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Revista do Villa

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Cheer! Um papo divertido sobre vinho sem frescura


Falar de vinho é coisa séria até mesmo para uma simples consumidora curiosa, com um curso básico de degustação na bagagem. Desde que descobri que sim, vinho era a minha praia, ele se tornou presença constante, mesmo eu morando em uma cidade que transpira verão o ano inteiro.


Com o tempo, percebi que não era só eu: a cidade também foi se deixando seduzir por essa bebida criada muito antes de Cristo. Ainda tem uma galera que torce o nariz para o vinho no Brasil, mas ele vem ganhando espaço sem precisar brigar com ninguém.


Hoje, ele aparece em todos os momentos no happy hour com as amigas, num date, na praia, ou naquele dia de “skin care, Netflix e eu”. Quem está lá, fazendo companhia? Ele, o danado do vinho! Do rosé ao tinto, todo mundo tem um rótulo preferido para chamar de seu.


Sejamos francas: o vinho é a companhia perfeita das mulheres, especialmente nessa fase em que estamos nos conectando com nós mesmas. Conhecer alguém continua sendo algo que a gente deseja, mas já não é mais prioridade, embora a gente ainda queira ter alguém para compartilhar uma taça de vinho


Nesta edição, quero falar de vinho e comportamento de um jeito leve, sem o olhar técnico de uma especialista porque não sou. O que quero é abrir a conversa, taça na mão, sobre esse universo cheio de histórias, sabores e momentos. Afinal, vinho é isso: uma experiência que começa no gole, mas vai muito além da taça.


E uma coisa é certa: esta coluna não está aqui para incentivar o consumo de bebida alcoólica. A ideia é falar sobre o vinho como parte de um comportamento, de um estilo de vida que vem se incorporando ao gosto popular.


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Se no mundo ele já tinha seu “Oscar”, por aqui o vinho começa a ganhar projeção e espaço à mesa, nos encontros e nas conversas. Mas, como costumo dizer, vinho bom é aquele que você gosta e isso não tem nada a ver com preço.

Equilíbrio, afinal, é sinônimo de sensatez.


Recentemente, uma matéria publicada pela Revista Público, de Portugal, trouxe uma provocação importante sobre o consumo de álcool. A chamada já assustava: “Beber vinho dá câncer em muitos portugueses.”


Assustei? Sim. Mas também fui atrás da leitura completa e do estudo citado.


A reportagem faz referência à Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), que classifica o álcool incluindo o vinho como carcinogênico do Grupo 1, ou seja, com potencial comprovado de causar câncer.


Não estou aqui para desmentir a publicação, nem para suavizar o alerta. O fato é que não é o vinho em si, mas o álcool em geral, que pode contribuir para o surgimento dessa


doença brutal. Segundo os dados apresentados, o vinho corresponde a cerca de 13% dos casos de câncer de mama em mulheres.

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Mesmo em níveis considerados moderados, o risco aumenta: entre mulheres, 32% dos casos ligados ao álcool estão associados ao consumo dito “moderado” , o equivalente a um copo de vinho por dia. Entre os homens, esse mesmo padrão representa 8% dos casos.


Vale lembrar que outubro, no Brasil, é o mês do Outubro Rosa, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Eu mesma estou com meus exames em dia e deixo aqui o lembrete para que toda mulher faça o mesmo.


Entre um copo cheio e outro vazio, o que importa é a consciência. Essa conversa precisa acontecer. Quem se ama, se cuida e evita o excesso.


Mas é claro que, com equilíbrio, o vinho continua sendo um pretexto delicioso para celebrar a vida. Nada supera uma mesa cheia de amigos, risadas soltas, conversas sobre a vida e suas confusões, uma partida de adedanha, ou aquele momento de silêncio com um livro e uma taça nas mãos.


O vinho também vem se democratizando. Ele deixou de ser um universo restrito a especialistas ou a paladares masculinos. O protagonismo feminino na escolha e no consumo de vinhos está transformando o mercado e o comportamento.


Segundo dados da Ideal BI, em 2020, 70% dos consumidores brasileiros preferiam vinhos tintos. Já em 2024, essa proporção caiu para 61%, com um aumento expressivo na busca por brancos (20%) e rosés (8%). As mulheres têm papel importante nessa mudança, pois são mais abertas a experimentar novos rótulos e estilos. Há aqueles apreciadores que também buscam vinhos orgânicos e biodinâmicos, que refletem ainda mais cuidado com a terra e com a produção.


Esse movimento cultural também se reflete na forma como o vinho tem sido consumido: clubes de assinatura estão se popularizando, tornando a bebida mais acessível e descomplicada. Além disso, experiências como “pintura e vinho”, “pilates com vinho” e encontros temáticos vêm ganhando força, mostrando que o vinho é, acima de tudo, uma forma de conectar pessoas.


Termino esta coluna com a taça vazia, mas com o coração cheio de memórias saborosas. Porque, no fim das contas, o que importa mesmo é brindar a vida, com consciência, alegria e boas companhias.

Do chardonnay ao shiraz, ninguém fica sem um tim-tim. Até a próxima!

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Créditos: fotografias acervo pessoal  e no brinde comigo a advogada Gabriela Lorenzoni

Ana Paula de Deus


 
 
 

19 comentários


Carlos Aguiar
14 de nov.

Parabéns, sucesso, lindo texto

Wineinrio

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Carlos Aguiar
14 de nov.

Parabéns por escolher um tema que traz muitas lembranças, o mais importante, o vinho é bom quando compartilhado .

Sucesso você merece

Wineinrio

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Convidado:
11 de nov.

👏🏾👏🏾👏🏾

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Convidado:
11 de nov.

No momento, deixo a taça na mesa para bater palmas pela matéria. Ótima

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Convidado:
11 de nov.

Sensacional parabéns

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