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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Romário reúne mil convidados no segundo dia de comemorações pelos 60 anos

    O segundo dia das comemorações pelos 60 anos de Romário reuniu cerca de mil convidados e manteve o clima de grande celebração que marca a série de eventos em homenagem ao ex-jogador e atual senador. A festa aconteceu na casa do Baixinho, especialmente preparada para receber o público com conforto e forte impacto visual.   Totalmente envelopada em tons de vermelho, a residência ganhou um projeto cenográfico assinado pelo personal party Leco Biagioni, que transformou o espaço em um grande cenário festivo, à altura da trajetória e da personalidade de Romário, mantendo o alto padrão de sofisticação da celebração.   A experiência gastronômica foi marcada por ilhas espalhadas pela casa, com bebidinhas, guloseimas e um serviço de coquetel volante que circulou durante toda a noite, garantindo praticidade e descontração aos convidados. Entre os presentes, estiveram amigos da filha Ivy Faria, além de integrantes do SORRINDO Inclusão – Programa Socioeducativo para Adolescentes e Adultos em Processo de Inclusão, acompanhados de Flávia Fabres, psicopedagoga e idealizadora da iniciativa.   A programação musical animou o público do início ao fim. A banda 3030, formado por LK , Bruno e Rod, o trio levantou a plateia com um show que passeia pelos grandes sucessos que unem rap e MPB, criando uma atmosfera vibrante e contemporânea. Já Thiago Martins trouxe ao palco seu estilo marcado pela mistura de pagode, samba e R&B, com repertório romântico e alto astral. Ivy se esbaldou no palco ao lado do cantor, em um dos momentos mais animados da noite.   A celebração ganhou ainda mais emoção com o tradicional “Parabéns”, quando Romário foi ovacionado no palco por convidados em um grande coro coletivo.   Romário mostrou que sabe reunir como poucos e revelou um grupo seleto entre políticos, artistas e nomes influentes. Entre os presentes estavam os músicos Vitor Zuka, Rafael Cuia e Jorge Vercillo, além de Márcio Kieling, Jorge Espírito Santo, Sandrinho Oliveira, Danielle Favatto, Liberado Jr., o estilista Tiago Assis, Angela e Otávio Leite, Adib Jr. e Michelle Bouvier Sollack, em um encontro marcado por prestígio, boas conversas e muita sintonia.   Amigos do futebol e da cena artística também marcaram presença, como Thiago Galhardo, Richarlison, Raphael Logam, Rafael Cardoso e Pocah, entre outros convidados. Vera Donato

  • Brasil: Comunidade portuguesa no Rio de Janeiro perde Maria Alcina, a “Imperatriz do Fado”

    Fotos: Agência Incomparáveis A fadista portuguesa Maria Alcina faleceu na manhã de quarta-feira, 28/01, às 9h32, aos 86 anos, nas instalações do hospital Casa de Portugal do Rio de Janeiro, onde estava internada há vários dias. Natural de Castro Daire e residente no Brasil há décadas, Maria Alcina morreu na sequência de uma “falência múltipla de órgãos”, segundo informação confirmada por familiares. As cerimónias fúnebres serão esta quinta-feira, dia 29/01, das 10 às 14 horas, no Salão Nobre da Casa de Trás os Montes e Alto D’ouro, entidade localizada na Avenida Melo Matos, 15/19, bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. A notícia do falecimento apanhou de surpresa a comunidade portuguesa no Brasil, que reagiu com consternação ao desaparecimento de uma das vozes do fado ligadas à diáspora lusa no Rio de Janeiro. Ao longo da manhã, multiplicaram-se manifestações de pesar por parte de representantes da comunidade luso-brasileira, de autoridades portuguesas e de responsáveis cariocas ligados à vida cultural e associativa, sublinhando o papel de Maria Alcina na preservação e divulgação do fado fora de Portugal. Com um percurso marcado pela ligação contínua à cultura portuguesa em território brasileiro, Maria Alcina construiu, a partir do Rio de Janeiro, uma presença regular em espaços associativos e culturais, tornando-se uma referência para várias gerações de portugueses e luso-descendentes. A sua morte encerra um capítulo relevante da história recente do fado na diáspora, deixando um sentimento de perda transversal entre Portugal e Brasil. Amor e trabalho por Brasil e Portugal Natural de Cetos, concelho de Castro Daire, no distrito de Viseu, Portugal, Maria Alcina nasceu a 12 de março de 1939. Radicada no Rio de Janeiro desde 1953, onde chegou aos 14 anos juntamente com a sua mãe, foi pioneira no fado no Brasil, sendo reconhecida como a voz que fez renascer o género em solo sul-americano. Uma mulher de palco, de alma fadista, de presença firme e de coração profundamente português. No Rio de Janeiro, começou a cantar fado e fez do estilo musical mais característico de Portugal uma autêntica forma de vida. Durante a sua vida artística, Alcina atuou com grandes nomes do fado, como Amália Rodrigues e Carlos do Carmo. Cantou em casas no eixo Rio-São Paulo e teve a sua própria casa de fados, “A Desgarrada”, na zona Sul carioca. Maria Alcina é e foi presença frequente em programas de televisão, radiofónicos e chegou a ter o seu próprio programa de rádio. Lançou LPs, compactos, dois CDs, DVD e foi protagonista, em 2015, do livro-reportagem “Maria Alcina, a força infinita do Fado”, de autoria do jornalista luso-brasileiro Ígor Lopes. Foi também uma das quatro personagens destacadas na obra “Luso-Brasilidade Musical – A influência da música na ligação entre o Brasil e Portugal”, do mesmo autor, um livro editado pela Funarte. A fadista participou também em peças de teatro e foi personagem em documentários premiados pelos críticos. É detentora de diversos prémios, distinções e comendas. Foi homenageada recentemente pela Academia Luso-Brasileira de Letras e pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina. Participou em telenovelas, minisséries e assinou a banda sonora de muitos trabalhos televisivos. Apaixonada pelo Brasil, Alcina vivia no Rio de Janeiro. É mãe de três filhas: Ângela, Alcineli e Eliane e viúva do empresário português João Duarte, falecido em 2014, com quem compartilhou um segundo casamento. No universo luso-brasileiro, é conhecida por ser “uma mulher de garra e voz visceral”. A sua história é repleta de desafios, como o início difícil, incluindo episódios de violência doméstica no seu primeiro casamento. Cantar foi, num primeiro momento, uma imposição – mais tarde, tornou-se “libertação”. Acostumada aos holofotes internacionais, Alcina prefere hoje a tranquilidade da sua casa no Méier, no Rio de Janeiro. Era amante de animais, jardineira dedicada, fiel aos rituais de meditação e oração antes de cada espetáculo. Vaidosa, exigente com o som, a iluminação e o respeito pelo palco. Para ela, “quem gosta de fado respeita o artista”. Atuou em diversas atividades sociais, com o seu canto, apoiando os portugueses, e não só, com mais dificuldades no Brasil, “emprestando” gratuitamente a sua arte. Foi reconhecida “Rainha da Desgarrada”, eleita pelo Programa de TV “Domingo em Portugal”, em dupla com António Campos (1970); foi presença habitual nas principais casas regionais portuguesas no Brasil; apresentou-se em diversos países e estados brasileiros, além, claro, de Portugal. Em 1993, foi inaugurada a Avenida Maria Alcina Fadista, em Castro Daire, a sua terra natal. Em 2002, tornou-se a primeira fadista a pisar a Marquês de Sapucaí, durante o desfile da Unidos da Tijuca, levando o fado à passarela do samba. Foi a primeira mulher a dar o famoso “grito de saída” da escola de samba Unidos da Tijuca, em ritmo de fado, na Marquês de Sapucaí, palco do carnaval carioca. Em 2015, foi homenageada no Festival de Fado da Cidade das Artes, no Rio, onde Carlos do Carmo a consagrou “Imperatriz do Fado”, pelo seu esforço em dignificar a alma portuguesa através da música em solo brasileiro. “Ao som do Fado, vim para o Brasil com muita amargura no coração. Mas encontrei, na música, a redenção e o amor dos dois países que me pertencem: Portugal e Brasil”, finalizou Maria Alcina. Em julho do ano passado, a fadista foi condecorada pelo Governo português, nas instalações do Real Gabinete Português de Leitura, no centro da cidade, com uma das mais altas distinções do país. Alcina recebeu a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, no Grau Ouro, entregue pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, na sequência de proposta apresentada pelo Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, e da cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, Gabriela Soares de Albergaria, entre outras autoridades. Ígor Lopes

  • Uruguai: Fundação com atividades no Brasil e em Portugal abordou “compliance e segurança jurídica” no sistema institucional brasileiro durante seminário internacional

    Foto: FUNCEX Montevideu acolheu o quarto Seminário Internacional de Ciências Jurídicas, promovido pela Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade de la Empresa (UDE), reunindo académicos, juristas e representantes institucionais da América do Sul e da Europa.   Entre os participantes esteve o presidente da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (FUNCEX), António Carlos Pinheiro, que destacou o papel da entidade no debate jurídico e económico internacional.   O evento decorreu nos dias 19 e 20 de janeiro na sede da UDE, no bairro Pocitos, na zona sul da capital uruguaia, e contou com um programa estruturado em várias mesas temáticas dedicadas às relações internacionais, direito de família, ciências criminológicas e forenses e direito administrativo internacional.   A abertura do seminário teve lugar na manhã de 19 de janeiro, seguindo-se a “ Mesa 1 - Direito e Relações Internacionais” , com intervenção de António Carlos Pinheiro.   O programa integrou ainda a “ Mesa 2 - Direito de Família” , a “ Mesa 3 - Ciências Criminológicas e Forenses”  e, no segundo dia, a “ Mesa 4 - A importância do Direito Administrativo Internacional” , bem como uma sessão dedicada à apresentação de resumos alargados de trabalhos científicos.   Durante a sua intervenção, António Carlos Pinheiro sublinhou a relevância da dimensão institucional e histórica da FUNCEX, sublinhando o seu percurso e a sua vocação internacional.   “É uma honra para a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior estar aqui”, afirmou, recordando que a instituição celebrará 50 anos dia 12 de março de 2026.   O presidente da FUNCEX explicou ainda que a fundação nasceu em 1976, por iniciativa do então ministro da Fazenda do Brasil, Mário Henrique Simonsen, com uma forte ligação ao Estado, mas que, estatutariamente, sempre foi uma instituição privada, de gestão privada e sem fins lucrativos.   “Sem fins lucrativos não significa, de forma alguma, fim de prejuízo”, frisou, defendendo que uma fundação deve gerar valor para o desenvolvimento, o conhecimento, os recursos humanos e a inovação.   Este responsável comentou ainda sobre a decisão estratégica de reposicionar a instituição, alterando a sua designação para Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais, nas últimas semanas, como forma de “refletir uma atuação mais ampla e alinhada com a realidade global”.   “Como é que uma fundação de comércio exterior não tem uma ação internacional?”, questionou, sublinhando que o comércio externo não se limita à importação e exportação, mas que também envolve investimento, tecnologia, relações institucionais e enquadramento jurídico.   Neste contexto, o presidente da FUNCEX salientou o papel singular das fundações no sistema institucional brasileiro, em particular no que respeita ao compliance e à segurança jurídica, considerados “essenciais” para qualquer iniciativa de desenvolvimento económico.   “Estratégia ampla”   “É impossível você perceber alguma ação de investimento, alguma ação que possa conduzir ao desenvolvimento sem que você tenha segurança jurídica”, referiu, alertando para o atual cenário internacional marcado pela “instabilidade”.   “Hoje, podemos dizer que a previsibilidade é a imprevisibilidade”, acrescentou.   Segundo apurámos, a participação da FUNCEX neste encontro internacional enquadra-se numa estratégia mais ampla de internacionalização da instituição, que está hoje presente em diferentes espaços geográficos. Para além da sua atuação no Brasil, a fundação conta com a FUNCEX Mercosul , com sede no Uruguai, estrutura que acompanha de perto os principais dossiers estratégicos da região, incluindo a evolução do acordo entre a União Europeia e o Mercosul , considerado determinante para o futuro das relações comerciais e institucionais entre os dois blocos.   Já no continente europeu, a FUNCEX está representada através da FUNCEX Europa , delegação internacional da fundação, instalada em Portugal, de onde faz uma grande aposta na conexão entre Brasil, Portugal, Europa e a Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Hoje, a FUNCEX é também vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) .   “Portugal foi escolhido como ponto de partida para a atuação da entidade fora do Brasil, numa estratégia que privilegia a ligação com os países lusófonos e a intensificação das relações comerciais, institucionais e empresariais entre o espaço da CPLP, a Europa, África e outras regiões do mundo”, assegurou António Carlos Pinheiro.   “Com esta presença no quarto Seminário Internacional de Ciências Jurídicas, a FUNCEX reafirma o seu posicionamento como interlocutora qualificada nos debates internacionais sobre direito, comércio exterior e integração regional, num momento em que a cooperação institucional e a previsibilidade jurídica assumem um papel central no desenvolvimento económico e nas relações internacionais”, finalizou António Carlos Pinheiro. Ígor Lopes

  • Reflexões III. Filtro, entre o real, o digital e o essencial

    Em tempos de  imagens instantâneas e aparências cuidadosamente construídas, o filtro tornou-se um dos símbolos da era digital. Mas o termo, hoje associado a aplicativos e redes sociais, tem uma origem muito mais antiga e concreta do que se imagina. A palavra “filtro” vem do latim filtrum , que designava o pano de feltro usado para coar líquidos e separar impurezas . Com o passar dos séculos, o conceito se expandiu: passou a significar qualquer meio de seleção — seja física, simbólica ou emocional. Nas redes sociais, o filtro cumpre o papel de embelezar e editar o olhar . Ele suaviza imperfeições, intensifica cores e constrói uma realidade visualmente idealizada.  Entretanto, o ato de filtrar não precisa ser sinônimo de falsidade. Longe das telas, o mesmo conceito pode representar sabedoria emocional . Filtrar é também selecionar o que merece permanecer : momentos, pessoas e sentimentos.Em um mundo hiperconectado e cheio de estímulos, aprender a “filtrar” é uma forma de cuidado. Isso significa não permitir que tudo — especialmente o que faz mal — atravesse o campo da atenção e da energia pessoal.  Precisamos aprender a filtrar situações e pessoas que de alguma maneira, extraem a nossa energia, as vezes, até de maneira imperceptível. No fim das contas, o filtro é mais do que um efeito visual. É um gesto ancestral de preservação e escolha,  das emoções de quem vive o século XXI. Na arte, fotografia, pintura e cinema , o filtro sempre foi um aliado da expressão. Muito antes dos aplicativos digitais, artistas já utilizavam filtros físicos — lentes, vidros coloridos, camadas de tinta ou iluminação — para manipular a luz e provocar sensações. Na pintura, o uso de véus translúcidos e tonalidades filtradas modificava a atmosfera da obra; na fotografia, filtros de cor e contraste ajudavam a traduzir emoções invisíveis ao olhar cru. No cinema, diretores recorrem a filtros ópticos e digitais para sugerir tempo, memória ou sonho. Em todos esses casos, o filtro não oculta: ele interpreta a realidade , convidando o público a ver o mundo através de um outro olhar — mais sensível, subjetivo e poético.   No universo das molduras e da decoração , no meu caso, o conceito de filtro também se manifesta — ainda que de forma mais sutil. Ao escolher uma moldura, o artista ou o curador decide como o olhar do público será conduzido até a obra. O filtro, nesse caso, está na cor, na textura, no material e até na espessura do contorno que cerca a imagem. Uma moldura clara pode iluminar e expandir a percepção do quadro; uma escura, ao contrário, filtra a luz e concentra a atenção no centro. Nas molduras contemporâneas, o uso de vidros especiais, filtros UV e películas antirreflexo cumpre dupla função: proteger e valorizar a obra. Assim como nas redes sociais, o filtro aqui não serve apenas para embelezar — mas para preservar e direcionar o olhar. E ainda, refletindo sobre filtros em crianças: Diferente do mundo adulto, acelerado e fragmentado, a criança constrói seus filtros internos — emocionais, cognitivos e afetivos — a partir da experiência direta com o mundo real. O uso excessivo e precoce de celulares e telas interfere nesse processo, estimulando respostas rápidas, dispersas e artificiais, antes que esses filtros estejam plenamente formados. É essencial  oferecer alternativas vivas. Ensinar a criança a habitar o próprio corpo e o próprio tempo. Brincar livremente, correr, pular, subir em árvores, andar de bicicleta, explorar o espaço, observar insetos, nuvens e folhas. Nessas experiências, a criatividade floresce e a imaginação se fortalece. O contato com os livros, os museus, o teatro e outras manifestações culturais amplia o repertório simbólico da criança, criando vínculos profundos com a arte, a escuta e o pensamento crítico. Ao invés do estímulo contínuo das telas, a infância precisa de pausas, silêncio, descobertas e encantamento. Preservar a infância é garantir que a criança viva plenamente cada etapa, com tempo para sentir, criar e sonhar — antes de ser convocada a responder ao mundo digital que, cedo ou tarde, chegará. Por SUSI SIELSKI CANTARINO Artista visual, produtora, diretora da Galeria Metara Susi Cantarino

  • Romário abre celebração dos 60 anos com jantar luxuoso que marca início de três dias de festa- Na Barra

    A Cantora Ludmilla ,Romário e  Brunna Gonçalves Romário abre celebração dos 60 anos com jantar luxuoso que marca início de três dias de festa Romário deu início às comemorações de seus 60 anos de vida com um jantar luxuoso, marcado por sofisticação, afeto e simbolismo. O primeiro dia da celebração reuniu familiares e amigos próximos em uma noite elegante, com cada detalhe cuidadosamente pensado para celebrar a trajetória do ídolo. Com concepção assinada por Leco Biagioni, a noite teve uma atmosfera refinada, sem perder o foco no convívio e na troca entre os convidados. Mesmo com cerca de 150 pessoas presentes, Romário fez questão de um gesto simbólico que traduziu o espírito da celebração: uma mesa gigante, onde todos puderam se sentar juntos. A escolha reforçou o desejo do aniversariante de celebrar a data de forma próxima, valorizando a união e o encontro. Os convidados vestiram branco, em uma corrente de boas energias dedicada ao aniversariante, criando um clima leve e positivo que tomou conta da noite. O ponto alto da celebração foi o momento do parabéns, quando filhos e irmãos de Romário se uniram em um instante de forte emoção. Em seguida, o aniversariante fez um discurso emocionado, agradecendo a presença de todos de forma direta e sincera, com a personalidade franca que sempre marcou sua história dentro e fora dos campos. O jantar marcou o início de uma sequência de três dias de comemorações pelos 60 anos de Romário. Nos próximos dias, o ex-jogador e atual senador seguirá celebrando em grande estilo, com festas grandiosas, cerca de mil convidados por noite, grandes atrações musicais e uma estrutura de alto padrão. Aos 60 anos, Romário celebra uma trajetória única. Dono de mais de mil gols na carreira, campeão do mundo em 1994 e um dos maiores atacantes da história do futebol, ele segue sendo referência absoluta, não apenas pelos títulos e feitos esportivos, mas pelo legado que construiu como ídolo de gerações e personagem central da cultura brasileira. Vera Donato

  • Cidadã luso-brasileira nomeada cônsul honorária de Cabo Verde para Castelo Branco, Viseu e Guarda

    Fotos: Foto: Luz & Cor studio “No intuito de dar continuidade as ações desenvolvidas ao longo dos últimos anos, tanto em Cabo Verde como em Portugal, mas principalmente promover os interesses de Cabo Verde e auxiliar a comunidade cabo-verdiana de forma oficial, temos a honra de comunicar que o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro das Comunidades da República de Cabo Verde, José Luís Livramento , nomeou a Senhora Sófia Conceição Reixa Lourenço como cônsul honorário de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Viseu e Guarda”.   Foi desta forma que Elisângela Carvalho, conselheira da Embaixada da República de Cabo Verde em Portugal, anunciou as novas funções da empresária e ativista social luso-brasileira Sofia Lourenço, residente em Castelo Branco, que está agora responsável pelo consulado honorário desse país africano, tendo como missão auxiliar nos trabalhos nos distritos de Castelo Branco, Viseu e Guarda, que, juntos, somam dezenas de cidadãos provenientes de Cabo Verde e que escolheram a região Centro de Portugal para viver, trabalhar e estudar.   No seu pronunciamento, que aconteceu no âmbito da quarta Gala Beneficente da Associação Mais Lusofonia, dia 10 de janeiro, na Quinta das Olelas, Elisângela Carvalho avançou que, nos próximos dias, será entregue a carta patente para que Sofia possa “dar início às funções” no território assinalado. Segundo apurámos, o documento oficial será disponibilizado numa cerimónia oficial em Lisboa, ainda sem data.   Em declarações à nossa reportagem, Sofia Lourenço não escondeu a emoção em virtude deste reconhecimento.   “Recebo esta nomeação com muita honra e sentido de responsabilidade. Temos muito trabalho pela frente. Apesar de já desenvolvermos atividades de apoio à comunidade cabo-verdiana na região Centro de Portugal há alguns anos, agora teremos uma melhor estrutura para realizar ações consulares e dar maior atenção às problemáticas vivenciadas pela comunidade de Cabo Verde na região”, frisou Sofia Lourenço.   Apoio associativo   A valorizar a temática social, Elisângela Carvalho sublinhou o trabalho da “Mais Lusofonia”, entidade liderada por Sofia Lourenço e que tem “contemplado Cabo Verde com diversas ações de solidariedade, em várias ilhas, tais como Brava, Santiago, Santo Antão e São Vicente”.   A conselheira da Embaixada de Cabo Verde em Portugal recordou que a “Mais Lusofonia” vem “apoiando ativamente os doentes evacuados de Cabo Verde em Portugal, colaborando com a Embaixada de Cabo Verde em iniciativas como recolha de bens, entrega de brinquedos para crianças e outras ajudas essenciais para tornar a sua estadia e tratamento mais dignos e reconfortante”.   Durante a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, reconheceu o trabalho de Sofia Lourenço.   “Quero cumprimentar e felicitar a Sofia pela distinção de Cabo Verde. É uma honra também para nós, porque sabemos que ela tem sido uma verdadeira embaixadora da nossa terra em África e também na América”, afirmou o autarca, que destacou o percurso e a ação cívica da dirigente associativa homenageada.   “Conheço a Sofia há algum tempo e sempre vi nela jovialidade, dinamismo, sensibilidade, emotividade e capacidade de fazer. É assim que ela tem representado a comunidade. Enquanto autarca, entendo que uma comunidade se faz com todos. Com quem nasce cá, com quem escolhe o nosso território para viver, com quem nos visita e com as instituições. Portugal é um país que sabe e gosta de acolher. A presença de imigrantes no nosso território é fundamental para o seu desenvolvimento. Acolhemo-los com honra e com respeito”, referiu.   Cristina Granada, presidente da mesa da Assembleia Geral da Mais Lusofonia, deputada da Assembleia Municipal de Castelo Branco, onde exerce a função de Secretária da Mesa da Assembleia, e antiga deputa à Assembleia da República portuguesa, comentou que, a visibilidade que hoje Sofia Lourenço goza, é reflexo do seu trabalho e ajuda também no desenvolvimento de ações da Associação e na promoção de Castelo Branco internacionalmente.   O momento foi acompanhado de perto por entidades e autoridades lusófonas, como Maria de Jesus Ferreira, embaixadora da República de Angola em Portugal; Vicência Ferreira Morais de Brito, cônsul-geral da República de Angola em Portugal; Felino Carvalho, embaixador jubilado da República de Cabo Verde em Portugal; Jonathan Vieira, representante do Departamento de Doentes Evacuados da Embaixada de Cabo Verde em Portugal; Armindo Luz, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, na ilha de Santo Antão, em Cabo Verde; José Pires, presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco; Fátima Marques, representante da Junta de Freguesia de Cebolais de Cima e Retaxo; Clara Marques, presidente da Assembleia Municipal da Praia, na ilha de Santiago, em Cabo Verde; Francisco Tavares, ex-autarca na ilha Brava, em Cabo Verde; Margareth Neves, presidente da Associação dos Angolanos de Castelo Branco; e João Morgado, presidente da Casa do Brasil e Terras de Cabral.   O anúncio foi celebrado também por Higor Esteves, diretor da Start CPLP e vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP, que destacou, através de mensagem, o trabalho ativo da Sofia na região. O mesmo caminho foi seguido pelo embaixador da Guiné Equatorial em Portugal e junto da CPLP, Tito Mba Ada, que expressou reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e pela promoção da integração, do intercâmbio cultural e da solidariedade entre as comunidades de língua portuguesa.   Território de acolhimento   Também presente no evento, Carlos Almeida, diretor do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, localizado em Castelo Branco, explicou à nossa reportagem que existem, no Agrupamento, 1985 alunos distribuídos por cinco escolas, sendo 229 alunos imigrantes, oriundos de 27 nacionalidades. Ao todo, são 97 brasileiros, 38 angolanos, cinco moçambicanos, dois cabo-verdianos e dois naturais de São Tomé e Príncipe.   Dados do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes de Castelo Branco (CLAIM), de 2024, indicam que 753 pessoas migrantes e refugiadas vivem no concelho de Castelo Branco. Um público que tem recebido a atenção de entidades locais e nacionais, como a “Mais Lusofonia”.   Em setembro do ano passado, Sofia Lourenço, enquanto presidente da Associação Mais Lusofonia, integrou um dos painéis da “VII Feira +Social”, realizada no Mercado Municipal de Castelo Branco. Nessa ocasião, esta responsável deixou claro que “a nossa principal parceira é a população de Castelo Branco”, tendo em conta as ações levadas a cabo pela entidade em África, incluindo Cabo-Verde.   Por sua vez, a secretária de Serviços das Comunidades da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, Manuela Oliveira, afirmou à nossa reportagem, durante o Festival Mais Solidário, em 2024, que a diáspora cabo-verdiana constitui “uma parte crucial” do desenvolvimento de Cabo Verde, reforçando que a comunidade cabo-verdiana residente no Interior de Portugal é maioritariamente composta por estudantes, muitos dos quais acabam por permanecer no país após os estudos, atraídos por oportunidades profissionais, sem deixarem de contribuir para o desenvolvimento nacional através de remessas, conhecimento e experiência acumulada.   Manuela Oliveira alertou para as dificuldades iniciais enfrentadas por imigrantes, sobretudo em matéria de documentação e integração, destacando o trabalho articulado com a AIMA no apoio à regularização e inserção laboral.   Novo papel   “As funções que me caberão oficialmente ainda não posso divulgar, mas, com toda a certeza, iremos ampliar a proximidade da comunidade cabo-verdiana espalhada pelo território, além de ouvir as dificuldades desse público e promover a inclusão. Essas serão as nossas prioridades”, confirmou Sofia Lourenço, que prometeu que “o meu trabalho continuará com a maior seriedade como tem sido até aqui. Ter Castelo Branco como ponto principal facilitará a identificação aos cabo-verdianos”.   “Quanto às necessidades, a identificação será crucial, começando por um recenseamento para percebermos quais são as principais dificuldades nas mais variadas áreas. Na minha opinião, somos todos pessoas no mesmo território e, quanto melhor for a integração, melhor será o desenvolvimento entre os dois países”, finalizou Sofia Lourenço.   Currículo marcado pela integração e multiculturalidade   Sofia Lourenço é cidadã luso-brasileira, residente em Castelo Branco, terra dos seus pais, há mais de 30 anos. Traz no peito as suas raízes na região e um sentimento ativo de valorização das migrações.   É jurista, licenciada em Direito, com especialização em Medicina Legal. É também pós-graduada em Medicina Ortomolecular, Nutrição Funcional e Bioquímica. Conta com outra licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa com especialidade em Acupuntura. É preparadora física e tem na veia os passos e a beleza do ballet clássico.   Empresária conhecida em Castelo Branco no ramo da Saúde e Bem Estar, lidera a Clinibeira. É ainda, no campo literário, membro correspondente da Associação Luso brasileira de Letras. Atua como conselheira da Sociedade da Excelência Luso-Brasileira e integra a Direção de Ação Social da Associação Romã Azul.   Reconhecida por ser ativista social e pela igualdade de género, foi condecorada pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina. É responsável por várias ações humanitárias de solidariedade social e intercâmbio cultural entre Brasil, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Hoje, é presidente da Associação Mais Lusofonia, fundada em 2021. Ígor Lopes

  • Liane Roditi apresenta Dobras e Desdobras no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

    Dobras e Desdobras marca a primeira exposição individual de Liane Roditi, com curadoria de Isabel Sanson Portella, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. A mostra investiga as relações entre corpo, memória e matéria, abordando estruturas de silenciamento, apagamento e objetificação das mulheres. Reunindo vídeos, performances, fotografias, instalações, esculturas, pinturas, desenhos e objetos, a artista constrói um percurso sensível entre esforço, resistência e transformação. Na abertura, Roditi apresenta a performance Até 120, que ativa o corpo como lugar de acúmulo e escolha. A exposição propõe um ambiente imersivo, onde gesto, materialidade e luz articulam narrativas sobre o corpo feminino e suas camadas históricas. https://drive.google.com/drive/folders/14zz6ewmgfTKRKy5NvyyxmpgNsaCrM1cc?usp=sharing A artista Liane Roditi apresenta sua primeira exposição individual, Dobras e Desdobras , no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, com curadoria de Isabel Sanson Portella, com abertura no dia 28 de janeiro de 2026, das 16h às 20h. A mostra reúne um conjunto de 40 trabalhos que investigam as relações entre corpo, memória e matéria, colocando em foco as estruturas de silenciamento, apagamento e objetificação das mulheres. Durante a abertura da mostra, Liane realizará a performance Até 120 , às 18h30. A pesquisa de Liane Roditi parte da observação do corpo em movimento e de suas constantes transformações frente às condições impostas pelas estruturas patriarcais. Com formação em dança, a artista compreende o corpo como território de experiência, percepção e memória, utilizando-o como meio de expressão e resistência. Sua prática transita por diferentes linguagens, como performance, vídeo, fotografia, desenho, pintura, escultura e instalação, e articula materialidades diversas, como pedras, cabelos, fibras vegetais, sisal, tecidos e fragmentos do cotidiano, estabelecendo conexões entre o pessoal e o coletivo. Segundo a curadora Isabel Sanson Portella, “a força da obra de Liane Roditi encontra-se nos desdobramentos, no movimento, na transformação. São delicadezas que revelam a tensão existente entre desgaste e permanência, continuidade e finitude”. O corpo, eixo estrutural de sua produção, aparece como extensão da natureza e da história, carregando marcas, restos e vestígios que se inscrevem na memória.   A EXPOSIÇÃO A performance Até 120 (2025)  inaugura o percurso expositivo e condensa questões centrais da pesquisa da artista. Nela, Liane Roditi pensa o corpo como um lugar de acúmulo, um espaço onde o tempo se deposita lentamente e onde pesos visíveis e invisíveis se somam ao longo da vida. A ação se desenvolve a partir da repetição e da escolha, do movimento entre manter e soltar, reconhecendo que nem tudo o que nos atravessa precisa ser levado adiante. Há um esforço silencioso em lidar com memórias, afetos, culpas e responsabilidades que se acumulam, muitas vezes sem que se perceba o quanto pesam. “A performance nasce da necessidade de olhar para aquilo que carrego, sem nomear ou classificar, apenas reconhecer”, afirma a artista. Essa dimensão do acúmulo, do esforço e da dissolução também atravessa o vídeo Sal , apresentado por meio de um monóculo instalado na parede. Dispositivo óptico historicamente associado à observação íntima de imagens, como fotografias familiares e registros do passado, o monóculo cria uma experiência concentrada e silenciosa, convidando o visitante a se aproximar do objeto e do conteúdo que ele abriga. No vídeo, a artista caminha pelo mar à noite, iluminada apenas pela luz da lua, entrando na água até desaparecer ao fundo. A ação aborda a dissolução progressiva do corpo feminino, acionando noções de apagamento, silêncio e transmutação. Ao olhar pelo monóculo, o espectador adentra um universo escuro e restrito, acompanhando de perto o desaparecimento do corpo na escuridão, o que intensifica a imersão na performance e reforça a sensação de isolamento e introspecção. O uso de cabelos, da própria artista e de outras mulheres, sisal e fibras vegetais aparece em diferentes trabalhos instalativos que evocam o fazer manual, a ancestralidade e as redes de ligação entre mulheres. Inspiradas por narrativas históricas e simbólicas, como a trajetória de Santa Bárbara e o conto de Rapunzel, essas obras investigam os efeitos do confinamento, do controle e da violência sobre os corpos femininos. Em Ossatura (2026) , instalação site specific com 180 metros de fibras trançadas, sisal, cabelos, pedras e elementos orgânicos, Liane Roditi constrói uma estrutura que atravessa o espaço como um corpo em sustentação. O gesto de trançar carrega uma dimensão afetiva e amorosa, mas também remete à sobrevivência e à resistência, como nos saberes das mulheres escravizadas que criavam mapas e escondiam sementes em seus cabelos. Esses elementos operam como camadas simbólicas que atravessam a produção, entre cuidado e aprisionamento. Entre os trabalhos apresentados, destacam-se ainda Vertebrada (2024) , um véu de 18 metros de comprimento confeccionado em tule e voil, bordado com 33 pedras de rio de diferentes tamanhos e tonalidades, e o políptico fotográfico Ocultar Revelando  (2023). As fileiras de pedras evocam as vértebras da coluna, eixo central do corpo, estabelecendo um paralelo simbólico com o peso historicamente sustentado pelas mulheres, uma carga que se acumula ao longo de um percurso socialmente esperado. “Tempo e memória atravessam esse processo”, aponta a artista, destacando também o interesse por linhas, formas e pelos contrastes de luz e sombra, que intensificam as noções de ocultamento, apagamento e dissolução do corpo feminino. Em Campo de Forças (2025) , instalação composta por esculturas de fragmentos do corpo moldados em gesso pedra e fixados diretamente na parede, instala-se uma tensão em suspensão. Não se sabe se esses corpos estão sendo sugados pela superfície ou se tentam emergir e atravessá-la. Os gestos habitam um campo ambíguo entre delicadeza e tensão, dualidade recorrente na obra de Roditi. A relação com a parede, com vórtices e com partes do corpo que emergem da superfície dialoga diretamente com o conto O Papel de Parede Amarelo , de Charlotte Perkins Gilman, referência fundamental para a artista, especialmente nas questões ligadas ao casamento, ao controle e ao apagamento dos corpos femininos. O espaço expositivo é configurado com iluminação de baixo contraste, direcionada às obras, reforçando o uso do claro-escuro como elemento compositivo e criando uma atmosfera intimista e onírica. As instalações utilizam fibras, sisais e pedras que atravessam o espaço, contornam objetos e estabelecem linhas contínuas entre chão e paredes. As pedras funcionam como pontos de ancoragem, peso e memória, articulando temas como permanência, resistência e esforço físico e histórico, além de sugerirem rastros e trajetórias femininas frequentemente invisibilizadas. Ao longo de Dobras e Desdobras , a articulação entre vídeos, objetos, performances e instalações transforma o espaço em uma composição contínua entre corpo e matéria. “Nada é mais importante do que compreender as dualidades”, afirma Isabel Sanson Portella. “Nada nos representa mais do que o entendimento do nosso corpo como extensão da natureza. O corpo existe também nos restos, nos vestígios, e fica inscrito na memória.” A exposição propõe, assim, um percurso de desafios e escolhas, um mergulho em vozes e silêncios, desenvolvendo e desdobrando questões que o tempo e a sociedade insistem em apagar. Dobras e Desdobras fica em cartaz para visitação   até 14 de março de 2026. A entrada é gratuita. A ARTISTA Liane Roditi (1967), carioca, bailarina e artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Graduada em Dança pela Faculdade da Cidade, estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ e frequenta cursos regulares na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou de exposições coletivas, entre elas Encontrar a Solidez, na Galeria Anita Schwartz, Rio de Janeiro, com curadoria de Bruna Costa (2025). Foi selecionada pela Chamada Aberta da Apexart, em Nova York (EUA), para a mostra The Uterus is also a Fist (2026), com curadoria de Talita Trizoli e Renata Freitas, junto ao coletivo GAF. Sua trajetória inclui também participações em residências artísticas, com destaque para a temporada no Vermont Studio Center, em Johnson, EUA (2024).   SERVIÇO Exposição:   Dobras e Desdobras Artista:  Liane Roditi Curadoria:  Isabel Sanson Portella Abertura:  28 de janeiro de 2026, das 16h às 20h Performance:   Até 120 , às 18h30 Período expositivo:  até 14 de março de 2026 Local:  Centro Cultural Correios Rio de Janeiro Endereço:  Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro Visitação:  terça a sábado, das 12h às 19h Entrada franca Informações para a imprensa: Ludimila de Oliveira - Jornalista 75 99944-2223 (WhatsApp) ludimilaoliveira30@gmail.com Cristina Granato

  • Brasil: Cem anos depois, Centro Português 1.º de Dezembro continua a ser “guardião da história lusitana” no Rio Grande do Sul

    Fotos: divulgação O Centro Português 1.º de Dezembro assinalou o seu centenário com uma programação alargada, realizada entre os dias 22 e 25 de janeiro, em Pelotas, no sul do Brasil, reforçando a ligação histórica da instituição à comunidade luso-descendente e à vida cultural local. As comemorações marcaram os 100 anos da entidade, fundada em 1926, com iniciativas abertas ao público, de caráter cultural, institucional, social e religioso. A programação teve início dia 22 de janeiro, com a apresentação do coral no Mercado Público de Pelotas, ao final da tarde. No dia seguinte, 23 de janeiro, realizou-se uma audiência pública na Câmara de Vereadores, dedicada à comemoração do centenário, reunindo representantes institucionais e membros da comunidade, num ato de reconhecimento do papel histórico do Centro Português 1.º de Dezembro no município. O ponto alto das celebrações ocorreu dia 24 de janeiro, com o jantar comemorativo dos 100 anos do Clube e dos 40 anos do Rancho Folclórico, realizado na sede campestre da instituição. A noite contou com a apresentação do grupo Alma Lusitana, quando foram também assinaladas quatro décadas de preservação e difusão do folclore português nessa região brasileira. As comemorações encerraram no dia 25 de janeiro, com a missa de celebração na Capela Nossa Senhora de Fátima. Em entrevista à nossa reportagem, Eduardo Gil da Silva Carreira, presidente do Conselho de Administração do Centro Português 1ª de Dezembro, explicou o trabalho realizado pela entidade que conta com cerca de quatro mil associados, as atividades existentes, as motivações e sublinhou o papel da instituição na manutenção da cultura portuguesa no Rio Grande do Sul. Quais os vossos objetivos? O Clube destaca-se por promover eventos cívicos, religiosos e sociais, além de expandir a sua infraestrutura cultural e desportiva, com um ambiente familiar e acolhedor. As principais finalidades estatutárias do Centro são promover, por meio de reuniões sociais, culturais e desportivas, o estreitamento dos laços de amizade, harmonia e fraternidade entre todos os cidadãos, especialmente os de nacionalidade brasileira e portuguesa; comemorar, o mais solenemente possível, as datas de 10 de junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas; 07 de setembro - Proclamação da Independência do Brasil, 1º de dezembro - Restauração da Independência de Portugal. Assim como, festejar, condignamente, as datas de 24 de janeiro - Fundação do Centro Português 1° de Dezembro e do Rancho Folclórico, 22 de abril - Dia da Luso-Brasilidade e do Coral. Ademais, preservar, cultivar e divulgar a cultura portuguesa, as suas tradições e costumes, desenvolvendo e proporcionando aos associados e aos seus dependentes, atividades sociais, culturais e recreativas, bem como a administração dos desportos em caráter amadorista, a sua pesquisa, ensino e prática. Em que datas foram fundados? E em que contexto? O Centro Português 1º de Dezembro, fundado em Pelotas em 24 de janeiro de 1926, surgiu da união do Congresso Português (monarquia) e do Grémio Republicano Português para preservar a cultura lusitana e integrar imigrantes e descendentes, aproximando o Brasil de Portugal. Após a Proclamação da República em 5 de outubro de 1910, os defensores da monarquia ficaram enfraquecidos, sendo que, após longa discussão, fora decidido pela fundação do Centro Português (dois extremos – monarquistas e republicanos, se encontram no Centro). A sua criação simbolizou a união da comunidade portuguesa na cidade, integrando diferentes correntes de pensamento em torno de um objetivo comum: preservar a cultura lusitana, integrar imigrantes e descendentes e servir como uma ponte viva entre o Brasil e Portugal. Que ações desenvolvem? São desenvolvidas uma diversidade de ações que vão além da comunidade lusitana, servindo à cidade de Pelotas. As comemorações cívicas são realizadas por meio de atividades culturais, sociais e recreativas. Um projeto de grande relevância foi a recuperação de uma das poucas Casas de Charqueada remanescentes às margens do Arroio Pelotas, no Recanto de Portugal, com aporte de recurso do Governo Português, resgatando a herança arquitetónica e histórica da cidade, diretamente ligada ao ciclo do charque e à contribuição dos imigrantes portugueses para o desenvolvimento regional. O apoio institucional da Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, demonstra o reconhecimento público e histórico do trabalho desenvolvido. O Clube acolhe o maior e melhor Campeonato de FUT7 em gramado natural entre associados de clubes sociais, com cerca de 600 atletas. Também temos o Coral e o Rancho Folclórico do Clube, sendo este completando 40 anos de história. Quais as expetativas pelas celebrações dos 100 anos? A expetativa é divulgar ainda mais a história do Clube e cultura lusitana, recebendo associados, convidados e autoridades na celebração. As festividades começaram em 22 de janeiro com a apresentação do Coral no Mercado Público, dia 23 de janeiro a Audiência Pública na Câmara de Vereadores, dia 24 de janeiro o Jantar de Celebração dos 100 anos com a apresentação do Grupo de Fado Alma Lusitana e homenagens, com o descerramento da placa de denominação da Sede Fernando Teixeira Brites. Qual a importância da entidade para a comunidade local, não só a portuguesa? O Centro Português 1º de Dezembro é um património cultural e social de toda Pelotas. Para a comunidade local, muito além da colónia portuguesa, a entidade atua como um guardião da história lusitana e da cidade, visível no projeto de restauro da Casa de Charqueada, que resgata a memória arquitetónica e económica da região. É também um ponto de encontro e convivência familiar, oferecendo infraestrutura esportiva, cultural e de lazer no Recanto de Portugal. Através dos seus festivais gastronómicos – Festival do Bacalhau e Queijos e Vinhos, apresentações do Coral e do Rancho Folclórico, e celebrações abertas ao público, o Clube enriquece a vida cultural pelotense, disseminando tradições e promovendo a integração. Assim, cumpre uma duplicidade de funções, preservando uma herança específica e a compartilha com toda a comunidade, servindo como uma ponte viva entre passado e presente, e entre as culturas brasileira e portuguesa. Que momentos fundadores marcaram a criação do clube em Pelotas e de que forma essa história acompanha o percurso da imigração portuguesa na cidade ao longo de um século? Que pontos ou momentos pode destacar? O Centro Português nasce da fusão de outras duas instituições, até então com pensamentos diversos. Contudo, para a congregação da comunidade portuguesa há a união dos fundadores. Os imigrantes portugueses encontram desde sempre a alegria e acolhida em nosso Clube. A preservação da cultura da Pátria Mãe passa também por nosso Rancho Folclórico, que ora também aniversaria – 40 anos! O Coral também faz parte das manifestações culturais do Clube, somado ao nosso Museu Manuela Aguiar, as festividades religiosas – 13 de Maio – Nossa Senhora de Fátima e Festa do Divino Espírito Santo (Pentecostes). A sede campestre, localizada na Rua Cidade de Faro, assume hoje um papel central na vida associativa. Qual a importância simbólica e funcional deste espaço para a comunidade portuguesa local e para a relação do clube com a cidade de Pelotas? A Sede Campestre, na Rua Cidade de Faro, é o coração administrativo e funcional do Clube. Simbolicamente, representa a permanência e o enraizamento da cultura portuguesa em Pelotas, um espaço próprio de convivência e celebração, que abriga a Sala de Honra, a Sala do Rancho, a Biblioteca e o Museu do Clube. Funcionalmente, é onde ocorre vida associativa, onde famílias se reúnem para atividades desportivas, festivais gastronómicos, eventos sociais e celebrações cívicas. Há o espaço das piscinas – aberta e térmica, academia, quadra polidesportiva, duas quadras de tênis, pádel e logo teremos de beach ténis. Existem ainda as quadras de bocha e malha, transcendendo o clube para se tornar um ponto de convívio das famílias, fortalecendo os laços entre as culturas e integrando a herança lusitana ao cotidiano local. Ao longo do ano do centenário, o clube promove iniciativas culturais, institucionais e religiosas, como apresentações corais, audiências públicas, eventos gastronómicos e celebrações litúrgicas. Como estas atividades ajudam a preservar a identidade portuguesa e a envolver novas gerações? As iniciativas e programação das Festividades do Centenário promovem a perpetuação da cultura lusitana e divulgação da nossa identidade. Eventos como as apresentações do Coral e Rancho Folclórico, e as celebrações religiosas, os festivais gastronómicos, os Atos Cívicos e as festas sociais são a transmissão direta da memória, conectando as novas gerações aos símbolos, sons e espiritualidade que remetem à Portugal. Simultaneamente, as atividades desportivas e a participação representativa do Clube nos eventos da cidade e regionais criam uma ponte com o presente, demonstrando que a cultura portuguesa é viva, relevante e parte do tecido social contemporâneo de Pelotas. Ao oferecer essa combinação de profundidade histórica e vivência prazerosa, transformamos a herança numa experiência atrativa e significativa, convidando os jovens não apenas a observar, mas a se apropriar e dar continuidade a este legado. O rancho folclórico, que celebra quatro décadas de atividade, é um dos pilares culturais da instituição. Que papel desempenha na valorização da cultura popular portuguesa no sul do Brasil e na caracterização da comunidade lusodescendente da região? O Rancho Folclórico, com as suas quatro décadas, carrega uma vibrante história do Clube. Além da preservação, o Rancho materializa e celebra a cultura popular portuguesa no sul do Brasil, por meio da representação artísticas das regiões de Portugal. Através das danças, músicas e trajes típicos como o Minho e o Algarve, traduz a herança imaterial em espetáculo, tornando-a acessível e emocionante para toda a comunidade. Para o público pelotense encanta, despertando interesse e respeito pelas tradições lusas. Para os lusodescendentes, é um pilar identitário. Ao participar, os jovens vivem a cultura de seus antepassados, internalizando-a não como algo distante, mas como parte ativa de quem são. Assim, o Rancho não apenas valoriza o passado, mas representa a etnia de forma moderna, garantindo que a sua expressão cultural continue viva e relevante. Como avalia a comunidade portuguesa em Pelotas e na região de influência do Centro? Tenho que a comunidade portuguesa em Pelotas e região é vibrante e perfeitamente integrada, que transcende a mera preservação do passado. Hoje, caracteriza-se menos por um fluxo contínuo de imigrantes e mais por uma forte identidade lusodescendente, mantida através de gerações e na busca da cidadania portuguesa. Essa comunidade foi o alicerce social do Centro, participando ativamente e sustentando as suas tradições. No entanto, a maior força é a integração harmoniosa entre os associados. Por meio da participação desportiva, empresarial e cívica, os lusodescendentes enriqueceram profundamente o tecido cultural e económico local. O Clube, portanto, não atua como um reduto isolado, mas como catalisador que nutre essa identidade dual, permitindo que se orgulhem de suas raízes enquanto contribuem plenamente para o progresso da região. Qual a vossa estrutura atual, que valências existem? Operamos em duas sedes físicas. A Sede Campestre, na Rua Cidade de Faro, que é a sede administrativa, funcionando todos os dias da semana como espaço central para convívio e eventos. A Sede Anibal Vidal, na Rua Cidade de Aveiro, também recebe atividades e onde estão localizadas a Capela de Nossa Senhora de Fátima e o Centro Cultural Cidade de Aveiro (Casa de Charqueada). Ambas oferecem uma infraestrutura que suporta a nossa programação cultural, social e administrativa, sendo pontos de encontro para a comunidade, em especial a beira no Arroio Pelotas (Sede Anibal Vidal). Que sentimento tem ao liderar o Centro no seu centenário e qual o futuro da entidade, num momento em que se discute o trabalho do movimento associativo e a sua sustentabilidade? É uma honra e uma grande responsabilidade liderar a instituição no seu Centenário. A Gestão é composta pelo Conselho de Administração, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal, Diretoria Executiva e Colaboradores, que em conjunto mantém as nossas atividades. Este marco não é apenas sobre olhar para uma história de 100 anos de contribuições, mas também sobre projetar o futuro. Trabalhamos para garantir a sustentabilidade do movimento associativo, atendendo os nossos associados e ofertando outras oportunidades de convivência familiar dentro da nossa estrutura. Ainda, adaptando-nos aos novos tempos sem perder a nossa essência, pois o futuro do Clube reside em continuar sendo uma casa portuguesa com certeza, acolhendo a todos e que honra o seu passado, celebra o presente e cultiva as raízes luso-brasileiras para as próximas gerações! Por fim, quem é Eduardo Gil da Silva Carreira? Tenho 50 anos, sou advogado, presidente do Conselho de Administração do Centro Português 1ª de Dezembro, localizado na cidade de Pelotas-RS, com três sedes – a Sede Campestre, na Rua Cidade de Faro, 238 que passará a ser denominada Sede Fernando Teixeira Brites (presidente que idealizou construção), a Sede Anibal Vidal, na Rua Cidade de Aveiro, 500, ambas no bairro Recanto de Portugal; e a Sede Centro que ora está locada para terceiros. Contudo, participam no Conselho de Administração do Centro a vice-presidente Cultural, Regina Lucia Fiss, a vice-presidente Social e de Marketing, Mariza Ferreira, o vice-presidente Administrativo, Marlon Porto, e o vice-presidente Desportivo, Osvaldo Pilotto. Ígor Lopes

  • Hamnet, a vida antes de Hamlet

    Por  Cláudia Felício, roteirista, escritora best-seller e crítica especializada em cinema Assisti a “Hamnet, a vida antes de Hamlet”  e adorei a abordagem. O filme conta a história de um jeito diferente. Mas não conta só do filho de Shakespeare, Hamnet que morreu; o longa nasce de uma escolha boa de roteiro: a de mostrar a história não a partir do gênio, mas da ausência dele. Aliás, o nome de Shakespeare só é falado uma única vez no final do filme e chamado por “Will”. Baseado no romance de Maggie O’Farrell, o filme tira William Shakespeare do centro e dá o filme à sua esposa, interpretada pela atriz Jessie Buckley. Que coisa fantástica! É uma atuação física, instintiva, quase ancestral, mas sem exagero, é rosto limpo, na medida. Não é que ela conduz a narrativa, ela a sustenta lindamente. A literatura do gênio inglês deixa de ser importante, uma vez que o foco está na nesta mulher, na experiência dela.  Paul Mescal faz um Shakespeare ainda distante do mito e, seguindo a proposta, nem aparece muito. Agora, o menino que interpreta Hamnet é uma potência. Chorei horrores no cinema, ele impressiona pela delicadeza em cena, pela voz  bem colocada em diferentes momentos (alegria, dor) e tudo sem qualquer afetação. A relação de Hamnet com a mãe e a irmã é tocante, cheia de afeto. Lindo!  Organizar a partir da esposa do Shakespeare foi uma decisão que reorganiza o filme todo. O roteiro não dá explicações, mas mostra o cotidiano e aposta no silêncio como motor dramático. Nesse lugar do silêncio, poucas falas, ritmo lento, o filme ganha força. Não é uma obra sobre a morte em si, mas sobre o como era a vida antes da perda do menino Hamnet.  A direção de Chloé Zhao acompanha essa proposta do silêncio com sensibilidade. Os enquadramentos, quase sempre centralizados, criam uma sensação de ordem visual em contraste com o desamparo de sentimentos dos personagens, dando beleza à fotografia, principalmente nas cenas da floresta. A iluminação, suave e difusa, carrega um quê de névoa meio de conto de fadas, envolvendo as cenas numa atmosfera suspensa, como se o tempo estivesse em estado de espera. A reconstituição de época é contida, sem excesso de ornamento, mas muito boa. Ela reforça a ideia central de que antes da obra imortal, houve uma vida comum, atravessada por afeto, rotina e perda. Hamnet é cinema que se constrói em conjunto com roteiro, direção e interpretações maravilhosas. Cada enquadramento central, cada luz enevoada, cada silêncio aponta para a mesma ideia: a arte nasce da nossa experiência humana, quase sempre daquilo que nos falta e, no caso dele, faltou o filho. Vale a ida ao cinema. Cláudia Felício www.claudiafelicio.com.br

  • Bastidores do Teatro Riachuelo Rio serão abertos ao público em mais uma ediçao da visita teatralizada

    Importante equipamento cultural da cidade — instalado no antigo e emblemático Cine Palácio, tombado como patrimônio histórico-cultural brasileiro — o teatro promove, no dia 30/01, uma imersão que conecta gerações e celebra seus nove anos de história, com mais de 320 espetáculos apresentados para mais de 1,1 milhão de pessoas Link com imagens:  https://drive.google.com/drive/folders/15fLeG7OOX3mgGXl9_SgkE8KXE64JJWDp   O  Teatro Riachuelo Rio  apresenta mais uma edição do projeto Visita Guiada no próximo dia  30 de janeiro (sexta-feira) às 13h . Com dramaturgias originais, criadas para conduzir o público pela história do teatro e do cinema brasileiro, o passeio também ativa a memória do edifício histórico onde está localizado o teatro. A visita conta com uma monitora de acessibilidade ao longo de todo o percurso. Idealizada pelo roteirista e ator Guilherme Siman, a proposta é conduzida por ele e pela atriz Ana Flávia Botelho, e acontece de forma gratuita, mediante inscrição prévia via Google Forms (link na bio do Instagram @teatroriachuelorio),  com inscrições já abertas .   "Acreditamos que o teatro vai muito além do que acontece no palco. Ele também é encontro, memória e território. Com as visitas guiadas teatralizadas, queremos convidar o público a conhecer os bastidores e a história deste edifício tão simbólico para a cidade", explica Aniela Jordan, gestora do Instituto Evoé, responsável pela reabertura e gestão do Teatro Riachuelo Rio e uma das mais importantes realizadoras de cultura em nosso país. O programa é literalmente, um passeio pela Rua do Passeio — e por dentro do teatro — com direito a narrativas que misturam realidade e ficção. Cada visita terá até 45 minutos de duração e poderá receber grupos de até 15 pessoas por horário. O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é um ícone da belle époque brasileira e se destaca na Rua do Passeio, número 40 . Ficou de portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, com uma programação plural e acessível.  Serviço : Data:  30 de janeiro Horário: às 13h Gratuito Pesquisa e roteiro: Guilherme Siman Elenco: Guilherme Siman e Ana Flávia Botelho Duração: até 45 min Vagas para inscrição: até 40 pessoas, 20 via inscrição antecipada e 20 com retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão  Equipe: Monitora de acessibilidade Endereço: R. do Passeio, 40 - Centro, Rio de Janeiro - RJ Alex Varela

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