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LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

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Cia paulistana estreia em setembro no Rio 'E se Fossemos Baleias', indicada ao Shell

Sesc RJ apresenta Coletivo Teatral A Digna em


E SE FÔSSEMOS BALEIAS?


▷ dramaturgia de Victor Nóvoa


▷ direção de Fernanda Raquel


▷ com Ana Vitoria Bella e Helena Cardoso


 Indicado ao Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia em 2024, o espetáculo - e a companhia paulistana - chegam pela primeira vez ao Rio de Janeiro.


"E se Fossemos baleias "- Fotografia: Noelia Nájera
"E se Fossemos baleias "- Fotografia: Noelia Nájera

Quais efeitos as redes sociais têm em nossos corpos?

E se gravassem um vídeo da sua demissão e este vídeo viralizasse?

E se nossos sonhos fossem tentativas de experimentar novos mundos?

 

Os questionamentos acima deram origem ao 14º espetáculo em 16 anos do coletivo paulistano A Digna. A peça reflete sobre essa nova forma de capitalismo que transforma a vida humana em insumos a serem consumidos. Trata da exaustão de uma sociedade marcada por interações virtuais, precarização das relações de trabalho, saúde mental e a influência das tecnologias nas democracias.

 

SINOPSE

 Uma trabalhadora de um centro de distribuição de uma gigante big tech, cuja rotina de 12 horas diárias é consumida pelo trabalho, tem suas noites marcadas pela exaustão e insônia. Uma noite ela finalmente consegue dormir, e sonha que é uma baleia. Impactada e transformada pelo sonho, no dia seguinte reage de forma inesperada no trabalho, e acaba demitida. O vídeo de sua demissão viraliza e desencadeia uma sucessão de reviravoltas e violências que a fazem perder suas sensações corpóreas. Sua experiência de vida, limitada a dados e algoritmos, desmaterializa a sua presença física.

 

A MONTAGEM

 Os elementos de cena remetem à montagem de uma esteira de empacotamento, e também a um espaço expositivo, mas sem nada a ser exposto, a não ser os corpos das atrizes.

 

A dramaturgia foi escrita em forma de monólogo, mas a personagem tem sua presença duplicada nas duas intérpretes - ora em uníssono, ora dissonantes -, com o objetivo de não individualizar uma jornada que diz respeito a toda uma sociedade, capturada pelos modelos de consumo e formas extenuantes de trabalho. O jogo com e entre as atrizes é o fundamento da cena, explorando estados corporais que vão da letargia à exaustão, da movimentação cotidiana a expressões de animalidades.

 

A CRÍTICA

  •  “O Coletivo A Digna consegue criar um diálogo visual e emocional que intensifica a experiência do público, em uma poderosa crítica ao capitalismo contemporâneo.” (Bob Souza, jurado APCA, fotógrafo e crítico teatral).

     

  • “Um espetáculo que é pura sensorialidade, mas que não deixa de cortejar a consciência do espectador.” (Welington Andrade, Revista Cult).


  • “A encenadora explora a imagem mais poderosa da dramaturgia, o sonho de ser baleia com extremo lirismo, numa cena linda.” (Celso Faria, E-urbanidade).

 

"E se Fossemos baleias "- Fotografia: Noelia Nájera
"E se Fossemos baleias "- Fotografia: Noelia Nájera

FICHA TÉCNICA

Idealização e Realização: Coletivo Teatral A Digna

Dramaturgia: Victor Nóvoa

Direção: Fernanda Raquel

Elenco: Ana Vitória Bella e Helena Cardoso

Produção: Coletivo Teatral A Digna e Tiago Barizon

Trilha Sonora Original: João Nascimento

Direção de Arte: Renan Marcondes

Iluminação: Matheus Brant

Figurinos: Joana Porto

Assistência de Figurino: Rogério Romualdo

Colaboração Poética: Maria Thaís

Colaboração nos Movimentos: Dresler Aguilera

Operação de Som: Thiago Schin e Gylez Batista

Operação de Luz:  Matheus Brant, Letícia Nanni e Sara Fagundes

Fotos: Noelia Nájera

Assessoria de Imprensa: JSPontes

Comunicação - João Pontes e Stella Stephany

 

 

FERNANDA RAQUEL – diretora

Fernanda Raquel, artista e pesquisadora das artes da cena. Professora do Departamento de Artes Cênicas da UNESP, e do Programa de Pós-Graduação em Artes da mesma universidade. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP, mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Como atriz e diretora atua profissionalmente desde 2008, tendo inúmeras colaborações com artistas independentes de teatro e dança, bem como diferentes coletivos teatrais. Ganhou APCA de melhor atriz de teatro infantil em 2012, com o grupo As Meninas do Conto. Seus últimos trabalhos no teatro foram as direções das peças: “El Brasil Destituído” (Prêmio Zé Renato/2016), "E se fôssemos baleias?" (2024) e "O amor e seus fins" (2022), ambos com apoio do PROAC.  Autora do livro “Corpo artista – estratégias de politização”, ed. Annablume/Fapesp (2011). Desenvolveu pesquisa artística no Japão (2006) e na França (2019).

 

COLETIVO TEATRAL A DIGNA

A Digna é composta por Ana Vitória Bella, Helena Cardoso e Victor Nóvoa. Desde 2010, sua pesquisa cênica busca reforçar os modos coletivo e colaborativo de produção teatral de grupo, com a criação e circulação de obras teatrais que estabeleçam um encontro com o público em suas diversas camadas sociais. Os trabalhos são fruto de pesquisa e experimentação com diferentes territórios da cidade de São Paulo, a partir da história e vivência de quem mora, circula e trabalha em espaços constantemente transformados pelos interesses capitalistas.

 

O início se deu com a performance para espaços públicos “Desencontro”. Seu primeiro espetáculo, “Quase-Memória” (2012), foi indicado ao Prêmio 2012 da Cooperativa Paulista de Teatro, na categoria “Trabalho apresentado em espaços não convencionais”. No mesmo ano criaram seu primeiro trabalho para crianças, “Bolo de Lobo”, dirigido e escrito por Victor Nóvoa a partir de “Chapeuzinho Amarelo”, de Chico Buarque, e premiado como o 2º melhor espetáculo infantil do 9º Festival de Teatro de Limeira. Em 2013, Victor desenvolve o solo de palhaço “Blefe 2.0”, contemplado pelo ProAC e dirigido por Fábio Nogueira e Gabriella Argento. Contemplados pelo 18º Cultura Inglesa Festival, criaram “Denise Desenha nas Paredes” (2014), espetáculo para crianças dirigido por Vinícius Torres Machado, inspirado na obra e postura política do street artist Banksy. A peça fez temporadas nos Sesc Pinheiros e Santo Amaro e foi contemplada com o Proac para circulação pelo estado de São Paulo.

 

No mesmo ano, deram início à TETRALOGIA DO DESPEJO, que buscava os efeitos da gentrificação sobre os corpos que habitam a cidade. Seu primeiro espetáculo, “Condomínio Nova Era”, foi escrito por Victor Nóvoa e contemplado pelo ProAC. Dirigido por Rogério Tarifa, o espetáculo fez temporadas no Sesc Consolação e no extinto espaço do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, na Pompéia, onde esteve em apoio à resistência do grupo à especulação imobiliária. O segundo espetáculo da Tetralogia, “Entre Vãos” (2016), foi contemplado com o 2º Prêmio Zé Renato de Teatro. O espetáculo, dirigido por Luiz Fernando Marques (Lubi), se inicia em três endereços diferentes da cidade, propõe trajetos a pé e de transporte público e se encerra com o encontro de todos os personagens e espectadores na estação Sé do metrô.

 

Em 2017, o projeto “3 ATOS por SP” foi contemplado pela 29ª edição do Fomento ao Teatro, com o propósito de aprofundar a pesquisa para o desenvolvimento da Tetralogia. Entre suas ações, destacam-se os experimentos site-specific “Convescotes”, desenvolvidos nos bairros da Penha, Freguesia do Ó, Pinheiros, Parque Dom Pedro e Ipiranga. Os experimentos cênicos na relação direta com a cidade têm continuidade com o intercâmbio com o coletivo argentino Funciones Patrióticas, realizado em julho de 2019 em Buenos Aires (ProAC).

 

Em 2019, dão sequência à Tetralogia com “Estilhaços de janela fervem no céu da minha boca”. A dramaturgia teve sua publicação contemplada pelo ProAC e sua montagem estreia em 2021 com direção de Eliana Monteiro, ainda em meio às medidas sanitárias da COVID, com o público vivenciando o trabalho dentro de carros conduzidos por um coro de motoristas de aplicativo. O espetáculo ganhou o Prêmio APCA 2022 de Novos Formatos Cênicos.

 

Durante o isolamento social, produzimos “Vazante”, espetáculo online interativo, e “O monstro da porta da frente” (ProAC), com direção de Kiko Marques, que participou da Ocupação Mirada Sesc 2022 em modo online e iniciou sua circulação presencial com temporada no Sesc Bom Retiro no mesmo ano. O trabalho ganhou o prêmio APCA 2023 de Melhor Direção de espetáculos para crianças e 3 prêmios “Pecinha é a vovozinha” para atuação, espetáculo e direção.

 

Em 2023, cumprem seu 3º projeto contemplado pelo Fomento ao Teatro e em 2024 estreiam “E se fôssemos baleias?” (ProAC), com direção de Fernanda Raquel, no Sesc Pinheiros. A primeira década do trabalho do grupo está registrada no livro “A Digna 10 anos”, de 2022, com coordenação e textos de Maria Fernanda Vomero.


"E se Fossemos baleias "- Fotografia: Noelia Nájera
"E se Fossemos baleias "- Fotografia: Noelia Nájera

Serviço:

Estreia: dia 03 de setembro (5ªf), às 19h

Onde: Sala Multiuso do Sesc Copacabana

R. Domingos Ferreira, 160, Copacabana/RJ. Tel.: (21) 3180-5226

Horários: 5ª e 6ªf, às 19h; sáb. e dom., às 17h

Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia); R$ 36,00 (associado Sesc); R$ 31,00 (credencial convênio empresário); R$ 28,00 (credencial plena); gratuito para o público PCD

Funcionamento da bilheteria: 3ª a 6ªf, das 9h às 20h; sáb., dom. e feriados, das 13h às 19h

Vendas online: www.ingresso.com

Acessibilidade: sim

Capacidade: 50 espectadores

Duração: 60 min

Gênero: comédia contemporânea

Classificação indicativa: 10 anos

Temporada: até 27 de setembro


 


Alex Varela

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