Tom na Fazenda chega a NY e Londres em outubro
Há quase dez anos em cartaz, com mais de 220 mil espectadores em mais de 600 apresentações, chega pela primeira vez a Nova York e Londres o espetáculo
TOM NA FAZENDA
. texto de Michel Marc Bouchard
. tradução de Armando Babaioff
. direção de Rodrigo Portella
. com Armando Babaioff, Denise Del Vecchio, Iano Salomão, Camila Nhary
Em Nova York, as apresentações acontecem no Skirball, grande teatro de artes cênicas localizado no campus da Universidade de Nova Iorque (NYU), em Manhattan, dias 08, 09 e 10 outubro.
Em Londres, no prestigioso Barbican Centre, o maior centro de artes cênicas e culturais da Europa, de 13 a 17 de outubro
A peça, vencedora dos Prêmios da Associação de Críticos de Teatro de Québec, Shell, APCA, APTR, entre outros, já se apresentou no Canadá, França, Reino Unido, Suíça e Bélgica, Coreia do Sul e nos importantes Festivais de Avignon e Edimburgo.

Uma das peças mais aplaudidas e premiadas desde sua estreia em 2017, TOM NA FAZENDA, em turnê nacional desde 2025, se prepara para estrear em Nova York e Londres, em outubro próximo.
Em Nova York, as apresentações acontecem no Skirball, grande teatro de artes cênicas localizado no campus da Universidade de Nova Iorque (NYU), em Manhattan, dias 08, 09 e 10 outubro. Em Londres, no prestigioso Barbican Centre, o maior centro de artes cênicas e culturais da Europa, de 13 a 17 de outubro.
O sucesso internacional vem sendo confirmado nas viagens ao Canadá, França, Suíça, Bélgica, Coreia do Sul e no maior festival de teatro do mundo, Festival de Edimburgo, na Escócia (Reino Unido), quando reuniu mais de 7.000 espectadores em 23 apresentações. Recebeu destaque nos principais jornais do Reino Unido, como The Guardian, onde o crítico Mark Fisher escreve que TNF é um “impressionante estudo sobre a homofobia”, e que é "tão cruel quanto hipnotizante".
Paralelamente, a turnê pelo Brasil, iniciada no ano passado, prossegue até o final deste ano. O projeto conta com o incentivo da Lei Rouanet, o patrocínio da Petrobras e a realização do Ministério da Cultura.
A montagem, idealizada por Armando Babaioff com direção de Rodrigo Portella, traz no elenco Denise Del Vecchio, Iano Salomão e Camila Nhary, além do próprio Babaioff, em um drama potente que aborda questões contemporâneas e urgentes, como a homofobia e o patriarcado, entranhados em complexas dinâmicas familiares.
Tom na Fazenda é baseada na obra "Tom à la Farme", do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan. Michel Marc Bouchard, autor da obra original, sintetiza a essência do espetáculo em uma frase poderosa: "homossexuais aprendem a mentir antes mesmo de aprender a amar". Esta citação resume a dor e os conflitos internos vividos não só pelo personagem central, Tom, mas por diversos jovens, diariamente, em todos os lugares.
SINOPSE
Em cena, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral de seu companheiro. Ao chegar na casa, descobre que a sogra Agatha (Denise Del Vecchio) nunca tinha ouvido falar de sua existência e tampouco que o próprio filho era gay e, para piorar, descobre que ela está a espera de Helen, a suposta "namorada" do filho morto, que na verdade é Sara (Camila Nhary), numa farsa criada para convencer Agatha da heterossexualidade do filho. Nesse ambiente rural e austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada por Francis (Iano Salomão), o truculento irmão do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complexa interdependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior o choque de suas contradições.

A MONTAGEM
O diretor Rodrigo Portella revestiu o palco com uma grande e rústica lona, sobre a qual há lama e água, numa alusão ao solo rural, e também numa provocação à estabilidade dos atores, que se (des)equilibram ao longo do espetáculo, em atenção e conexão máxima com os seus próprios corpos e dos colegas em cena. A instabilidade permanente reflete as tensões entre as personagens.
“Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta o diretor Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez, por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós e traz o problema para dentro das casas, para o núcleo familiar mais íntimo, que todos nós conhecemos”, explica o diretor.

TOM NO BRASIL E NO MUNDO
O espetáculo TOM NA FAZENDA é vencedor do Prix de la Critique - Melhor Espetáculo de 2018 / Association Québécoise des Critiques de Théâtre (AQTC), além dos Prêmios APCA, Shell, Cesgranrio e APTR de Melhor Espetáculo, Ator, Direção, entre outras categorias e premiações.
TOM NA FAZENDA esteve presente nos principais festivais de teatro do Brasil, como FIT Rio Preto (2019), Festival de Curitiba (2018), Festival de Inverno de Garanhuns (2018), Festival Internacional de Teatro de Londrina (2017) e também presente nos Festivais Internacionais de Teatro: Festival TransÀmeriques - FTA (2018) em Montreal, Festival Off Avignon (2022) onde recebeu o título de “coup de cœur” do público e crítica do festival e o Festival Mythos (2024), em Rennes, Bretagne, ambos na França.
Em julho de 2022, no Festival Off Avignon, foi eleita uma das 13 peças favoritas, segundo o Le Journal Du Dimanche, e recebeu o "Coup de cœur" do Festival, (traduzindo literalmente, um golpe no coração) dado pelo Jornal La Croix.
Em 2023, fez uma temporada em Paris no celebrado Théâtre Paris-Villette, de 09 de março a 03 de abril, batendo o recorde de público e bilheteria da história do teatro. Foi a primeira vez que um espetáculo latino-americano ocupou o palco do Paris Villette. Essa temporada rendeu críticas positivas dos jornais franceses Le Monde e Liberation. Em destaque:

“Michel Marc Bouchard soube fazer uma peça universal que ultrapassa épocas e fronteiras e tem ecos de um extremo ao outro do planeta. Sua tragédia é falada em diversas línguas. Em ‘Tom na Fazenda’, a tessitura das palavras é feita sob medida para a encarnação dos atores. Mas no Théâtre Paris-Villette a interpretação exacerbava o texto. Tanto que a apropriação brasileira tem ares de reescrita. No entanto, este não é o caso. Michel Marc Bouchard é o autor. Esperamos que ele também encontre na França diretores desta envergadura que confirmem o clamor da América Latina: "Tom na Fazenda" é uma peça importante do repertório contemporâneo”.
Joëlle Gayot, (Le Monde, Joëlle Gayot)
“É raro ver uma encenação ser ovacionada de pé todas as noites, e uma atuação alucinante de seus atores, que fazem um trabalho incrível de interpretação.”
Laurent Goumarre, (Libération, Laurent Goumarre)
Em janeiro de 2024, TOM NA FAZENDA deu início à turnê de 45 apresentações pela Europa, passando por 27 cidades da França, Bélgica e Suíça. De volta a Paris, se apresentou no Museu Quai Branly. Realizou cinco sessões esgotadas na Bélgica, no importante Théâtre Wallonie-Bruxelles e no Théâtre National de Bretagne, representando o teatro brasileiro no Festival Internacional de Rennes. Em 2026, apresentou-se na Coreia do Sul, primeira parada asiática da peça.
"Estreamos em março de 2017, seguimos firmes nestes 8 anos principalmente graças ao público, sempre com temporadas lotadas, no Brasil e no exterior, o que nos mostra que Tom na Fazenda é um espetáculo necessário, pela temática e pela qualidade artística, e que ainda precisa ser visto por muito mais pessoas no Brasil e no mundo. A encenação de Rodrigo Portella é um convite a experimentar o teatro na sua máxima potência. É um privilégio poder circular com o espetáculo pelo Brasil e mostrar no exterior como a potência do teatro brasileiro”, celebra Babaioff.
Em 2025, TOM NA FAZENDA cumpriu temporada de 23 apresentações
no Festival de Edimburgo, Escócia, como parte do processo de internacionalização do espetáculo, uma vez que o Festival de Edimburgo é a maior “feira de negócios” do setor. A peça se apresentou no Venue Pleasance no EICC - Centro Internacional de Conferência de Edimburgo e recebeu diversas críticas positivas e citações nos principais jornais, entre eles The Guardian, a revista New Yorker, The Scotsman, entre outros. Em destaque:
"Uma encenação densa e sombria, isso faz desta fazenda não apenas um reduto reacionário, mas um beco cultural sem saída. É um lugar onde qualquer possibilidade de progresso é extinta como o gado doente que Francis atira em uma vala. A peça não se trata apenas da morte de um filho, mas da morte da esperança.”
Mark Fisher, The Guardian
"Tom na Fazenda é uma peça teatral marcante e perturbadora. Sua intensidade física, rica paleta visual e performances psicologicamente complexas resultam em uma peça memorável e comovente”.
Culture Fix
"Tom na Fazenda é brutal, poética e envolvente. Você não ousa desviar o olhar".
SUSAN MANSFIELD, The Scotsman

HISTÓRICO
TOM NA FAZENDA estreou em março de 2017, no Teatro Oi Futuro, Rio de Janeiro. Em junho de 2018, foi apresentado no Festival TransAmériques (FTA), em Montreal, no Canadá, um dos festivais mais importantes da América do Norte. A peça era a única representante brasileira e foi indicada pelo próprio autor da obra, o dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, que mora em Montreal, mas assistiu à peça em sua estreia, no Rio. Ainda em 2018, a peça participou do Festival de Curitiba (abril), do Festival Palco Giratório do SESC, em Porto Alegre (maio).
Em 2019, o espetáculo foi contemplado com o Prêmio Tônia Carrero de Teatro e circulou pelas Zonas Oeste e Norte do Rio de Janeiro, além de uma apresentação em Rio das Ostras, Região dos Lagos. Em março, estreou sua oitava temporada, primeira na cidade de São Paulo, no Sesc Santo Amaro. Em maio, fez uma circulação por cinco teatros da rede SESI-Firjan. Em julho, fez duas apresentações no FIT Rio Preto / SP e, em setembro, fez duas apresentações no Sesc Santos / SP. A última temporada no Rio de Janeiro foi no Teatro Petra Gold, em fevereiro de 2020.
Em julho de 2022, a montagem fez sua primeira temporada na Europa, onde realizou 18 apresentações, no teatro LA MANUFACTURE, dentro da Mostra OFF do Festival de Avignon. Festival de Inverno de Garanhuns (julho) e do Festival Cena Contemporânea, em Brasília (agosto).
INDICAÇÕES E PRÊMIOS
● Prêmio Aplauso Brasil 2019 (5 indicações): Iluminação (Tomás Ribas), Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard) e Espetáculo Independente;
● Espetáculo vencedor do Prêmio APCA 2019 na categoria teatro;
● Espetáculo vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo Estrangeiro da Associação de Críticos de Teatro de Québec;
● 30º Prêmio Shell de Teatro (5 indicações): Direção (Rodrigo Portella), Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), Cenografia (Aurora dos Campos) e Música (Marcelo H.). Espetáculo vencedor em duas categorias: Direção (Rodrigo Portella) e Ator (Gustavo Vaz);
● 5º Prêmio Cesgranrio de Teatro (7 indicações): Direção, Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), Cenário (Aurora dos Campos), Iluminação (Tomás Ribas), Espetáculo e Especial (Lu Brites, pela preparação corporal). Espetáculo vencedor em três categorias: Direção (Rodrigo Portella), Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz) e Cenografia (Aurora dos Campos);
● 6º Prêmio Botequim Cultural (10 indicações): Direção, Espetáculo, Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard e Camila Nhary), Figurino (Bruno Perlatto), Cenografia (Aurora dos Campos), Iluminação (Tomás Ribas) e Música (Marcello H). Espetáculo vencedor em sete categorias: Melhor Espetáculo, Direção (Rodrigo Portella), Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard) eCenografia (Aurora dos Campos) e Iluminação (Tomás Ribas);
● 12º Prêmio APTR (6 indicações): Espetáculo, Produção, Direção, Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), Iluminação (Tomás Ribas) e Cenografia (Aurora dos Campos). Vencedor na categoria Melhor Espetáculo;
● Espetáculo vencedor do 7º Prêmio Questão de Crítica;
● Prêmio Cenym de Teatro Nacional (17): Espetáculo, Direção, Ator (A. Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Camila Nhary e Kelzy Ecard), Texto Adaptado, Qualidade Artística, Qualidade Técnica, Elenco, Preparação Corporal (Lu Brites), Iluminação, Cenário, Montagem, Cartaz ou Programação Visual (Bruno Dante), Fotografia de Publicidade (José Limongi, Renato Mangolin e Ricardo Brajtman) e Trilha Sonora (Marcello H). Espetáculo vencedor em oito categorias: Espetáculo, Direção, Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard), Qualidade Artística, Montagem e Preparação Corporal (Lu Brites).
Alex Varela


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