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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Jussara Calmon - atriz

    Apresentação Jussara Calmon é atriz com uma longa e respeitada trajetória nas artes cênicas brasileiras. Com início no Teatro de Revista ainda no final dos anos 1970, construiu sua carreira transitando por diferentes linguagens — teatro, televisão e carnaval — sempre marcada pela entrega, pela disciplina artística e pela conexão direta com o público. Ao longo dos anos, trabalhou com grandes nomes da cena cultural e segue em plena atividade criativa, conciliando experiência, estudo constante e novos projetos. Entrevista DM — Ao olhar para sua trajetória, qual foi o momento mais marcante da sua carreira até agora? Jussara Calmon — O momento mais marcante são todos os meus próximos trabalhos, mas posso elencar um: fazer o papel de uma diretora na novela Chiquititas, em 2014. Eu vivi o personagem durante toda a novela e voltei para um dos públicos que mais gosto, o infantil. Foi — e ainda é — maravilhoso. DM — Como você avalia o cenário atual para quem deseja seguir a carreira artística no Brasil? Jussara Calmon — Se antes já era difícil, imagina agora. Tem muita gente talentosa sem oportunidade para mostrar seu trabalho. Falo por mim mesma: meu começo foi difícil. Eu não era só atriz, precisava produzir também para aparecer. A diferença hoje é a internet. Você pode ser bom, mas precisa ser ainda melhor para construir uma comunidade. Fazer publis, publicar monólogos, cantar suas músicas… É possível, mas ninguém chega lá sem o clamor do público, do on-line. DM — Quais foram as principais influências e aprendizados que moldaram sua formação como atriz? Jussara Calmon — Eu comecei com o melhor no Teatro de Revista, ainda no fim dos anos 70. Nomes como Haroldo de Oliveira, Colé, Nick Nicola, Henriqueta Brieba e Ankito me ensinaram muito e me ajudaram a ser o melhor que posso ser. Depois, enfrentei desafios ligados ao ego. Faço trabalhos não só para me projetar, mas para projetar os outros também. Passei por percalços ao confiar em pessoas erradas, mas hoje preciso pensar mais em mim como artista. Sinto que agora tenho mais experiência para criar, mais tempo, estou mais relaxada para compor e não paro de estudar personagens. DM — Existe algum trabalho recente que represente bem o seu momento artístico atual? Jussara Calmon — Sim, a peça Luz del Fuego. Minha grande inspiração foi a própria Luz del Fuego. Sou muito fã da sua trajetória e temos coisas em comum: somos empoderadas, guerreiras e lutadoras pelo nosso espaço. A peça encantou um grupo de nudez natural, o que foi um dos resultados mais interessantes. Eu amei isso. DM — Quais são seus próximos passos e projetos para o futuro? Jussara Calmon — Tenho próximos passos, sim, mas não posso contar muito. Um deles é fazer outra peça, uma comédia, talvez para 2027. Quero vocês na torcida. E tem mais: volto à avenida este ano, completando 47 anos de avenida, na Beija-Flor de Nilópolis. Quero todo mundo ligado, torcendo por essa escola que tanto amo . Criação de conteúdo digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinh o

  • O verão é uma sensação chamada “ RIO”

    Simbora! 2026 já começou com tudo.   Não sei vocês, mas por aqui entramos com os dois pés  direito e esquerdo sem cair em qualquer polêmica (ahahah, “Haivana”), desejando apenas um ano de pura luz e energia solar. E, convenhamos, não há nada mais solar do que a cidade do Rio de Janeiro. Nesta primeira edição do ano da minha coluna na Revista do Villa, vamos falar dessa cidade que é puro charme e também pura polêmica. O Rio não se explica, se sente. A gente respira Rio por ser filho dessa terra  e até quem não nasceu aqui acaba adotando a cidade como sua, transpirando seu jeito único de viver, envolvente, intenso e absolutamente irresistível. Difícil não se apaixonar pelo Rio. Você chega e já tá encantado: de um lado o Pão de Açúcar, do outro o Cristo Redentor, o Aterro com seu parque projetado por Burle Marx, vivo, pulsante, e a Praia de Botafogo, que depois de anos escondida finalmente ganhou sua primeira árvore de Natal. O lifestyle do verão é o Rio! E o Rio de Janeiro tem um jeito único de se mostrar: ele te seduz logo que você desembarca. Seja no Galeão, que voltou a operar com força total e, segundo dados da ANAC, transportou 9,7 milhões de passageiros de janeiro a julho de 2025, ou no Santos Dumont, que do carioca ao gringo mexe com o nosso olhar e comportamento. O 021 entra na veia, e a cidade já começa a falar com você. E até o nome da cidade tem história. Rio de Janeiro: os portugueses acharam que a Baía de Guanabara era a foz de um rio, lá em janeiro de 1502. Um engano geográfico que virou poesia, porque o Rio nunca foi sobre precisão, sempre foi sobre sensação. Não dá pra falar do Rio sem falar do estilo que nasce e se espalha pelas ruas e praias. Os biquínis verde e amarelo já viraram ícone e eu já garanti o meu! — reafirmam o estilo “Brazilcore”, que aqui sempre foi soberano e, hoje, virou febre no mundo todo. A camisa da Seleção, o verde e amarelo, esse ar tropical chic invadiram o street style lá fora, mas no Rio, camisa de time faz parte do dia a dia. Essa estética virou linguagem nas ruas, nos bairros e nas periferias; moda que tem nome e sobrenome e nasce com a gente. E não é só roupa: a cidade também se veste de música e tradição. A famosa roda de samba do trabalhador, comandada por Moacyr Luz; o samba do orelhão no Arpoador; a Feira da Glória, que reina soberana na diversidade. E é ali, entre o milho verde, o mate, a água de coco e o biscoito Globo, que a gente entende que é preciso abraçar quem move essa cidade. Os trabalhadores e trabalhadoras são o coração, a engrenagem que faz o Rio funcionar. Sem eles, não há verão possível, não há cidade viva, não há experiência completa. É no cotidiano de quem acorda cedo, enfrenta o calor, o transporte e a luta diária que o Rio mostra sua verdadeira força.   Não dá pra respirar verão de 45 graus sem pensar nas pessoas que vivem nos morros e vielas, sem sentir a cidade junto delas. Se o Rio tem beleza, grande parte dela vem de lá. O samba, o funk, o trap, o rap, o jongo  nasceram no morro, e não existe nada mais carioca do que isso. E quando falamos de Alcione,  Tia Surica e Cartola não dá pra esquecer das quadras de Mangueira, da Portela, dos ensaios de escola de samba que não têm igual. É uma riqueza histórica vivida, sentida, falada. O suor desce na mesma proporção de uma cerveja gelada e dá vontade de estar lá, ouvindo a bateria e sentindo o surdo cantar. Mangueira teu cenário  é uma beleza, não tem como negar. O Rio, claro, não é só Zona Sul. Têm Niterói do outro lado da Baía, São Gonçalo, a riqueza cultural da Zona Norte, a força da Zona Oeste, os morros que guardam histórias e vozes, e os bairros periféricos que criam ritmo, moda e música. Toda essa diversidade é que faz o RJ ser único, pulsante e vivo. O crescimento da cidade vem com desafios, nos últimos dias a cidade bateu recorde de turistas, chegando a receber 2,19 milhões de turistas estrangeiros, dados divulgados pela Embratur. Melhorar a  Segurança, mobilidade, infraestrutura, organização dos espaços públicos e preservação ambiental precisam caminhar junto com o aumento do fluxo internacional. A orla, bem cuidada e planejada, é peça estratégica desse quebra-cabeça: sustenta a imagem global da cidade e reafirma o Rio, como capital onde a diversidade é pura experiência. Quando você olha tudo junto, o que aparece é um Rio protagonista no cenário internacional, competitivo e ao mesmo tempo emocionalmente irresistível. Entre ondas, botecos, boa gastronomia, morro Dois Irmãos, calçadão, Lagoa, Maracanã lotado, quiosques e quadras de samba, a cidade mostra que consegue ser global sem perder a alma — e a alma do Rio é inconfundível. Ser carioca é coisa nossa , e isso não tem nada mais brasileiro. Tá no borogodó que a gente carrega na alma, no sotaque, no jeito de encarar a vida, esse mesmo que deixa qualquer um louco. É a nossa informalidade e  isso já virou pesquisa: o puro suco de como ser carioca. Se tu não tem isso na alma, desculpa, só venha de férias mesmo… e tá tudo certo! Créditos nas fotografias: Daniela Teixeira Ana Paula de Deus

  • Posse Embaixadores do Rio na Sociedade Nacional de Agricultura

    Os primeiros 13 Embaixadores de Turismo do RJ tomaram posse nesta  quarta feira, em  cerimônia inovadora ,na Sociedade Nacional de Agricultura ,no centro do Rio ,Ao chegar os convidados foram recebidos com um welcome espumante.                    A cerimônia teve início às 15 h 30 min em ponto e foi comandada pelo professor Bayard Do Coutto Boiteux ,coordenador geral do programa dos Embaixadores ,que atuou como mestre de cerimônia e Matheus Oliveira na coordenação .O traje era casual chic,como demandam eventos de premiação não governamental e a cerimônia foi objetiva e rápida .                                                              Boiteux ,que coordena o programa há 40 anos fez uma breve apresentação de sua criação ,quando salientou que os homenageados foram escolhidos pelo trabalho que realizam através de suas profissões e o ineditismo de tal atividade ,que é muitas vezes mais importante que uma campanha promocional.O juri ,que escolheu os novos promotores do Estado do RJ,foi presidido pela baronesa Diana Macedo e integrado por Eric Herrero , Célia Domingues ,Zizi Magalhães ,Aloysio Teixeira ,Matheus Oliveira e Bayard  Boiteux .              A curadoria musical foi da Nosso Som produção ,que escolheu 25 músicas com espírito genuinamente carioca para a tarde de homenagens ,A organização ficou a cargo da Ascom Divulga Rio ,com mais de 15 anos de atuação no mercado carioca em eventos e assessoria de imprensa.        Após a cerimônia foi servido um vin d honneur com espumantes franceses,vinhos chilenos e italianos ,canapés de salmão e foie Gras ,delícias de bacalhau ,azeitonas trufas,salgadinhos de  carneiro e brigadeiros de chocolate belga . O fotógrafo Messias Martins mostra um pouco como foi a tarde de premiação. Divulgação Rio

  • Janaína Gazzoni - Atriz e Modelo

    Apresentação : Minha trajetória profissional teve início no mercado da moda e publicidade, com foco em ensaios fotográficos de destaque, o que me levou à capa da Revista Sul Capixaba. Participei, ainda, como presença VIP no Concurso de Beleza onde fui eleita Musa do Vasco da Gama pela revista Sul Capixaba . Logo depois, descobri minha verdadeira vocação ao ingressar na televisão, o que redirecionou minha carreira para o audiovisual. Tive o privilégio de realizar uma participação especial na novela "Vai na Fé", da Rede Globo, interpretando a promotora Andréia Aguiar.  Essa experiência reforçou minha paixão pela atuação e, hoje, dedico-me integralmente à minha carreira no cinema. Perguntas : 1. Qual foi o maior desafio da sua carreira até aqui — e como você superou?    O meu maior desafio foi manter o foco na carreira audiovisual vivendo em uma região afastada dos grandes centros de produção. A realidade do interior exige uma resiliência dobrada para quem deseja seguir este caminho. Enquanto o Rio de Janeiro é o coração das produções, a distância física impõe desafios logísticos e financeiros. Cada viagem foi um investimento pessoal importante para estar presente onde o mercado se concentra e consolidar meu espaço. Minha entrada na atuação aconteceu com uma participação na novela "Vai na Fé", da Rede Globo. Mesmo morando em uma cidade pequena do interior, mantive o foco total na minha profissionalização. Consegui realizar workshops, cursos de teatro e improviso, aproveitando todas as oportunidades que surgiram para construir a base que tenho hoje. Essa dedicação foi o que me permitiu conquistar o meu DRT, transformando a realidade local em uma carreira sólida e reconhecida, provando que a excelência técnica pode ser alcançada com determinação, independentemente da distância. 2. Existe alguma figura que inspirou ou continua inspirando seu trabalho? Por quê?    Inspiro-me no Chay Suede pela sua humildade e pela naturalidade que imprime na TV. Ele atua com uma fluidez que parece sem esforço, trazendo uma verdade única para o audiovisual. Admiro como ele equilibra carisma e amadurecimento, tendo sido consagrado no Melhores do Ano 2024 como Melhor Ator de Novela por seu trabalho em Mania de Você. Mesmo com esse reconhecimento, ele mantém a simplicidade e uma autenticidade que busco imprimir na minha própria trajetória." 3. Como você enxerga o cenário atual da sua área de atuação no Brasil?    Dedicação é o que separa quem espera pelo personagem de quem constrói a própria trajetória. Nós, atores, precisamos estar preparados, tanto em conhecimento e técnica quanto no âmbito emocional e físico, para que, quando a oportunidade bater à porta, possamos entregar um trabalho de excelência e manter a carreira em constante evolução. Em um campo onde a concorrência é vasta, o preparo sólido é o único caminho para transformar desafios em protagonismo. 4. Quais são seus próximos projetos ou metas para o futuro próximo?    Meus próximos projetos e metas estão diretamente ligados à minha consolidação no audiovisual. Recentemente, tive a alegria de atuar no filme da CPX: Bandido Bom é Bandido Morto', uma experiência que foi um marco para mim. Tive a honra de contracenar com atores incríveis, incluindo o Marco Antônio Gimenez, profissional que eu já admirava muito desde a adolescência, na época de Malhação. Ver-me ali, dividindo o set com ele, foi a prova de que aquela realidade que parecia distante na infância hoje é o meu presente. Minha meta agora é dar continuidade a essa trajetória, abrindo novas portas no cinema e no streaming. Sinto que o mercado está em um momento de expansão e que coisas grandes estão por vir. Estou focada em novos testes e em personagens que me permitam explorar a versatilidade que o projeto do 'CPX' já me exigiu. Estou vivendo um ciclo de muita colheita e mudanças positivas, e sigo com a certeza de que o melhor ainda está por vir." 5. Que conselho você daria para quem deseja seguir um caminho semelhante ao seu? Se você quer seguir um caminho parecido com o meu, o maior conselho que posso te dar é: não desanime quando o 'impossível' bater à sua porta. Quando as coisas ficarem difíceis, é aí que você precisa blindar sua mente com pensamentos positivos e manter a certeza de que vai conseguir. Tenha fé, porque com Deus e uma crença inabalável, não existe desafio que não possa ser superado. Nunca deixe de tentar! A insistência é o segredo. A caminhada pode ser árdua, mas coloque o seu máximo esforço e dedicação; quando você faz a sua parte, Deus se compromete com o restante e abre portas que ninguém pode fechar." Bruno Monçao

  • Gedivan de Albuquerque - ator, músico e criador cênico

    Apresentação Gedivan de Albuquerque é ator, músico e criador cênico, com trajetória profissional iniciada em 1977. Ao longo de décadas, construiu uma carreira sólida e múltipla no teatro, cinema, televisão e música, transitando entre produções autorais, grandes emissoras e projetos independentes. Atuou em montagens teatrais emblemáticas, novelas, séries, programas educativos, longas-metragens e curtas, além de compor mais de 40 trilhas musicais desde os anos 1970. Sua obra é marcada por um teatro energético, crítico e visceral, sempre comprometido com reflexão e expressão artística profunda. Entrevista DM — Qual foi o momento decisivo que definiu sua escolha pela profissão de ator? Gedivan de Albuquerque — O momento marcante foi durante os ensaios da peça Hoje é Dia de Rock, em 1971, no Teatro Ipanema. Ali percebi, de forma muito clara, que aquele espaço, aquele tipo de criação coletiva e aquela energia do palco eram o lugar onde eu queria estar. Foi ali que a decisão deixou de ser um desejo e passou a ser um caminho de vida. DM — Como você define o papel do artista dentro da sociedade brasileira? Gedivan de Albuquerque — O artista pode e deve divertir informando e informar divertindo. A arte tem essa capacidade de provocar reflexão sem perder o encanto, aguçando debates importantes em todas as áreas da sociedade. O palco, a tela e a música são espaços de comunicação poderosa, onde o pensamento crítico pode chegar às pessoas de forma sensível e direta. DM — Quais são os principais desafios da profissão ao longo dos anos e como você lidou com eles? Gedivan de Albuquerque — A dificuldade na manutenção da profissão continua sendo a mesma desde quando comecei: os altos e baixos. A instabilidade sempre esteve presente. A produção independente acabou se tornando o principal meio de sobrevivência nos períodos de escassez de trabalho. Muitas vezes, a criação passa a ficar por conta dos próprios atores e equipes, com soluções simples, baseadas na boa interação entre o time criativo e o técnico. Isso exige inventividade, parceria e resistência. DM — Quais referências artísticas influenciam sua forma de criar e desenvolver personagens? Gedivan de Albuquerque — Tenho referências muito claras em atores como José Wilker e Zé Carlos Machado. Também me interesso profundamente por temas específicos: Charles Darwin, as ditaduras populares, a loucura lúcida de Dom Quixote, Vianninha, e textos como Asdrúbal Trouxe o Trombone, da primeira fase. Gosto de um teatro contundente, energético, visceral — que provoque e não seja neutro. DM — Quais são seus projetos atuais ou desejos artísticos para o futuro próximo? Gedivan de Albuquerque — Um dos projetos que desejo realizar é uma releitura de Amor por Anexins, de Arthur Azevedo. É um texto que permite diálogo com o presente, sem perder sua força original, e que se encaixa muito bem na minha busca por um teatro vivo, crítico e comunicativo. Criação de conteúdo digital: Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • Rhana Abreu prestigia a estreia do show de Esdras Bedai no Blue Note Rio

    A cantora Rhana Abreu esteve no Blue Note Rio, em Copacabana, na noite de terça-feira, dia 13, para acompanhar a estreia do espetáculo “Trovão do Mangue: Da Lama ao Caos – Tributo a Pernambuco” , de Esdras Bedai, um dos nomes mais expressivos da percussão e da música criativa nordestina contemporânea. A presença de Rhana Abreu destaca a parceria musical selada, selada entre os artistas em duas faixas do álbum Episódio da cantora, nas músicas “Afrodite”  de Rhana Abreu e “Vamos Voar para a Lua” , composição de Esdras Bedai gravada por Rhana no mesmo álbum. O show marcou a estreia de Esdras Bedai no palco do Blue Note Rio e foi dedicado ao Movimento Manguebeat, referência da música brasileira surgida nos anos 1990 em Pernambuco. No repertório, o músico apresentou composições autorais e homenagens a artistas ligados ao movimento, como Chico Science e Nação Zumbi, além de participação especial da cantora e compositora Robertinha de Recife e do cantor, compositor e produtor Eugenio Dale. Percussionista, cantor e compositor, Esdras Bedai atua na fusão entre ritmos tradicionais nordestinos e linguagens contemporâneas. Em “Trovão do Mangue: Da Lama ao Caos”, o repertório incluiu gêneros como maracatu, coco, ciranda, afoxé, rock, funk, dub, MPB e música experimental. No palco, Esdras foi acompanhado por Rodrigo Pelot (guitarra), GuizaOnze (baixo), Jó Reis (bateria) e pelos percussionistas Fábio Gomes e Sabátuk, levando ao palco do Blue Note Rio um espetáculo dedicado ao Manguebeat, com um repertório que reúne sonoridades de diferentes matrizes urbanas e regionais do país.   Nando Andrade

  • Acordo UE–Mercosul marca “virada estratégica” no sistema internacional, avalia Funcex

    Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais sublinha que serviços, investimentos e dimensão institucional são determinantes no impacto do tratado para Europa, Mercosul, Brasil e Portugal “A assinatura política do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, concluída após mais de 25 anos de negociações, representa um marco relevante no atual sistema internacional e na reconfiguração das relações económicas entre os dois blocos”. A avaliação é da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), que acompanha o processo através da Funcex Europa e da Funcex Mercosul, sublinhando que “o alcance do acordo não se esgota na dimensão comercial”. Para o presidente da Funcex, António Carlos Pinheiro, o tratado deve ser analisado numa perspetiva mais ampla. “Ele é estratégico para a União Europeia e também para o Mercosul, em especial para o Brasil. São mais de um quarto de século de negociação”, afirmou este responsável, acrescentando que “não devemos observar o acordo só para o segmento comércio. Cabe identificar oportunidades no segmento serviços e investimentos”. O acordo cria um espaço económico que reúne mais de 720 milhões de pessoas e uma parcela significativa do PIB global, prevendo a eliminação gradual de tarifas sobre grande parte das trocas entre os blocos. Os benefícios comerciais, amplamente discutidos ao longo dos anos, apontam para ganhos relevantes no agronegócio sul-americano e para a indústria e os serviços europeus. Ainda assim, a Funcex destaca que o impacto mais estruturante reside na criação de previsibilidade regulatória, regras comuns e maior segurança jurídica, num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica e reconfiguração das cadeias de valor. Na leitura estratégica defendida por António Carlos Pinheiro, “o Acordo UE–Mercosul deve ser entendido como uma estratégia no sistema internacional, para além do impacto tarifário”. Ainda segundo este responsável, o avanço do texto sinaliza um reposicionamento institucional e geopolítico, com efeitos que já se fazem sentir nas decisões de investimento e no planeamento empresarial, mesmo antes da ratificação final pelos parlamentos nacionais. A Funcex observa ainda que o momento político do avanço do acordo, apesar das resistências manifestadas por alguns Estados-membros da União Europeia, revela uma reavaliação de prioridades no bloco europeu, num cenário de diversificação de parcerias externas. Para a fundação, o tratado assume também uma função de segurança económica, ao reforçar o eixo atlântico e ampliar alternativas estratégicas para europeus e sul-americanos. No plano luso-brasileiro, a instituição identifica oportunidades acrescidas. Com o acordo UE–Mercosul, a relação entre Brasil e Portugal tende a ganhar maior densidade estratégica, apoiada numa complementaridade económica já existente. Portugal mantém-se como plataforma natural de acesso ao mercado europeu para empresas brasileiras, enquanto o Brasil oferece escala, recursos e mercado consumidor. Neste contexto, a Funcex entende que o tratado “favorece a integração de cadeias de valor, sobretudo em serviços e investimentos, mais do que uma concorrência direta entre economias”. Para a Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais, o avanço do acordo representa “um marco na inserção internacional dos países envolvidos, mas o desafio central passa agora pela capacidade de coordenação entre setores público e privado”. “O nosso objetivo é transformar o potencial político e económico do tratado em ganhos concretos de competitividade, investimento e integração sustentável no comércio internacional”, finalizou António Carlos Pinheiro. Ígor Lopes

  • “O Mundo é Uma Ilusão”

    Estreou Las Choronas no teatro do CCBB-RIO 2.   O espetáculo é um produto da união das companhias Pigmalião Escultura que Mexe, Cia 5 Cabeças e Mulher que Bufa. Juntos transforma ram a cena vencedora e mais votada do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto 2022 em um espetáculo teatral inédito.   O texto de Byron O’Neill é contemporâneo, crítico, reflexivo, provocativo, caminhando entre o teatro do absurdo e o surrealismo, não-linear, fragmentário, estruturado em sketches que tratam de diversos temas como epidemias (de dança, de riso), liberdade, exclusão, manipulações, abandono, amor, estética, medo da morte, finitude, fome, entre outros, todos atrelados à uma profunda reflexão sobre a questão do existencialismo humano.   No nosso ponto de vista, o texto fica pouco compreensível quando há cenas apresentadas em outro idiomas que não o português. Quem não tem domínio do francês ou do italiano não consegue entender o que é dito, e acaba perdendo a lógica do texto. Este é um ponto negativo da apresentação.   A direção de Byron O’Neill é competente e bem realizada ao conseguir unir com sucesso atores, teatro de bonecos, dança, música e libras como linguagem dramatúrgica central, em uma experiência sensorial e sensível.   O elenco integrado por Aurora Majnoni, Carol Oliveira, Eduardo Felix, Joyce Malta, Liz Schrickte, Uziel Ferreira e Tom Forato, tem uma atuação comovente e digna de aplausos. Eles interpretam de forma correta, e também emocionam. Eles dançam, cantam, realizam gestos e expressões. Estão coesos, afinados e entrosados. Manipulam os bonecos, e também são manipulados por eles. Dominam o texto, transmitindo com clareza, bem como o palco, se movimentando intensamente e preenchendo todos os espaços. Portanto, uma atuação digna de elogios e aplausos.   Vale ressaltar que a direção incluiu Libras no espetáculo, realizada pelo ator Uziel Ferreira, intérprete de libras e libras musical, procedimento que funciona de forma adequada, e facilita a compreensão para pessoas não ouvintes. Nesse espetáculo o intérprete de Libras não está na parte lateral externa do palco, mas inserido nele junto com os artistas e participando da apresentação.   Além do atores humanos, há os bonecos criados por Aurora Majnoni, Eduardo Felix, Mauro Carvalho e Tom Forato. A produção da bonecaria é bem realizada, criativa e original. Os atores manipulam os bonecos, bem como são manipulado por eles, em um jogo visual instigante e provocador, chamando a atenção do público para as fronteiras entre humano e objeto, entre som e gesto, entre ouvir e ver.   No nosso ponto de vista duas sketches ganham maior expressividade.   A primeira, a da epidemia de dança, por nos presentear com o aspecto visual da Aurora, em toda sua imponência visual. E também por Aurora não conseguir para de dançar e ir à praça pública, para num momento de total liberdade, convidar a todos os agentes sociais marcados pela exclusão, como loucos, mendigos, vadios, meretrizes, ambulantes entre outros, para juntos dançarem. Momento de inclusão, de confraternização.   A segunda sketch que, no nosso ponto de vista, merece destaque foi a das duas amigas na academia de ginástica, mesclando atores e bonecos. Apresentação descontraída e bem humorada.   A cenografia e figurinos são de Eduardo Felix.   Os figurinos são adequados, de bom gosto, imperando os tons preto e vermelho, e facilitam o deslocamento dos atores pelo palco.   A cenografia é composta por um piso que é um tabuleiro de xadrez. Por sua vez, numa imagem visualmente bonita, há uma atriz suspensa inserida num imenso vestido vermelho, e que possui asas. Ela é a Aurora, a manipuladora. Quando ela abre as asas e movimenta-as causa um impacto visual emocionante. Os atores há reverenciam, com frequencia olhando-a, e ela manipula, em uma cena, as meninas Liz e Carol, até o momento em que Aurora corta os fios que as ligavam, e as duas ganham liberdade.   A iluminação criada por Marina Arthuzzi e Wellington Santos apresenta um bonito desenho de luz, realça a interpretação dos atores de seus personagens, e varia de acordo com cada cena e o contexto do assunto.   A trilha sonora criada por Las Choronas é adequada, e cada música selecionada está relacionada ao contexto da cena. Como exemplo selecionaram Cauby Peixoto e a canção Bastidores, com seu famoso verso: “Chorei, Chorei, até ficar com dó de mim...”, para dançar uma valsa e afogar as mágoas.   Ótima produção cênica! Alex Varela

  • Roberta Sá celebra lançamento de Tudo Que Cantei Sou no Teatro Riachuelo Rio

    Roberta Sá celebra lançamento de Tudo Que Cantei Sou  Cantora se apresenta no próximo dia 20 de janeiro no Teatro Riachuelo Rio  Gravado em setembro de 2025, na Casa de Francisca, em São Paulo, o audiovisual  Tudo Que Cantei Sou  marca duas décadas de trajetória de uma das principais vozes femininas da música brasileira contemporânea. Com o lançamento nos aplicativos de música e no YouTube,  Roberta Sá  divulga as primeiras datas da nova turnê com estreia em janeiro, trazendo para o palco a emoção e a força desse registro. O  Teatro Riachuelo Rio  recebe a cantora no próximo dia  20 de janeiro . O registro reúne 13 canções escolhidas a dedo, em um recorte sensível do show. Em formato intimista, Roberta Sá divide a cena com Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão) em um repertório que revisita momentos marcantes de sua carreira, com canções como “Marejada” (Roque Ferreira), “Cocada” (Roque Ferreira), “Pavilhão de Espelhos” (Lula Queiroga), as autorais  "Fogo de Palha” e “O Lenço e o Lençol” (Gilberto Gil e Roberta Sá), entre outras. Também integra o setlist “Olho de Boi” (Rodrigo Maranhão), canção que inspirou o título do projeto, a partir do verso: “O que não falei, sim / Tudo o que cantei sou.” Um dos pontos altos do trabalho é o bloco dedicado à produção musical feminina, onde Roberta exalta o talento e a diversidade de vozes de mulheres que transformam a cena musical brasileira. Ela interpreta “Lavoura”, de Teresa Cristina (sendo a primeira artista a gravar uma canção da compositora), presta homenagem a Rosa Passos com “Juras”, e celebra a nova geração de criadoras com “Virada” (Marina Íris e Manu da Cuíca) e “Essa Confusão” (Dora Morelenbaum, em parceria com Zé Ibarra). E quem for ao show que inspirou o audiovisual vai viver uma experiência ainda mais completa. No palco, Roberta amplia o repertório e convida o público a cantar junto grandes sucessos que marcaram sua carreira, como “Ah, Se Eu Vou” (Lula Queiroga), “Amanhã é Sábado” (Martinho da Vila) e “Samba de Um Minuto” (Rodrigo Maranhão).  Mais do que uma retrospectiva,  Tudo Que Cantei Sou  é uma afirmação artística e feminina: um olhar sensível sobre os caminhos que Roberta trilhou, do samba ao pop, do regional ao contemporâneo, e uma homenagem às mulheres, compositoras e parceiras que ajudaram a construir sua trajetória. Sobre o Teatro Riachuelo Rio O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40 , reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows.  Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço. Serviço  Teatro Riachuelo Rio Rua do Passeio, 40 – Centro, Rio de Janeiro Tudo Que Cantei Sou 20 de janeiro - Terça-feira - 20h Classificação : Livre Duração : 75 minutos Valores: Plateia VIP - R$ 200,00 Plateia - R$ 180,00 Balcão Nobre - R$ 140,00 Balcão 1 - R$ 140,00 Balcão 2 - R$ 50,00 Link de venda s:  https://www.ingresso.com/evento/roberta-sa-tudo-que-cantei-sou   Informações para a imprensa: MNiemeyer Assessoria de Comunicação - www.mniemeyer.com.br Juliana Rosa:  juliana@mniemeyer.com.br  / (21) 97209-5898   Alex Varela

  • A importante palavra Emocional!

    Quando estiver conversando com qualquer ser humano existente nesta terra, seja sempre cordial, falando o quanto essa pessoa é importante para a sua vida! Encorajando, motivando, entusiasmando e aumentando o nível astral dela para que na verdade, quando direcionar uma palavra acolhedora, amiga, extrovertida, animada e espontânea, no âmbito de fazer a outra pessoa sentir feliz… vai acabar ativando emoções de paz, alegria, amor e tranquilidade na alma. Desta forma o ideal na vida é sempre direcionar estas palavras no emocional do alheio para ele (a) despertar o desejo de continuar firme e ter coragem, fé, continuando a respirar bem, sorrir sempre, acreditando em um ambiente melhor. O destino de duas pessoas que cruzam e saibam dividir elogios verdadeiros uns com outros só vai fortalecer a serem prósperos nesta amizade longínqua. O espaço e tempo transforma... a felicidade de amar está ativa porque sabem que o melhor da vida está no envolver, construindo a mensagem certa no coração, condicionando a proeza do amor! A escrita foi inspirada pensando na minha amiga Cattileya my Little duke! Thank you to be My friend virtual tik tok! Nice to Meet! Jpp   João Paulo Penido

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