top of page
FB_IMG_1750899044713.jpg

LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

Luso-Brasileira

luso-brasileira

"A Metamorfose", a partir da obra de Franz Kafka, faz temporada de estreia no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.

Escrito e dirigido por Jopa Moraes, o espetáculo é a nova criação do coletivo Anêmona Teatro, e materializa em cena o inseto gigante imaginado pelo escritor de Praga.


'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica
'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica

Kafka consegue como ninguém descrever o que perturba a existência moderna porque incute às metáforas um peso concreto — não estabelecendo comparações de "como" ou "tal qual", mas deformando a realidade que se apresenta, aproximando definitivamente as pessoas das bestas que em suas paranoias mais sombrias elas suspeitam ser. E assim, sem cerimônias, Kafka dá start a seu texto mais célebre, "A Metamorfose", entalhando na mente do leitor a imagem do jovem Gregor Samsa, um vendedor ambulante que acorda um belo dia transformado em um enorme e repulsivo inseto.


Essa nova adaptação para os palcos, criação do coletivo Anêmona Teatro, se passa em uma Cidade de Praga de clima tropical atlântico. Logo, é e também não é a história que tanta gente conhece.


Escrita e dirigida por Jopa Moraes, abre mão da narração em terceira pessoa e dramatiza os acontecimentos da novela, potencializando as demais personagens e construindo ações físicas que dêem contorno a seus dilemas. Mantendo-se fiel a ordem de acontecimentos da trama, a dramaturgia ressalta o humor desconcertante de Kafka, tantas vezes escondido por trás de sua fachada austera.


Essa é a história da família Samsa tentando sobreviver e se manter unida perante uma irremediável metamorfose. Por um lado, há carinho pelo jovem, principalmente por parte da irmã mais nova, mas há, também, uma constante e crescente sensação de mal-estar com sua presença. Para o pai, a mãe e a irmã, a conta parece não fechar.


Sem o dinheiro que ele trazia para a mesa, o esforço para manter viva e segura a colossal barata que agora é Gregor vai pouco a pouco deixando de fazer sentido. Em tempos em que se debate no Brasil as consequências da escala 6x1, a história desse clássico parece falar diretamente com a gente.


'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica
'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica

Afinal, quando Gregor Samsa acorda de sonhos intranquilos e percebe sua transformação, o primeiro pensamento que cruza sua mente é que precisa ir trabalhar, mesmo que ainda nem saiba comandar corretamente suas patinhas.


Com sua prosa seca e impiedosa, o escritor de Praga é taxativo — para o jovem caixeiro-viajante não existe e nem existirá vida além do trabalho. No jogo proposto por Jopa, o palco é terreno de materialização das imagens perturbadoras criadas por Kafka.

Através de um figurino que mistura indumentária e manipulação de bonecos, concebido pela figurinista Dimi Rumbelsperger e construído pelo aderecista Alex Grilli, o monstruoso inseto aparece de forma concreto aos olhos do público. Vivido por Vitor Schei, explorando a gama do arsenal físico do ator, somos

expostos à rotina perturbadora de Gregor, descobrindo como habitar sua nova carapaça. Assim, o choque recebido pela família (Larissa de Paula, Nayane Ficher e Rafael Nasária) aparece sem enfeite nenhum, fugindo dos simbolismos que aproximam a história de um melodrama.


O verdadeiro julgamento se dá na cabeça de cada um, que, presenciando as escolhas impossíveis que as personagens são obrigadas a tomar, talvez possa se perguntar, como sugere Clarice Lispector: "eu sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?"


Sinopse

A família de Gregor o vê como uma praga dentro de sua própria casa. O curioso é que Gregor Samsa, antes de se transformar em um enorme e repulsivo inseto, quase não parava em casa. Era um vendedor ambulante e passava o tempo todo em trânsito, dormindo em trens sacolejantes e hotéis vagabundos. O jovem também era — e definitivamente não é mais — o arrimo de seu núcleo familiar.


Essa é a história da família Samsa tentando sobreviver e se manter unida perante uma irremediável metamorfose. Até onde alguém se transforma e permanece sendo quem é? Por quanto tempo se pode amar alguém que não te dá nada em troca?



'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica


A Metamorfose

a partir da obra de Franz Kafka

Direção e Dramaturgia: Jopa Moraes

Elenco: Vitor Schei, Larissa de Paula, Nayane Ficher e Rafael Nasária

Figurinos: Dimi Rumbelsperger

Iluminação e Cenografia: Jopa Moraes

Direção Musical: Gustavo Gomes

Projeto Gráfico e Edição de Vídeos: Rafael Nasária

Dramaturgismo: Mateus Sabato

Fotos e Captação de Vídeo: Rafael Mollica

Bióloga no Set: Luiza Mout

Indumentária Inseto: Alex Grilli

Máscaras Pesadelo: Chris Igreja

Preparação Corporal: Vitor Schei e Jopa Moraes

Assistência de Cenografia: Nayane Ficher

Catering Ensaios: Larissa de Paula e Dimi Rumbelsperger

Assessoria de Imprensa: Malu Selonk

Produção: Anêmona Teatro


Serviço:

“A Metamorfose”

a partir da obra de Franz Kafka

Direção e dramaturgia: Jopa Moraes

com Anêmona Teatro

Temporada: 16 de julho a 02 de agosto de 2026

Dias e horários: Quinta a domingo, às 19h

Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia-entrada) à venda na bilheteria do CCBB

e no site bb.com.br/cultura.

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro III

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ


Sobre o CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São mais de 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação

relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão, ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e

internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.


Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ

Siga o CCBB nas redes sociais:

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças)

ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação

de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes,

conforme determinação legal (Lei Municipal no 6.278/2017).

ASSESSORIA DE IMPRENSA CCBB RJ

Flávia Pinheiro | (21) 3808-0150 (21) 99972-6933 | maria.flavia@bb.com.br


Assessoria de Imprensa de A Metamorfose

Malu Selonk | (21) 98004-6789 | maluselonk@gmail.com



Alex Varela


Comentários


©2024 Revista do Villa    -    Direitos Reservados

Política de Privacidade

bottom of page