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LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

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  • Quanto mais se conhece o vinho, melhor se bebe?

    Entre sabores, histórias e descobertas, o conhecimento transforma a relação com o vinho sem tirar a leveza e o prazer de beber. Crédito da imagem: ©Gemini/Gerado por IA Há um momento instigante e curioso na vida de quem gosta de vinho. No começo, escolhemos a bebida pela uva, pelo país, por uma indicação de um amigo ou por aquela etiqueta sóbria e elegante que parece prometer alguma coisa especial. Depois de algum tempo, isso já não basta – porque refinamos nossa capacidade de escolha. Queremos saber quem fez aquele vinho, em que condições foi engarrafado, de onde ele veio, como foi aquela safra e por que duas garrafas produzidas com a mesma variedade podem ser tão diferentes. O mundo do vinho parece ter um imã para especificidades. É quando percebemos que beber vinho pode ser também uma maneira de conhecer histórias, lugares, pessoas e até as transformações do nosso tempo, tudo isso se torna ainda mais fascinante. Pegando a deixa dessa última palavra, tenho o hábito de usar a palavra “alucinante” quando me refiro a algo que me deixa perplexo – então noto que o interesse pelo vinho abre portas cada vez mais interessantes e descortina outros interesses que dão cor e sabor ao nosso cotidiano e jornada. Você pode conferir no livro “A minha taça cheia” (escrito por mim Evandro Martini) o quanto o vinho vai requerendo mais a cada dia – de palavras a decisões. Voltando ao nosso tópico, neste post da Revista do Villa, vamos ver que há dezenas de milhares de rótulos disputando espaço no mundo. Para quem está diante de uma prateleira de oferta de vinhos, porém, a abundância nem sempre facilita a escolha – experimente paras um dia perto do setor de vinhos em um supermercado ou adega – de vez em sempre haverá alguém com muitas dúvidas rondando o local de exposição das garrafas – numa indecisão como se estivesse em frente a uma vitrine de um produto desconhecido. Certamente aquela pessoa estará num momento de incerteza – escolho pelo rótulo ou pela beleza da garrafa? Para os iniciantes – o começo é algo parecido com isso. Quanto maior a oferta, mais difícil distinguir o que realmente merece atenção. É justamente aí que informação e conhecimento fazem diferença. Não se trata de transformar cada consumidor em sommelier. Trata-se de descobrir o que existe além da garrafa – mostrar o que de fato deve ser considerado ao escolher um vinho independentemente do objetivo ou ocasião. O VINHO COMEÇA ANTES DA ROLHA Uma das maneiras mais interessantes de conhecer um vinho é olhar para aquilo que normalmente não aparece na taça – o que está velado – não perceptível – importa captar o que está “implícito”. Uma vinícola familiar que atravessou quatro gerações, um produtor que decidiu recuperar uma variedade quase esquecida, uma colheita antecipada por causa de uma onda de calor ou uma pequena parcela de vinhedo que recebe tratamento diferente das demais podem explicar muito mais sobre um vinho do que uma longa sequência de descritores aromáticos – com termo tão técnicos que veriam trazer um glossário da área no pacote da compra. O vinho é resultado de escolhas. Quando colher? Quanto produzir por planta? Fermentar em aço inoxidável, concreto ou madeira? Usar barris novos ou antigos? Interferir mais ou menos durante a vinificação? Conhecer essas decisões não diminui o prazer. Frequentemente, acontece o contrário. A bebida deixa de ser apenas um produto e passa a carregar uma narrativa – vinho e leitura parecem manter uma relação de interdependência. Mas convenhamos – normalmente bom gosto e bom senso caminham juntos mesmo. APRENDER SEM TRANSFORMAR A MESA EM SALA DE AULA O universo do vinho detém um vocabulário próprio, e ele pode ser instigador. Acidez, tanino, corpo, terroir, fermentação malolática, bâtonnage, estágio sobre as borras... O problema começa quando o conhecimento vira instrumento de intimidação – quando acua a pessoa interessada em vez de gerar proximidade. É perfeitamente possível apreciar vinho sem identificar “notas de grafite, couro e caixa de charuto”. Aliás, duas pessoas podem experimentar a mesma garrafa e perceber aromas diferentes – isso é absolutamente comum. Nossa memória olfativa é construída pelas experiências que acumulamos durante a vida – o mesmo pode acontecer com perfumes e até mesmo aromas no mundo da gastronomia. Aprender sobre vinho deveria ampliar a curiosidade, não estabelecer uma prova – avaliar não significa colocar prós e contras em uma prancheta avaliativa sob um olhar mais acusador do que compreensivo e aberto a experiências singulares. Saber que a acidez ajuda a explicar aquela sensação de frescor, compreender por que determinados tintos parecem secar a boca ou perceber o efeito da madeira sobre aromas e textura pode tornar a experiência mais interessante. Mas nada disso deveria eliminar uma pergunta muito mais simples: eu gostei deste vinho? Qual seria a sua resposta diante desse questionamento? Conhecimento é ferramenta para várias áreas do saber – conhecimento instrumentaliza, não elabora uma sentença. UMA VIAGEM TAMBÉM PODE COMEÇAR PELA GARRAFA Poucos produtos carregam uma relação tão evidente com o lugar de origem quanto o vinho – de fato a origem de um vinho tem muita relevância na escolha deste ou daquele. Abrir uma garrafa pode ser uma espécie de viagem de mesa – um universo a ser desbravado. Algumas vezes me permito divagar e imagino como seria se cada um de nós tivéssemos uma galáxia para cuidar. Não se preocupe aparentemente estou com a terapia em dia – mas noto que vinhos abrem portas para universos paralelos porque nos permite saber do que gostamos e do que não fazemos questão nenhuma de estabelecer contato ou aproximação. No que se refere a essa viagem de mesa, Borgonha não é apenas Pinot Noir. Mendoza não é apenas Malbec. Douro não é apenas vinho do Porto. Serra Gaúcha, Campanha, Vale dos Vinhedos, Altos de Pinto Bandeira e tantas outras regiões brasileiras também possuem paisagens, gastronomia, clima, tradições e maneiras particulares de produzir – e a cada nome citado poderíamos ampliar nossa narrativa para histórias intrigantes que poderiam gerar uma série de discussões e até investigação para fatos contados de diversas perspectivas. Quando conhecemos o território, começamos a entender melhor aquilo que encontramos na taça – isso nos faz perceber as especificidades de tudo que permeia uma das bebidas mais procuradas e desejadas por muitos. É por isso que uma boa história sobre vinho pode falar também sobre restaurantes, mercados, estradas, arquitetura, famílias, receitas locais e paisagens. O vinho funciona como uma porta de entrada para a cultura de uma região - ele amplia repertórios. E há algo especialmente prazeroso nisso: podemos conhecer um lugar antes mesmo de comprar a passagem – de novo, este assunto poderia se desdobrar para mais eventos e diversificar este post blog. SAFRAS CONTAM HISTÓRIAS Quem já guardou algumas garrafas sabe que números impressos discretamente no rótulo podem esconder acontecimentos importantes. Um ano muito quente não produz necessariamente o mesmo vinho que um ano fresco. Chuvas próximas à colheita podem mudar decisões no vinhedo. Secas prolongadas, geadas, granizo e ondas de calor desafiam produtores e influenciam estilos. Por isso, falar de uma garrafa sem falar, às vezes, de seu ano de nascimento é contar apenas metade da história. Essa perspectiva se torna ainda mais relevante diante das mudanças climáticas. Regiões tradicionais estão revendo práticas, experimentando outras variedades e alterando datas de colheita. Áreas antes consideradas frias demais para determinadas uvas começam a despertar interesse. O mapa do vinho pode nos levar também a histórias diferentes – no meu caso, muito do que vive aconteceu na Itália. Em meu livro “A minha taça cheia”, há uma história que vivi no final de uma vindima. Foi tão intenso aquele tempo que acabou virando o capítulo do meu livro. Gastei 30 anos da vida pensando em como escrever a obra – e no meio dela um capítulo foi destinado à festa ao final da colheita – tudo porque o vinho pode marcar uma história ou várias delas. QUANDO COMIDA E VINHO TRAVAM UMA CONVERSA Outra maneira de abandonar a solenidade é levar o vinho de volta ao lugar ao qual sempre pertenceu: à mesa. Harmonização não precisa significar uma lista rígida determinando qual garrafa pode acompanhar determinado prato. Há princípios que ajudam — acidez, intensidade, gordura, doçura, sal, textura —, mas existe enorme espaço para experimentar. Você pode conferir parte desse assunto em meu artigo “Com o que o vinho branco combina? Leia também: Com o que o vinho branco combina? Descubra essa bebida fascinante Uma receita de família pode ser um ponto de partida tão interessante quanto um prato sofisticado. Feijoada, moqueca, churrasco, barreado, massas, peixes, queijos ou uma comida simples de domingo oferecem oportunidades para descobrir combinações. Às vezes, inclusive, a experiência mais memorável surge de uma harmonização improvável – de um momento em que algo foi pensado e elaborado rapidamente. A pergunta deixa de ser “qual é o vinho correto?” e passa a ser “o que acontece quando coloco esses dois sabores juntos?”. VOCÊ PODE ENCONTRAR PACIÊNCIA EM UMA ADEGA Com o tempo, muitos apreciadores começam a guardar garrafas. Então surgem novas perguntas. Quais vinhos realmente melhoram com os anos? Quanto tempo esperar? Qual temperatura é adequada? É preciso ter uma adega climatizada? E, talvez a pergunta mais angustiante de todas: quando abrir aquela garrafa especial? Existe essa proposta de quanto mais antiga a garrafa, melhor o vinho? Nem todo vinho nasceu para envelhecer. A maioria foi produzida para ser consumida relativamente jovem. Outros, entretanto, podem ganhar complexidade ao longo dos anos. Guardar vinho é observar o tempo trabalhando. Uma adega pode nos ensinar sobre paciência. Mas existe um risco curioso nessa prática: esperar tanto pelo momento perfeito que ele nunca chega. Uma garrafa extraordinária aberta em uma terça-feira qualquer, com alguém de quem gostamos, talvez produza uma lembrança melhor do que aquela guardada indefinidamente para uma ocasião ideal – justamente IDEAL – algo que fica somente no campo das ideias e nunca venha a ser efetivamente vivido. O VINHO TAMBÉM ESTÁ MUDANDO Talvez seja esse o conhecimento mais interessante para quem acompanha esse universo há muitos anos: o vinho não ficou parado. Sustentabilidade, mudanças climáticas, agricultura regenerativa, vinhos de mínima intervenção, novas regiões produtoras, espumantes brasileiros, variedades pouco conhecidas, embalagens alternativas e vinhos com menor teor alcoólico estão provocando discussões que dificilmente apareciam com a mesma intensidade algumas décadas atrás. Há artigos que estão mostrando como a Geração Z está mudando a forma de consumir vinho. Há combinações extremamente inesperadas – mas que estão formando fila pra distribuição de senha – porque há um crescimento nessa modalidade de consumo das novas gerações. Até a maneira de falar sobre vinho está mudando. A velha imagem de um universo cercado de regras, cerimônias e especialistas capazes de determinar aquilo que alguém deveria gostar vem perdendo espaço para uma cultura mais aberta à descoberta. Há quem diga que estão removendo o vinho do pedestal. Algo a pensar! Nunca faço nada, nunca afirmo nada sem antes pensar. E talvez essa transformação seja saudável. Sobretudo isso nos permite pensar – pois nos limitemos a pensar sobre – esta é a minha proposta. Depois de muitos anos bebendo vinho, podemos chegar a uma conclusão aparentemente contraditória: quanto mais aprendemos, menos precisamos demonstrar que sabemos. Passamos a perguntar mais. Comparamos safras. Procuramos produtores. Descobrimos regiões. Experimentamos uvas desconhecidas. Abrimos aquela garrafa guardada há anos. Erramos harmonizações — e algumas vezes descobrimos que o “erro” ficou delicioso. Já vivi tantas emoções e engoli outras tantas – que prefiro pensar a afirmar algo. Porque conhecimento sobre vinho não deveria servir para tornar a bebida mais complicada. Deveria fazer exatamente o contrário. Deveria nos dar mais motivos para abrir uma garrafa. Evandro Martini

  • Crítica — O Palhaço O Que É: Energia Poética!

    Estreou “ar&luz&tempo&espaço”, no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio). “ar&luz&tempo&espaço” - ©Renato Mangolin Com concepção, direção e performance de Ruy rUy ruY, o espetáculo de palhaçaria contemporânea é inspirado no poema homônimo de Charles Bukowski. A performance é individual e acontece em consonância com uma trilha sonora criada por Marcelo Caldi, executada a partir de uma sanfona, e com a presença de uma lâmpada que, em cena, transforma o movimento em um autêntico marcador de tempo. Há bastante gestualidade e expressão corporal, mas raríssimas falas. A voz em off de Julio Adrião pontua alguns momentos. O palhaço se transforma em uma espécie de energia poética que se move pelo espaço sem limites. Anda, gesticula, rasteja e joga as pernas para o ar, explorando intensamente as possibilidades do corpo e exibindo suas habilidades. Também interage com o público. O figurino, composto por camisa branca de mangas compridas e calça vermelha, reforça a caracterização do palhaço, completada pelo cabelo volumoso, que remete ao universo tradicional da palhaçaria. A cenografia é mínima, e Ruy rUy ruY parece à vontade naquela ribalta. É a partir do quase nada que constrói sua experiência visual e sonora, com determinação e precisão. A iluminação, criada por Ricardo Rocha, alterna momentos de claridade e penumbra, explorando os contrastes entre luz e sombra. Ao final, o palhaço diz ter dificuldades de se despedir. Ele desaparece de maneira repentina e abrupta. E, de uma hora para outra, não mais o vemos. Uma experiência de artes cênicas marcada pela força do corpo, pela música, pela luz e pelo silêncio. Excelente produção cênica! “ar&luz&tempo&espaço” - ©Renato Mangolin Alex Varela

  • Mulheres empreendedoras 50+: Elas recomeçam, lideram e faturam. O novo rosto do empreendedorismo brasileiro

    Mulheres acima dos 50 transformam experiência, conhecimento e propósito em negócios, renda e novas oportunidades no mercado brasileiro. Mulheres empreendedoras 50+ São mulheres com 50 anos ou mais que decidiram empreender. Muitas saíram do regime CLT, do período dedicado aos cuidados com a família ou de situações de desemprego. Outras transformaram um talento em negócio próprio. Elas têm experiência de vida, rede de contatos e resiliência. Não buscam apenas renda, mas também propósito e autonomia. É o crescimento do empreendedorismo feminino 50+ no Brasil. Esse grupo vem se consolidando como uma força econômica e social. São mulheres que abriram MEIs, pequenas empresas e negócios digitais, criando marcas, serviços e soluções para um novo público. O mercado chama esse movimento de Economia Prateada Feminina. A transformação acontece em todo o Brasil, com força nas capitais e também no interior. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram em número de CNPJs, enquanto o maior crescimento ocorre no Nordeste e no Centro-Oeste. Muito desse avanço está relacionado à internet e à expansão do trabalho remoto. A virada ganhou força após 2020, durante a pandemia. Segundo dados do Sebrae de 2024, mulheres entre 50 e 64 anos foram as que mais abriram negócios no país. Em 2023, esse público representou 38% das novas empreendedoras. Em 2024 e 2025, o número continuou subindo. É uma geração que não aceita mais ficar de fora do mercado. Primeiro, pela necessidade financeira e pelo aumento da longevidade. Segundo, pela vontade de fazer algo com significado. Terceiro, pela discriminação etária ainda presente no mercado de trabalho formal. Muitas ouviram: “Você já está velha demais”. E responderam abrindo a própria empresa. Elas estão empreendendo em três áreas que apresentam forte crescimento: Saúde, bem-estar e beleza: consultorias, terapias e serviços voltados ao público maduro. Educação e mentoria: cursos, palestras e treinamentos. Alimentação, moda e artesanato: produtos autorais e negócios de nicho. WhatsApp, Instagram e marketplaces tornaram-se importantes ferramentas de venda. Parcerias e atendimento humanizado também fazem parte das estratégias adotadas por essas empreendedoras. “Eu não comecei do zero. Comecei da experiência”, resume uma delas. Mulheres empreendedoras 50+ O diferencial está na credibilidade, na qualidade da entrega e no cuidado com o cliente. Bancos e o Sebrae também passaram a oferecer linhas de crédito e programas de capacitação voltados a diferentes perfis de empreendedores, ampliando as possibilidades para mulheres que desejam iniciar ou expandir seus negócios. O resultado é a geração de renda, empregos e movimentação da economia local. Muitas dessas empreendedoras contratam outras mulheres e ajudam a fortalecer suas comunidades. Mais do que negócio, é legado e independência. Mulheres 50+ provam que não existe idade para recomeçar. Transformam desafios em oportunidades e experiência em conhecimento, renda e novos caminhos. O Brasil precisa olhar para essa força e investir nela. Porque, quando uma mulher 50+ empreende, toda uma rede ao seu redor pode evoluir. O Brasil tem 9.958.797 empresas ativas lideradas por mulheres, de acordo com dados do DREI, do Governo Federal. Quem lidera esse cenário são mulheres que, com intencionalidade e estratégia, crescem, reúnem outras mulheres e conquistam espaços no mercado de negócios, empreendendo e surpreendendo positivamente. Parabéns às mulheres empreendedoras! Fonte: Sebrae — relatório sobre empreendedorismo feminino, segundo o qual mulheres de 50 a 64 anos representaram 38% das empreendedoras iniciantes em 2023. As mulheres são protagonistas do novo cenário do empreendedorismo brasileiro. Nancy Lino

  • ENALDINHO em “A Origem de Happy/Angry” faz alerta sobre bullying no Dia das Crianças, 12 de outubro, no Qualistage.

    Fenômeno do YouTube leva sua história para os palcos em uma peça emocionante que aborda bullying, superação e o poder dos sonhos Enaldinho - foto divulgação Enaldinho, um dos maiores nomes do YouTube no Brasil, retorna aos palcos em 2025 com um novo espetáculo teatral que promete muito mais do que diversão. ‘A Origem de Happy/Angry’ mistura humor, ação, música e interatividade para contar uma história inspiradora que, apesar do tom leve e envolvente, trata de temas profundos e importantes — como o bullying e a luta pela autoestima — de forma acessível e tocante para crianças, adolescentes e suas famílias. Dessa vez, o influenciador vai além do entretenimento, e compartilha por meio da ficção partes da sua própria trajetória. O personagem Happy representa o jovem Enaldinho, um garoto sonhador que quer ser youtuber, mas precisa enfrentar muitos desafios para acreditar em si mesmo — incluindo Angry, sua contraparte que simboliza seus medos, inseguranças e momentos difíceis. A peça mostra que por trás dos vídeos criativos e engraçados está um jovem que já passou por situações de bullying e usou a própria dor como combustível para vencer. O bullying ainda é uma realidade muito presente nas escolas e uma grande preocupação para pais e educadores. Ao abordar esse tema de maneira lúdica e sensível, Enaldinho cria um espaço de reflexão para o público infantojuvenil e contribui com uma mensagem de empatia, respeito e resiliência. A peça estimula conversas importantes dentro de casa e na sala de aula, mostrando que o entretenimento também pode ser ferramenta de transformação. Enaldinho - foto divulgação Na escola, Enaldinho enfrenta provocações constantes da turma dos “populares”, liderada por Rei e composta por Vini, Larissa, Nicolas e Jessi. Mesmo diante da rejeição, ele persiste no seu sonho. Com o tempo, seus colegas descobrem seu canal no YouTube e passam a enxergá-lo com outros olhos, reconhecendo seu talento, carisma e autenticidade. O espetáculo se desenvolve com momentos de emoção, superação e grandes revelações — incluindo o surgimento do novo vilão do canal: Happy/Angry. Com um cenário tecnológico e vibrante, que inclui painéis de LED, efeitos especiais e performances musicais, A Origem de Happy/Angry proporciona uma experiência imersiva e emocionante para toda a família. No final da peça, um mistério é revelado: a origem do enigmático vilão que continuará suas aventuras no canal do Enaldinho, mantendo o universo da história vivo também no mundo digital. Mais do que uma peça, A Origem de Happy/Angry é um convite para refletir sobre empatia, respeito e a importância de acreditar em si mesmo. Uma prova de que é possível entreter e educar ao mesmo tempo — algo que Enaldinho tem feito com maestria ao longo de sua carreira. SERVIÇO: Enaldinho Segunda - 12 | OUTUBRO Apresentação às 17h30 Casa abre às 15h30 QUALISTAGE Av. Ayrton Senna, 3000 - Via Parque Shopping A partir de R$ 60,00 Vendas no https://qualistage.com.br/enaldinho Ou na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque - Av. Ayrton Senna, 3000 - Barra da Tijuca, RJ De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local. Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados Acessibilidade Classificação: LIVRE - Menores de idade acompanhados dos responsáveis legais Rozangela Silva

  • Lausanne recebe edição suíça do “Conexão Global”, liderado por Ana Poltera, com foco em “pertença, redes e valorização da vida”

    Sob o lema “Conectar também é salvar”, encontro reuniu mulheres e profissionais em uma programação dedicada à vida, à transformação e às conexões Foto: Agência Incomparáveis Lausanne recebeu, entre 25 e 27 de setembro, a edição suíça do “Conexão Global”, uma iniciativa que reuniu mulheres, profissionais, empresários, escritores, terapeutas, especialistas e representantes de diferentes áreas em torno da “valorização da vida, saúde emocional, literatura, empreendedorismo e criação de redes internacionais”. Realizado nas instalações da Église du Centre, localizada na Place Chauderon 16, em Lausanne, o encontro integrou a programação associada ao “Setembro Amarelo” e foi acompanhado de perto pela Agência Incomparáveis. A programação principal foi antecedida pelo pré-lançamento da revista “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, no dia 24, no restaurante “Origens”. A realização em território helvético teve Ana Poltera, empresária, escritora, mentora e franqueada da “Conexão Global Suíça”, como uma das principais responsáveis pela organização local, em articulação com Rayssa Lucena, CEO da “Conexão Global”. A edição procurou reunir diferentes áreas num mesmo espaço, com palestras, talk shows, testemunhos, apresentações de projetos, literatura, networking e debates relacionados com saúde emocional, violência doméstica, abuso, imigração, identidade, relações pessoais e desenvolvimento de negócios. Ana Poltera - Foto: Agência Incomparáveis A programação foi construída no contexto do “Setembro Amarelo”, campanha de sensibiliz ação para a prevenção do suicídio, e deu espaço a testemunhos pessoais relacionados com momentos de “vulnerabilidade e reconstrução”. Ana Poltera colocou a própria história no centro dessa mensagem ao recordar que, aos 19 anos, atravessou um período em que tentou pôr termo à própria vida. “Eu, Ana Poltera, aos 19 anos, estava a tentar tirar a minha própria vida. Mas esta Ana trouxe-me até aqui porque ouviu o chamado da vida”, afirmou, relacionando o testemunho pessoal com o conceito que sustenta o projeto “Chamadas para Gerar”. A iniciativa esteve igualmente ligada ao pré-lançamento da revista “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, construída em torno de 52 histórias de mulheres e com participação editorial de Linia Brandt, presente no evento, sendo conhecida também como idealizadora e coordenadora do “Fórum Internacional SABE 2026”, dedicado à Saúde, Autocuidado e Bem-Estar, e CEO do Grupo ELB Network. Ana Poltera explicou que o conceito de gerar ultrapassa a maternidade e procura abranger diferentes dimensões da vida pessoal e profissional. “Primeiro, nós geramos a mulher em nós, para que essa mulher possa gerar em todas as áreas da vida. E ‘Chamadas para Gerar’ é a história de 52 mulheres. São 52 mulheres, 52 histórias, 52 chamados”, afirmou. Ao longo dos três dias, empresárias, lideranças, profissionais da área médica, terapeutas, escritores e responsáveis por projetos sociais lusófonos partilharam o mesmo espaço, numa lógica de “articulação entre conhecimento técnico, experiências pessoais e criação de redes”. Rayssa Lucena, por sua vez, destacou a criação destas redes como um dos objetivos do projeto. “Quando um abre a porta para o outro, a força torna-se bem maior, independentemente do sonho que se tem”, afirmou, referindo que a expansão internacional da iniciativa procura permitir que participantes desenvolvam contactos e projetos para além dos respetivos países de residência. No encerramento, Rayssa Lucena considerou que o resultado da edição suíça deve ser medido também pela experiência proporcionada aos participantes. “O resultado é vivência. É partilhar a transformação, poder chegar ao outro lado junto com o público que precisa de ser reconhecido, que precisa de ser visto”, disse esta CEO, que acrescentou que o propósito passa por criar condições para o desenvolvimento em diferentes dimensões da vida. Ana Poltera - Foto: Agência Incomparáveis “É engrandecer de forma espiritual, emocional e financeira”, afirmou. Questionada sobre o significado da passagem do “Conexão Global” por Lausanne, resumiu: “É poder de execução, é poder de pertença e eficácia”. A realização do encontro contou também com o envolvimento de Sidnei Cintra, cantor, pastor da Église du Centre e palestrante na programação. A dimensão social incluiu referências ao “Project Rescue”, liderado por Kátia Medeiros, direcionado para informação e assistência a vítimas de tráfico de pessoas, exploração sexual e laboral e violência física e emocional, além de iniciativas ligadas à violência doméstica e à criação de redes de apoio. Participou igualmente Pauliana Soares, apresentada no encontro como empresária internacional, diplomata civil e mentora, além de franqueada do “Conexão Global em Cancun, Marrocos e Goiánia”. A literatura ocupou também parte da programação, com livros, autores, experiências editoriais e testemunhos, tendo a participação de Linia Brandt, CEO do Fórum Internacional SABE - Saúde, Autocuidado e Bem-Estar e responsável pela “Suíça Literatura Network”. Em tom de balanço, Ana Poltera destacou o significado da primeira edição realizada na Suíça francófona. “A minha emoção é nota mil, porque realmente testei a minha capacidade aqui na Suíça, na Suíça francesa”, afirmou esta responsável, que explicou ainda que a escolha dos participantes resultou do conhecimento prévio das respetivas histórias. Ana Poltera - Foto: Agência Incomparáveis “Eu conheço cada história, cada pessoa. Já conversei com todos eles antes”, disse. Ana Poltera confirmou também a continuidade do projeto, com uma nova edição do “Conexão Global Suíça” prevista para setembro de 2027. O encontro de Lausanne terminou com networking entre participantes e com a perspetiva de manutenção das ligações estabelecidas durante os três dias. Entre empresárias, lideranças, profissionais de saúde, escritoras, terapeutas e responsáveis por projetos sociais, a organização procurou transformar a reunião de mulheres e profissionais de diferentes áreas numa plataforma para novos projetos e parcerias. A frase repetida por Ana Poltera ao longo da programação sintetizou a mensagem escolhida para esta edição: “Conectar também é salvar”. Ígor Lopes

  • O aniversário do homem que levou 60 amigos escolhidos a dedo para a Ilha da Gigóia

    O empresário Luís Villarino comemorou seu aniversário no Solar das Palmeiras, na Ilha da Gigóia, ao lado de 60 amigos escolhidos a dedo. A festa teve tudo o que ele gosta: mesa farta, música boa, gente querida e muita animação. O aniversário teve, realmente, a cara de Villarino. Foi uma tarde para guardar na memória, tendo a Ilha da Gigóia como cenário. Ariadne Coelho, a musa das obras de Michelangelo, que as esculpiu chorando de emoção. O aniversariante mais carioca do RJ, entre as belas Fernanda de Jora e Zizi Magalhães (sem Christian, a bolsa). Villarino com a mais íntegra e autêntica jornalista de todos os tempos, Gilsse Campos. Márcia Romão, como sempre, um escândalo de linda, com o aniversariante. A conceituadíssima e maravilhosa advogada Valéria Bloise com a belíssima Ariadne Coelho. A mesa da felicidade: Carlos Maranhão, Eda Picello, Gisah Moreno e Luís Villarino. A mineira mais gente boa do mundo, Constança Castello Branco, com Cesar Gabriel de Almeida. Villarino e a então candidata a deputada federal Viviane Fernandes, a rainha de Búzios. O trio perfeito: Scheila Senra entre Raquel Rossi e a chiquérrima socialite Meri Kraskoff. O aniversariante e Hanna Cantora. Cesar Gabriel de Almeida

  • Abertura das exposições individuais de Bruno Bogossian e Emika Takaki, na Arthur Fidalgo Galeria, em Copacabana. Fotos: Vera Donato.

    Duas individuais, de Bruno Bogossian e Emika Takaki, reúnem diferentes perspectivas sobre a memória, a cidade, a ancestralidade e o imaginário contemporâneo, com curadoria de Vanda Klabin. Os artistas Bruno Bogossian e Emika Takaki. A Artur Fidalgo Galeria, em Copacabana, abriu duas exposições individuais: “Caleidoscópica”, do artista Bruno Bogossian, e “Uma Certa Memória”, da artista Emika Takaki. Ambas têm curadoria de Vanda Klabin. As exposições podem ser visitadas até 30 de outubro. Marcelo D2 e Luiza Machado Bruno Bogossian, Luiza Machado, Marcelo D2 e Pedro Scooby Claudia Bastos e Tiago Lins Abilio Rabello, Marcelo Tello, Orlanda Freire, Bruno de Lacerda e Daniel Marcondes Bruna Dias, Bruno Bogossian e Ana Cristina Carvalho Cynthia Fidalgo, Joao Mauricio Araujo Pinho, Dagmar Brunet, Leonardo Brunet, Artur Fidalgo e Luciana Araujo Pinho Bruno de Lacerda, Danylo Rodrigues e Daniel Marcondes Andrea Brito, Pedro Scooby, Bruno Bogossian, Thomaz Velho, Vanda Klabin, Artur Fidalgo e Emika Takaki Chico Vartulli e Orlanda Freire -Andrea Brito e Thomaz Velho Bernadete Simonelli, Chico Vartulli, Bruno Bogossian e Regina Bogossian Pedro Scooby e Bruno Bogossian Pedro Scooby e Bruno Bogossian Dagmar Brunet, Cynthia Fidalgo e Leonardo Brunet Sergio Zobaran, Zaza Lima e Joao Victor Lioi Flavio Flock e Livia Arbex Andrea Brito, Bruno Bogossian e Thomaz Velho Auriete Middleton e Ana Torres Elisa Regina e Patricia Reis Oliveira Artur Fidalgo, Willy Reuter e Rawlson de Thuin Carlos Maranhao e Orlanda Freire Sergio Zobaran, Orlanda Freire e Cesar Gabriel de Almeida Vanda Klabin, Leonardo Brunet, Dagmar Brunet e Artur Fidalgo Artur Fidalgo, Leonardo Brunet, Vanda Klabin, Dagmar Brunet e Cesar Gabriel de Almeida Ana Torres, Auriete Middleton e Vicent Kieffer Bruno Bogossian e Orlanda Freire Bruno Bogossian, Rafael Meggetto e Omep Nazareth Evaristo e Gorete Colaco Abilio Rabello, Regina Bogossian e Marcelo Tello Bernardo Bogossian, Regina Bogossian(entre seus filhos) Bruno Bogossian Diana Couto e Felipe Maranhao Willy Reuter, Cynthia Fidalgo e Artur Fidalgo Christin Ewen Jeannine Crepon Thyna Mendes, Bruno Bogossian e Bea Machado Marco figueiredo e Fernanda Delpizzo Zaza Lima, Danton Jobim e Mariana Lloyd. Enzo Bogossian, Regina Bogossian, Bruno Bogossian e Renata Lembo Fabienne Bezerra, Cynthia Fidalgo e Priscila Bodin Marilu Rangel, Thyna Mendes, Regina Bogossian e Luis Villarino Julieta Magalhaes e Ana Paula Leao Teixeira Fabienne Bezerra e Priscila Bodin Paula Villar e Alejandro Saavedra Ana Portes e Thalita Sauwen Joao Pedro Muniz Marco Rodrigues, Ligia Teixeira e Zizi Baptista Tony Colon, Val Guimaraes e Smutje Guimaraes (pet viaja o mundo inteiro) Gustavo Bordallo e Hugo Martins Vanda Klabin e Luiz Carlos Ritter Cynthia Fidalgo, Clauky Boom e Juliana Werneck Beatriz Piloto e Marise Piloto e Emika Takaki Luiz Carlos Ritter, Vanda Klabin, Artur Fidalgo, Emika Takaki e Patricia Costa Marise Gollo e Regina Bogossian Patricia Costa, Vanda Klabin e Artur Fidalgo Patricia Dias e Yuna Ferrari Regina e Bruno Bogossian(com sua mãe) Bruno Bogossian Cynthia Fidalgo, Pedro Varela, Emika Takaki, Artur Fidalgo e Vanda Klabin Vanda Klabin, Emika Takaki e Artur Fidalgo Emika Takaki Cynthia Fidalgo, Artur Fidalgo, Bruno Bogossian e Emika Takaki Mila Kopp Joseph John Anderson Duim Andrea Brito, Thomaz Velho, Emika Takaki e Vanda Klabin CALEIDOSCÓPICA: BRUNO BOGOSSIAN Ativo na cena artística há mais de 25 anos e ex-integrante do icônico Fleshbeck Crew — coletivo pioneiro e fundamental para a explosão do grafite carioca nos anos 1990 e 2000 —, o artista quebra um hiato de uma década sem realizar exposições individuais no Rio de Janeiro. Embora tenha integrado importantes mostras institucionais nos últimos anos (como o festival Arte Core no MAM Rio e Centro Cultural Correios), esta exposição marca um retorno aguardado: celebra seus 10 anos de representação e parceria com a Artur Fidalgo galeria. Em Caleidoscópica, BR expande sua pesquisa de matriz urbana em uma seleção de trabalhos inéditos que reúnem pintura, desenho e escultura. Através de contrastes marcantes de cores e formas geométricas, o artista organiza fragmentos, botânica, vestígios arquitetônicos e signos do nosso imaginário social. UMA CERTA MEMÓRIA: EMIKA TAKAKI Em sua primeira exposição individual, a artista apresenta uma série de pinturas recentes que transitam por objetos simbólicos do cotidiano. Suas telas funcionam como potentes metáforas visuais em torno do silêncio, da ancestralidade e da diáspora nipo-brasileira. Através de rigorosos campos monocromáticos e do uso de cores escassas, o trabalho de Emika transforma o ato de olhar em um espaço de contemplação e encontro profundo entre o passado e o presente, a nostalgia e o esquecimento. SERVIÇO: Exposições de arte até 30 de outubro. Curadoria: Vanda Klabin Abertura: 1° de outubro (quinta-feira — 19h às 22h) Local: Artur Fidalgo galeria Rua Siqueira Campos, 143, 2° piso, loja 1, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ Vera Donato

  • Nova leitura de Frankenstein em montagem que cruza diferentes linguagens no CCBB Rio

    Espetáculo do Coletivo Gompa, inspirado no clássico de Mary Shelley, cruza teatro, dança, artes visuais e música para discutir identidade, colonialismo e dominação "Frankenstein" Crédito fotográfico - Vilmar Carvalho E se a criatura de Frankenstein fosse uma mulher que se recusasse a corresponder aos desejos de seu criador? É a partir dessa inversão que o Coletivo Gompa constrói sua versão de Frankenstein, espetáculo dirigido por Camila Bauer, vencedora do Prêmio Shell de Melhor Direção em 2025 por Instinto. A montagem chega ao CCBB Rio para uma temporada de 14 de outubro a 15 de novembro, dentro da ocupação Gompa no CCBB Rio — Frankenstein para Todas as Idades. Inspirado no clássico de ficção científica de Mary Shelley, o espetáculo reconta a história da criatura criada pelo cientista Victor Frankenstein. Porém, a montagem vai além, parte da ideia de um ser formado por partes de outros seres para construir uma metáfora da diversidade que caracteriza a sociedade brasileira - um corpo feito de muitos corpos, marcado por processos de colonização, apagamento e disputa de identidades. "Frankenstein" Crédito fotográfico - Vilmar Carvalho No palco, essa reflexão ganha forma nos corpos dos bailarinos Fabiane Severo e Alexsander Vidaleti, protagonistas de uma encenação que combina teatro, dança, artes visuais e trilha sonora original. A criatura é uma mulher que não consegue — e tampouco deseja — adaptar-se aos desejos do homem que a criou. É nesse confronto que o espetáculo abre espaço para uma perspectiva decolonial e para questões relacionadas à dominação cultural, de gênero e de pensamento. “Eu sempre gostei muito desta obra, de como ela revela nossa incompletude, nossa dificuldade de lidar com as perdas e nosso desejo de driblar a morte”, explica Camila Bauer. Para a diretora, a escolha de Frankenstein também permite perguntar quem somos diante da mistura de histórias, culturas e corpos que formam a humanidade. “Quem somos nós, em meio a esta colcha de retalhos que é a própria humanidade? E como decolonizamos nosso pensamento?”, questiona. A montagem integra a trajetória de pesquisa do Coletivo Gompa, grupo fundado em Porto Alegre em 2014 e dedicado ao cruzamento entre teatro, dança, música, artes visuais e audiovisual. Em pouco mais de uma década, o coletivo criou 12 espetáculos, entre eles As Aventuras do Pequeno Príncipe, Margem Oculta, Olga, Derrota, Amazônia, Instinto e Meretrizes. À frente da encenação, Camila Bauer reúne uma trajetória que passa pela direção teatral e pela dramaturgia. Professora de dramaturgia do Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a diretora também assina trabalhos como A Menina dos Olhos d’Água e Meretrizes. >> Programação - Oficinas gratuitas HISTÓRIAS DE ARREPIAR: QUEM ESCREVE SEUS MEDOS ESPANTA Oficina com Pedro Bertoldi, 20 vagas. 31/10, sábado, das 15h às 17h Local: Teatro II Público-alvo: adolescentes de 12 a 16 anos Inscrições: bb.com.br/cultura O que faz uma história dar medo? É o monstro que aparece ou aquilo que a gente imagina que está escondido? E se os seus medos pudessem virar personagens, cenas e histórias? Nessa oficina de escrita criativa, adolescentes de 12 a 16 anos são convidados a explorar o universo do terror por meio da imaginação, da escrita, da dramaturgia e das artes visuais. A partir de jogos e exercícios de criação, os participantes vão inventar criaturas, construir personagens e universos, experimentar atmosferas de suspense e descobrir como transformar medos — reais ou imaginários — em histórias de arrepiar. Serão investigados os ingredientes de uma boa história de terror para descobrir como criar suspense, tensão, surpresa e personagens que sejam capazes de nos levar para dentro dessas histórias. "Frankenstein" Crédito fotográfico - Vilmar Carvalho ERA UMA VEZ… CRIAÇÕES ASSOMBRADAS PARA CRIANÇAS Oficina com Pedro Bertoldi, 20 vagas. 1º/11, domingo, das 15h às 17h. Local: Teatro II Público-alvo: crianças de 8 a 11 anos Inscrições: bb.com.br/cultura Como tirar do papel um monstrinho e transformá-lo em uma história só dele? A oficina de criação de histórias é direcionada a crianças de 8 a 11 anos, que serão convidadas a entrar em um universo de criaturas estranhas, divertidas e um pouquinho assustadoras. A partir da criação de monstrinhos nas artes visuais, os pequenos vão ser convidados a imaginar quem são esses seres, onde vivem, do que têm medo, o que desejam e quais aventuras podem viver. Entre desenhos, colagens, personagens, jogos teatrais e criação de histórias, a oficina propõe um encontro entre artes integradas, criação de histórias e literatura, estimulando a imaginação e fantasia na superação dos medos da infância. DRAMATURGIA DA MÁSCARA Oficina com Liane Venturella, 30 vagas. 21, 22 e 23/10 — quarta, quinta e sexta-feira — das 15h30 às 18h. Local: Teatro II Público-alvo: atores, bailarinos e demais artistas da cena, estudantes com ou sem experiência prévia no uso de máscaras. Inscrições: bb.com.br/cultura Atriz e diretora de premiados trabalhos de teatro de máscaras, Liane Venturella conduz uma oficina dedicada à dramaturgia que nasce do corpo, da escuta e da percepção. Sem o recurso da palavra, a máscara convida a aguçar os sentidos e perceber aquilo que nem sempre é possível ver e dizer. O corpo passa a escutar, pensar e narrar: um olhar, uma pausa ou um pequeno gesto podem revelar uma história inteira. Paradoxalmente, ao esconder o rosto, a máscara permite que sentimentos, desejos e impulsos ocultos venham à superfície. Ao longo de três encontros, os participantes experimentarão princípios do jogo com máscaras expressivas, trabalhando presença, precisão, economia de movimentos, relação com o espaço e construção de pequenas dramaturgias sem palavras. Cada participante será convidado a descobrir uma figura e, por meio dela, criar sua própria narrativa. Serão utilizadas máscaras expressivas adquiridas junto à Trestle Theatre Company, da Inglaterra. Não é necessária experiência anterior com máscaras. APARIÇÕES Intervenção cênica no CCBB 23/10, sexta-feira, às 18h. Gratuito e sem necessidade de retirada de ingressos. Às 18h, as criaturas começam a aparecer em diferentes pontos do CCBB. Figuras mascaradas atravessam corredores, ocupam passagens, observam, escondem-se e aproximam-se do público, transformando o espaço cotidiano em território do estranho e do inesperado. Criada a partir da oficina Dramaturgia da Máscara e em diálogo com o universo de Frankenstein, a intervenção sem palavras investiga o que permanece oculto e o que vem à tona. OFICINA DE DRAMATURGIAS DO CORPO PARA ATORES E BAILARINOS Oficina com Letícia Paranhos, 20 vagas. 28 e 29/10, quarta e quinta-feira, das 18h às 21h. Local: Teatro II Público-alvo: atores, bailarinos e demais artistas da cena, estudantes com ou sem experiência prévia em dança Inscrições: bb.com.br/cultura A proposta é investigar o estranho não como algo a ser corrigido, mas como potência de criação. Um convite para sair do corpo habitual, desconstruir referências e descobrir movimentos que talvez ainda não tenham nome. Não é preciso ter um corpo “ideal” ou uma experiência específica em dança. É preciso apenas disponibilidade para experimentar, imaginar e deixar o corpo e assumir novas formas DANÇAS URBANAS PARA CRIANÇAS Oficina com Thiago Ruffoni, 20 vagas. 07/11, das 15h às 17h, sábado. Local: Teatro II Público-alvo crianças a partir dos 7 anos Inscrições: bb.com.br/cultura A partir das danças urbanas, a oficina convida as crianças a brincar com um corpo que pode se desmontar e se reconstruir de muitos jeitos. Braços, pernas, cabeça e tronco ganham movimentos próprios, criando corpos estranhos, divertidos e inesperados. Em duas horas de experimentação, ritmo e imaginação, cada criança poderá inventar novos modos de mover, combinar e transformar o próprio corpo. OFICINA DE DRAMATURGIAS HÍBRIDAS Oficina com Camila Bauer, 30 vagas. 12/11, quinta-feira, das 14h às 17h Local: Teatro II Público-alvo: artistas da cena, escritores estudantes e pessoas interessadas em escrita. Um texto precisa escolher o que quer ser? Nesta oficina, a escrita teatral vira território de mistura e experimentação. A partir de exercícios práticos, os participantes criarão fragmentos que atravessam teatro, poesia, narrativa e outras formas de escrita, desmontando fronteiras e experimentando diferentes maneiras de construir dramaturgia. >> Camila Bauer Camila Bauer é diretora teatral e professora de dramaturgia do Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutora pela Universidade de Sevilha e pela Universidade Livre de Bruxelas com estâncias na Espanha, França e Bélgica. Desenvolveu diferentes projetos de direção cênica, os mais recentes sendo A Menina os Olhos d´Água (2025), que retrata as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul e já foi exibido na Alemanha, e Meretrizes (2023), espetáculo de teatro documental que pesquisou a prostituição em Porto Alegre — ambos produzidos pelo Coletivo Gompa. Camila já recebeu uma série de indicações e troféus em premiações de teatro, como o Prêmio Shell de melhor direção por Instinto e os troféus Tibicuera de direção e espetáculo por Chapeuzinho Vermelho, prêmio Braskem em Cena de direção por Estremeço e de espetáculo pela ópera Dido e Enéias. Também já ministrou oficinas de dramaturgia na Espanha, México e diversas cidades do Brasil. >> Coletivo Gompa Fundado em Porto Alegre em 2014, o Coletivo Gompa é formado por artistas que desenvolvem projetos de experimentação em dramaturgia e linguagem cênica, pesquisando cruzamentos entre teatro, dança, música, artes visuais e audiovisual. Tem como ênfase a fusão das diferentes artes como princípio narrativo. As criações são feitas em colaboração com atores, bailarinos e músicos de diferentes escolas e companhias. O grupo possui também uma atenção especialmente voltada a experimentações de linguagens que ampliem os limites do que compreendemos por teatro para adultos e teatro para público infantojuvenil. Em pouco mais de uma década, o Coletivo Gompa produziu doze espetáculos teatrais premiados e vistos em várias cidades brasileiras e até fora do país, entre eles As Aventuras do Pequeno Príncipe (2014), Margem Oculta (2016), Inimigos na Casa de Bonecas (2018), Olga (2020), Derrota (2021), Amazônia (2022), Instinto (2023) e Meretrizes (2023). Também lançou cinco obras audiovisuais: A Última Negra (2021), Derrota (2021), A Avó da Menina (2021), A Mãe da Mãe da Menina (2021) e À Borda da Vida (2024). SOBRE O CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar. SERVIÇO: “Frankenstein”do Coletivo Gompa CCBB Rio — Teatro IRua Primeiro de Março, 66, Centro — Rio de Janeiro Temporada: de 14 de outubro a 15 de novembroQuartas, quintas, sextas, sábados e segundas, às 19h; domingos, às 18h.Não haverá apresentações entre 28 de outubro e 1º de novembro e entre 4 e 7 de novembro. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)Classificação: 14 anosDuração: 50 minutosIngressos: bb.com.br/cultura Ficha técnicaEncenação: Camila Bauer; Dramaturgia: Camila Bauer e Pedro Bertoldi; Colaboração dramatúrgica: Carina Corá; Direção coreográfica: Carlota Albuquerque; Elenco: Fabiane Severo e Alexsander Vidaleti; Narração: Sandra Dani e Elcio Rossini. Centro Cultural Banco do Brasil   Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ   Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br   Mais informações em bb.com.br/cultura Siga o CCBB nas redes sociais: x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj |tiktok.com/@ccbbcultura  Ingressos:   Meia entrada para estudantes, maiores de 65 anos e pagamentos com cartões BB. Para eventos gratuitos, a retirada de ingressos pode ser feita na bilheteria do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura. Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças). * *Domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017). Alex Varela

  • Comunicação informal: A “Radio Alcatifa” ou a “Radio Pião”? Muito mais do que simples fofoca...

    Continuamos a analisar as diferenças entre Portugal e o Brasil no mundo corporativo Imagem gerada por IA Poucas forças são tão poderosas nas organizações como a comunicação informal. Ela não aparece no organograma, não passa pelo e-mail oficial e raramente é assumida em reunião. Mas decide perceções, acelera boatos, destrói confiança e, às vezes, até corrige aquilo que a comunicação formal demorou demasiado a dizer. Em Portugal, essa rede subterrânea tem um nome quase delicioso: Rádio Alcatifa. No Brasil, o equivalente mais popular é a Rádio Pião. Os nomes mudam, claro. Mas o mecanismo é o mesmo: a informação circula pelos corredores, pelos grupos, pelas pausas, pelos olhares e pelas conversas laterais. E circula sempre mais depressa do que a organização imagina. A provocação aqui é simples: as empresas adoram controlar a comunicação oficial, mas ignoram a comunicação real. Porque a verdade é esta: a comunicação informal não é o problema. O problema é fingir que ela não existe. Quando a empresa não fala com clareza, a Rádio Alcatifa e a Rádio Pião ocupam o vazio. Quando a liderança é ambígua, o corredor interpreta. Quando há silêncio institucional, a cultura inventa uma narrativa. E, quase sempre, inventa uma versão pior do que a realidade. Em Portugal, a comunicação informal tende a ser mais discreta, mais codificada, mais subterrânea. A Rádio Alcatifa funciona com meia palavra, com insinuação, com leitura fina do que não foi dito. O problema é que essa discrição pode transformar-se em passivo tóxico: toda a gente sabe alguma coisa, ninguém sabe exatamente o quê, e toda a gente age como se soubesse mais do que diz. No Brasil, a Rádio Pião tende a ser mais aberta, mais veloz, mais expansiva. A informação espalha-se depressa, ganha corpo, emoção e contexto, e chega a mais gente com menos filtragem. O problema, aqui, é outro: a velocidade da circulação pode misturar facto com interpretação, intenção com rumor e criar uma sensação de verdade antes de existir uma verdade comprovada. E aqui está o ponto mais sério: a comunicação informal é inevitável porque os seres humanos são inevitavelmente relacionais. Quando a estrutura não explica, o grupo explica. Quando a liderança não nomeia, o sistema nomeia por ela. Quando a empresa não cria sentido, os corredores criam uma versão. Talvez seja por isso que a Rádio Alcatifa e a Rádio Pião sejam tão resistentes. Não são apenas fofoca. São mecanismos de sobrevivência organizacional. As pessoas usam-nos para preencher lacunas de informação, para testar o ambiente, para perceber o que realmente está a acontecer e para se protegerem da incerteza. Mas isso não significa que sejam inofensivos. Muito pelo contrário. A comunicação informal pode ser um excelente termómetro cultural. Pode revelar medos, expectativas e tensões que a organização ainda não assumiu. Mas, sem liderança responsável, transforma-se em distorção, ansiedade e cinismo. Em Portugal, a tendência é muitas vezes reagir à Rádio Alcatifa com mais contenção e mais formalidade. “Não se dá importância”, diz-se. Mas, enquanto isso, a narrativa já circulou e a perceção já se instalou. No Brasil, a tendência pode ser enfrentar a Rádio Pião com mais conversa, mais explicação e mais presença relacional. E isso pode funcionar se vier a tempo, com clareza e consistência. O desafio, portanto, não é eliminar a comunicação informal. Isso seria impossível e até indesejável. O desafio é reduzir a necessidade de ela substituir a comunicação oficial. Porque, quando a empresa é clara, a Rádio Alcatifa perde alcance. Quando a liderança é presente, a Rádio Pião perde combustível. E, quando há confiança, a informalidade deixa de ser arma e passa a ser apenas interação humana. No fundo, comunicação informal é isto: a versão não autorizada da cultura organizacional. E, entre Portugal e Brasil, essa versão muda de tom, de ritmo e de temperatura. Portugal sussurra mais. O Brasil espalha mais. Um insinua. O outro amplia. Mas ambos revelam o mesmo problema: onde falta verdade, sobra interpretação. Pedro Ramos

  • Sandra Dib e a Arte de Despertar a Autoestima Feminina

    A pele como tela, a alma como tinta e o poder transformador da maquiagem. Sandra Dib - Crédito fotográfico: Vinícius Bertoli Há quem veja na maquiagem apenas estética, cores e pincéis. Para Sandra Dib, no entanto, o ato de pincelar a pele alheia é, antes de tudo, um encontro terapêutico, um manifesto de autoestima e uma expressão artística visceral. Para Sandra, cada pincelada é um gesto poético, uma terapia e uma celebração da beleza que habita o invisível. Jornalista por formação pela Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro, ela sempre enxergou o mundo através de lentes criativas. Mas foi quando transformou o rosto na sua principal tela que a arte ganhou forma e voz em sua vida. Sandra Dib - Crédito fotográfico: Vinícius Bertoli Das telas de cinema aos rostos do mundo A jornada artística de Sandra cruzou fronteiras e encontrou nos bastidores do audiovisual internacional o seu campo de experimentação. Durante seis anos em Los Angeles (2005 a 2011) com uma passagem marcante por Las Vegas, Sandra levou sua técnica e sensibilidade para os sets de grandes filmes, séries e megaproduções. Pelas suas mãos passaram ícones da cultura pop e do cinema mundial, como Brad Pitt, George Clooney, Al Pacino, Maria Bello, Eva Longoria, Adam Sandler e Kim Kardashian. No clássico Treze Homens e um Novo Segredo, ajudou a esculpir as personas que habitam o imaginário coletivo do cinema. “Maquiei muitos homens no cinema também”, conta. Afinal, a maquiagem cênica exige a precisão de um pintor e a sutileza de um escultor: é preciso criar a ilusão sem perder a verdade do personagem. O sobrenome Dib e o retorno ao Brasil Em 2011, Sandra trouxe consigo uma bagagem técnica impecável, mas, acima de tudo, um propósito renovado. O próprio sobrenome carrega uma simbologia poética: Dib significa “lobo” em árabe, o animal que evoca a intuição profunda, a matilha, a proteção e a conexão com a essência. Em um mundo saturado de padrões artificiais, Sandra enxerga o ato de maquiar como um ritual de cura e resgate da autoestima, especialmente para mulheres 40+ que buscam se reconectar com a própria força. “A mulher tem que fazer de tudo para se sentir bem, se amar. Sempre tive um lado muito artístico pulsando em mim. Maquiar mulheres é uma verdadeira terapia. A felicidade e a beleza têm que vir de dentro; eu prezo por deixar as pessoas felizes, vivas, saudáveis.” O tempo, a sabedoria e a arte de viver Para Sandra, a arte da maquiagem é inseparável da arte de viver. Ao olhar para trás, a sabedoria acumulada na teoria, na meditação e no afeto transforma-se em filosofia diária. Se pudesse sussurrar um conselho para a jovem Sandra aos 19 anos, diria apenas: não tenha pressa e não se deixe levar pelo medo de perder nada (FOMO). “Tudo tem seu tempo criativo. Nem tudo é tão grave ou tão importante quanto a gente pensa na juventude. O que realmente importa é o que transborda de dentro para fora. Fazer o bem faz bem”, reflete. Com essa energia vibrante, um verdadeiro “sangue nas veias”, Sandra vive uma fase de plena expansão artística. Além de parcerias e projetos no ambiente digital, dedica-se ao ensino e à preparação de noivas para o seu grande dia, preparando o lançamento de uma Masterclass onde compartilhará não apenas técnicas, mas a sua visão poética da beleza. “Quem quiser aprender a transformar a maquiagem em arte e autoconhecimento, vem comigo”, convida. Conecte-se com Sandra Dib: Instagram:@sandradib Nando Andrade

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