Artista plástico carioca Marcos Duprat abre a exposição "Matéria e Luz" no Ateliê Casa Um, com 20 pinturas a óleo e 25 desenhos
- Alex Gonçalves Varela

- há 18 horas
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Noite de abertura tem a presença do embaixador Rubens Barbosa e a esposa, Maria Ignez Barbosa, Beatriz Vicente de Azevedo, Jorge Landmann e o artista e escritor Marcio Marques

Fotos: Kelley White
Marcos Duprat abriu, nesta quarta (20), no Ateliê Casa Um, nova exposição individual, "Matéria e Luz", que fica em cartaz até o dia 4 de junho, com 20 pinturas e 25 desenhos. Por lá, passaram o embaixador Rubens Barbosa e a esposa, Maria Ignez Barbosa, Beatriz Vicente de Azevedo, diretora executiva do Museu de Arte Sacra de São Paulo, Jorge Landmann, presidente do Museu Brasileiro da Escultura (Mube), e o artista e escritor Marcio Marques.

As pinturas exploram o uso sutil e criterioso da velatura, a técnica tradicional da pintura a óleo que utiliza diversas capas de tintas na construção da imagem. Como Antonio Cicero Lima ressaltou, isso cria a extraordinária pulsação cromática de suas obras.
No sábado (23), às 11h, o artista Marcos Duprat, a curadora do Acervo dos Palácios do Governo de São Paulo, Renata Rocco, e o curador de arte Luis Sandes participam de “Uma conversa sobre pintura”. “A pintura, junto à dança, é a manifestação artística primordial do ser humano.
Desde a pintura rupestre até a arte urbana atual, é bastante evidente esse desejo do ser humano de retratar a imagem, de realizar a imagem. A pintura vai se tornando, cada vez mais, uma espécie de janela pela qual o espectador olha para uma outra realidade, recriada, mas recriada em cima de uma realidade visível. Isso perdura até o final do século XIX, quando os artistas europeus, naquele momento, em Paris, principalmente Van Gogh, Picasso e Gauguin, se interessam pela arte primitiva africana e também pelas gravuras japonesas, que lidam com a cor, a perspectiva, a linha, de uma forma diferente.
Isso é uma grande revolução na pintura que provoca, digamos, que traz a pintura do século XX, que é uma pintura moderna, como nós chamamos, em que a superfície pictórica e a interação de forma e cor é o que conta. O olho é atraído não pela recriação de uma realidade visível, mas por esse jogo pictórico, por esse jogo visual de forma e cor realizado”, explica Duprat sobre o tema do bate-papo.
Mais sobre o artista
Marcos Duprat nasceu no Rio de Janeiro, onde iniciou sua formação artística no ateliê do Museu de Arte Moderna (MAM). Prosseguiu na prática do desenho e da pintura, completando o Mestrado em Belas Artes na American University em Washington, D.C., onde realizou sua primeira mostra individual em 1977.
Diplomata, após sua permanência nos Estados Unidos, viveu sucessivamente em Lima, Tel Aviv, Milão, Budapeste, Montevidéu,Tóquio, Cidade do Cabo e Kathmandu.
Dentre suas exposições individuais no Brasil, cabe assinalar aquelas realizadas no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em 1979 e 1988, no Museu de Arte Contemporânea (MAC ), em 1995, na Pinacoteca do Estado (2006) e no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em 2015, em São Paulo. No Rio de Janeiro, expôs no Centro Cultural Correios (1995 e 2008), no Instituto Cultural Villa Maurina (1996), no Centro Cultural Banco do Brasil (1999), na Biblioteca Nacional (2016/2017) e no Museu Nacional de Belas Artes (2017).
No exterior, cumpre destacar as exposições realizadas em Milão, no Centro Culturale San Fedele (1990); em Budapeste, no Museu Nacional (1993); em Montevidéu, no Museo de Arte Contemporaneo (1999); em Tóquio, no Teien Metropolitan Art Museum (2002) e na Fujyia Art Gallery ( 2005) Em Kathmandu na Sidhartha Art Foundation (2013). E em Roma, no Pallazzo Pamphilj (2019).
Ele realizou inúmeras mostras em galerias no Brasil e no exterior e tem obras nas instituições culturais acima mencionadas, bem como em outras, e em coleções particulares no Brasil e no exterior.
Serviço:
Abertura no dia 20, das 18h às 22h
Visitação de terça a sexta-feira, das 14h às 18h, e sábados, das 11h às 15h.
Alex Varela

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