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LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

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Com Arthur Braganthi, Cacá Ottoni e Guilherme Prates, Baby Rei estreia no Teatro Ziembinksi

Espetáculo fala sobre fracasso, ruína e tudo aquilo que insiste em permanecer


Atores Arthur Braganthi, Cacá Ottoni e Guilherme Prates. Foto Clara Cosentino.
Atores Arthur Braganthi, Cacá Ottoni e Guilherme Prates. Foto Clara Cosentino.

 Após a morte da mãe, dois irmãos precisam deixar a casa em ruínas onde passaram a vida inteira. O imóvel, agora tomado por cupins, guarda as memórias de uma família que já não existe e os sonhos de dois personagens incapazes de abandonar o passado. Esse é o ponto de partida de Baby Rei, que transforma a decadência em linguagem cênica, combinando humor, absurdo e patetismo para falar sobre fracasso. Com Arthur Braganthi, Cacá Ottoni e Guilherme Prates, o espetáculo fica em cartaz no Teatro Ziembinski de 08 a 30 de setembro.

 

Ela passou a vida cuidando da mãe, vivendo à sombra do irmão e sem construir uma vida própria. Ele, um ex-menino-prodígio e cover mirim de Roberto Carlos, conhecido como Baby Rei, vive recluso no porão, preso à promessa de um sucesso que nunca chegou. Enquanto ela tenta exterminar os cupins que invadem a casa, ele insiste em proteger as únicas criaturas que ainda parecem ouvi-lo.

 

Com dramaturgia de Guilherme Prates e Sofia Badim e direção de Sofia Badim, a peça investiga o fracasso não como um fim, mas como um estado de permanência. A casa se deteriora diante do público enquanto os irmãos fracassam em seguir em frente. Assombrado pelo próprio passado, Baby Rei recebe ainda a visita de um fantasma, uma presença que materializa aquilo que poderia ter sido.

 

A música atravessa o espetáculo como um cabaré do fracasso, com canções interrompidas, playbacks, números musicais e ruídos subterrâneos. Os personagens estão sempre, de alguma maneira, se apresentando: para o irmão, para a mãe morta, para o fantasma, para os cupins ou para o público.

 

O público é convidado a entrar nessa casa em decomposição, e acompanhar o desmoronamento dos personagens e do próprio espaço. Em Baby Rei, a ruína não é apenas cenário: é também memória, corpo e palco.

 

Em uma sociedade obcecada pela imagem e pelo sucesso, o espetáculo propõe uma pergunta simples: o que acontece quando não conseguimos ser aquilo que esperávamos de nós mesmos? No fim, a irmã vai embora. E quem fica? Os cupins.

 

SINOPSE

Numa casa em ruínas, tomada por cupins, dois irmãos vivem entre os restos de uma infância de brilho barato, sob a presença fantasmagórica da mãe. Baby Rei, ex-astro mirim e cover infantil de Roberto Carlos, e sua irmã, aspirante a atriz, ainda se apresentam para uma plateia que já não existe. Há música, veludo, rojões no céu

e uma última luz acesa.


 

 

SERVIÇO:

Baby Rei 

Temporada: 8 a 30 de setembro de 2026

Dias: terças e quartas, às 20h

Local: Teatro Ziembinski

Endereço: Avenida Heitor Beltrão, s/n, Tijuca – Rio de Janeiro

Próximo ao metrô São Francisco Xavier

Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia-entrada)

Classificação: 14 anos

 

FICHA TÉCNICA

Elenco: Arthur Braganthi, Guilherme Prates e Cacá Ottoni

Dramaturgia: Guilherme Prates e Sofia Badim

Direção: Sofia Badim

Direção Musical: Arthur Braganti

Figurino: Antônio Rocha

Iluminação: Clarice Sauma

Operação de Luz: Vicente Conde

Cenário: Sergio Marimba

Assistentes de Cenografia: Mirella Lima e Dani Brandão

Cenotécnica: Amauri Gomes Silva, Bruno Marins, Alexandre dos Santos e Carlos Tiquinho

Direção de Movimento: Bea Aragão

Fotografia: Clara Cosentino

Design Gráfico: Estúdio Mirante

 

Assessoria de Imprensa: Mar Comunicação

Direção de Produção: Jean Martins



Alex Varela


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