilherme Piva”, celebra.
‘Visitando o Sr Green’ teve estreia mundial em 1996 e, desde então, vem sendo encenada sempre com grande sucesso. A peça já foi montada em mais de 50 países, em 26 línguas e 600 produções diferentes. São dois personagens em cena: um velho e solitário judeu ortodoxo, o Sr Green, e o jovem Ross, executivo de 29 anos, gay, mas ainda com questões em relação a sua sexualidade. A convivência entre eles faz nascer afinidades e explodir diferenças e preconceitos em uma relação complexa, cheia de conflitos, mas que também é capaz de gerar afeto e aceitação.
Guilherme Piva não hesitou em aceitar o convite para dirigir esta nova montagem. “O que me encanta é a forma como os temas são abordados. Ela fala de como nos afastamos do amor, seja ele qual for, por diferenças de crenças, dogmas da sociedade e da religião. E reflete como é preciso ressignificar para se encontrar a verdade mais profunda do nosso ser, que por muitas vezes deixamos de lado”, pondera. “É uma tristeza que esses temas ainda permaneçam atuais, por isso mesmo temos que falar sobre eles, mostrar que certos dogmas e pensamentos precisam evoluir com o tempo, senão ficaremos presos neles. O amor é atemporal, é o que todos procuram. Então, temas como religião, homossexualidade, holocausto, família precisam ser debatidos e aceitos pela humanidade. Aceitar as diferenças é aceitar o amor”, complementa.
Elias Andreato endossa a opinião do diretor: “o que mais me atrai no texto é a forma como ele explora temas universais como tolerância, perdão e o choque entre gerações e culturas, tudo com um tom muito humano e cheio de humor. O texto nos conduz por uma jornada onde os personagens, em sua humanidade e falhas, representam tantas pessoas que conhecemos em nossas próprias vidas”, exalta.

Caio Manhente faz sua estreia no espetáculo na temporada carioca. “Quando tive contato com o texto, fiquei maravilhado. É uma história sobre o afeto humano e como esse afeto pode transformar vidas tão diferentes. Em tempos de redes sociais e inteligência artificial, a oportunidade de abordar esse tema no teatro é um bálsamo. Sem falar na alegria que é dividir o palco com um gigante como o Elias”.
Guilherme Piva afirma que os ensaios são enriquecedores, com uma intensa troca de experiência com os atores. “Admiro os dois profundamente. E essa diferença de idade e de experiência me ajuda muito nesse texto, porque ele fala exatamente sobre isso. Sobre esse choque geracional. Um personagem é mais enrijecido, mais ortodoxo. O outro, mais maleável, mais contemporâneo. Os dois carregam as dores do seu tempo e o bonito é que, com a convivência, eles aprendem um com o outro e passam a se complementar nas faltas, fazendo uma transferência muito emocionante”, explica.
O texto ganha nova tradução de Gustavo Pinheiro, em uma co-produção de Edgard Jordão e Rodrigo Piva. A ficha técnica é repleta de grandes nomes do teatro: cenário - Chris Aizner, figurinos - Karen Brusttolin e designer de luz– Maneco Quinderé, entre outros.
O Texto
Um pequeno acidente de trânsito, que quase resultou num atropelamento, acaba provocando a aproximação entre o Sr. Green e Ross, que, graças ao juiz Kruger, foi acusado de negligência na direção e considerado culpado pela ocorrência. A pena consiste em fazer com que Ross deva prestar serviço comunitário junto à vítima uma vez por semana, pelos próximos seis meses. A ação da peça se passa no velho apartamento do Sr. Green. Tudo parece ter sido adquirido há muito tempo e se mantido intocável desde então.
A circunstância legal que os uniu involuntariamente, envolve os dois em situações inusitadas, com traços de fino humor e de profunda emoção. Revelando pouco a pouco a personalidade de cada um, suas realizações e suas frustrações acabam por constituir a trama central da peça através da riqueza da narrativa e dos instigantes diálogos de Jeff Baron. Retratam também, magistralmente, os aspectos mais pitorescos da cultura judaica, bem como os encontros e desencontros de dois seres humanos nas grandes cidades.
O que se inicia como uma comédia sobre duas pessoas estranhas que se ressentem de ter que compartilhar o mesmo ambiente, ainda por pouco tempo, transforma-se em um drama envolvente e emocionante à medida que segredos vão sendo revelados e antigas feridas começam a ser abertas.
Elias Andreato - Sr. Green
Elias Andreato é um ator, produtor, diretor e autor brasileiro. Estreou profissionalmente na peça Pequenos Burgueses em 1977. É vencedor da premiação de methor ator no Prêmio Shell, na Associação Paulista de Críticos de Arte e na Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais
do Estado de São Paulo, todos em 1990, e o Prêmio IBEU de methor direção em 1996. No cinema, participou de mais de 10 produções, como nos filmes Sábado (1997), e Boleiros - Era uma Vez o Futebol...(1998). Nos anos seguintes, dividiu seu tempo entre o teatro, o cinema e a televisão, atuando em novelas com o Suave Veneno (1999)
e Beleza Pura (2008), e minisséries como A Muralha (2000) e Minha Nada Mole Vida (2006), entre muitos outros trabalhos. Além disso, foi roteirista do enorme sucesso de comédia, o programa Sai de Baixo.
Caio Manhente - Ross
Em 18 anos de carreira consolidou-se como um dos jovens talentos de sua geração, destacando-se pela naturalidade de suas interpretações e pelo constante amadurecimento artístico. Com uma trajetória construída desde a infância, segue conquistando espaço na televisão, no cinema e em projetos audiovisuais, mantendo uma presença cada vez mais relevante no cenário do entretenimento brasileiro.
Com uma grande versatilidade em personagens de diferentes estilos e gêneros, realizou dezenas de trabalhos no audiovisual e estreou papeis marcantes em novelas como Vai Na Fé e Garota do Momento, além de filmes como Uma Professora Maluquinha (seu primeiro trabalho artístico), Veneza e Berenice Procura.
Além da atuação na televisão e no audiovisual, Caio também desenvolveu trabalhos no teatro como O Ateneu e Ensaio Para um Adeus Inesperado, experiência que contribuiu para seu crescimento artístico e aprimoramento como ator.
Jordão Produções
A Jordão produções é uma produtora com duas décadas de história. Tudo que fazemos tem o propósito de transformar, divertir, entreter, tocar e se comunicar. Acreditamos que ética, diversidade e construção de redes nos fazem absorver desafios e realizar projetos de teatro. Trabalhamos com os grandes atores do Brasil, mantendo uma qualidade impecável em todos os seus espetáculos.
Sobre Jeff Baron
Premiado autor americano, consegue transferir para o palco com seu texto VISITANDO O SR. GREEN o relacionamento humano, a estupidez dos preconceitos e a importância da compreensão entre as pessoas. A habilidade e o sensível tratamento fazem com que dois homens de temperamentos opostos, transformem-se numa amostra do que a incompreensão e o preconceito podem provocar num relacionamento familiar. Uma comédia hilariante e um drama denso numa história só. Duas visões de mundo exploradas em um texto hábil e sensível. O texto estreou em Miami, no Teatro Coconut Grove, com tal sucesso que a produção foi levada para a Broadway, onde o ator Eli Wallach foi premiado por sua interpretação. Desde então, a peça de Jeff Baron foi montada em mais de 50 países, em 26 línguas e 600 produções diferentes. O espetáculo foi premiado em muitos países, sendo considerada a melhor montagem do ano em Israel, Grécia e Alemanha e indicada para o Prêmio Molière da França de melhor peça nova. Em 1999, Jeff Baron foi convidado para fazer uma leitura de VISITANDO O SR. GREEN na ONU, em Nova York.
Sobre Guilherme Piva
É ator e diretor. Formado pela Faculdade da Cidade, tem entre seus principais trabalhos em teatro ,Os Impostores, Rio 2065, A Invenção do Amor, Não Vamos Pagar, Todas As Coisas Essa Viagem, De Verdade, A Farsa da Boa Preguiça, A Falecida, Aurora da Minha Vida, O Crime do Dr. Alvarenga, A Luz da Lua, O Submarino,Arlequim - Servidor de Dois Patrões e Carícias, com os diretores Rodrigo Portela, Ivan Sugahara,Marcelo Valle, Inez Viana, Cristina Moura, Marcio Abreu, João das Neves, João Fonseca, Naum Alves de Souza, Mauro Rasi, Ítalo Rossi, Mauro Mendonça Filho, Luiz Athur Nunes e Christiane Jatahy, respectivamente. Na televisão pode ser visto em Xica da Silva, Mandacaru, Porto dos Milagres, Chocolate com Pimenta, O Beijo do Vampiro, Pé na Jaca, Três Irmãs, Insensato Coração... Atualmente está em cartaz com A Lista e Norma, ambos como diretor.
Sobre Gustavo Pinheiro
Roteirista, dramaturgo e jornalista, Gustavo Pinheiro é formado em Comunicação pela PUC-Rio. Colunista do Segundo Caderno do jornal O Globo, trabalhou nas redações da revista VEJA e do jornal Extra. É o tradutor da montagem de “Três Mulheres Altas”, atualmente em turnê pelo Brasil. No teatro, tem oito peças encenadas por Antonio Fagundes, Christiane Torloni, Lilia Cabral, Ana Beatriz Nogueira, Thiago Fragoso, Otavio Augusto, Alinne Moraes, entre outros.

Ficha Técnica
Elenco - Elias Andreato e Caio Manhente
Texto - Jeff Baron
Direção - Guilherme Piva
Tradução - Gustavo Pinheiro
Designer de luz - Maneco Quinderé
Assistente de luz - André Pierre
Cenário - Chris Aizner
Figurino - Karen Brusttolin
Assistente de figurino - Maria Luisa
Trilha Sonora - Guilherme Piva
Operador de som - Carlos Ferreyra
Programação visual - Alexandre Furtado
Marketing Cultural - Gheu Tibério
Assistente de marketing Cultural - Paula Rego
Fotos - Nana Moraes
Visagismo Fotos - Fernando Ocazione
Administrativo - Ana Velloso
Camareira - Magnólia Gomes
Contrarregra - Danilo de Castro
Assistente de Produção - Raí Nonato
Cenotécnico e equipe - Marcos Santos...
Produção Geral - Edgard Jordão e Rodrigo Piva
Realização - Jordão Produções
SERVIÇO
Estreia: 08 de agosto (sábado)
Local: Teatro Vannucci – Shopping da Gávea
Horários:
Sábados: 18h
Domingos: 17h
Preços:
Plateia – R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia)
Balcão – R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia)
Ingresso popular – R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Classificação indicativa: 10 anos
Duração: 75 min
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Alan Diniz
alan@xavantecomunicacao.com.br - (21) 99473.6974
Alex Varela

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