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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

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  • Paço Imperial inaugura a exposição “Gilberto Salvador – Geometria Visceral”

    Com curadoria de Denise Mattar, mostra apresenta um panorama da mais recente produção do artista, incluindo obras de acessibilidade Imagens divulgação   O Paço Imperial inaugura na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro de 2025, a exposição “ Geometria Visceral ”, com um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador . Com curadoria de Denise Mattar , serão apresentadas cerca de 40 obras , entre pinturas, esculturas e vídeos , que ocuparão todos os três salões do segundo pavimento do Paço Imperial. Há 17 anos sem expor no Rio de Janeiro , o artista tem uma forte relação com a cidade, tendo criado, inclusive, obras que retratam a paisagem carioca. Preocupado com a acessibilidade, o artista, que tem dificuldade de locomoção devido à paralisia infantil que teve aos 9 meses de vida, criou duas esculturas táteis, que poderão ser tocadas pelos visitantes . “Eu acho fundamental o público ter essa experiência”, afirma o artista.   A exposição será uma oportunidade para o público carioca ter contato com a obra deste importante artista, que tem mais de 60 anos de trajetória e nunca deixou de trabalhar, mesmo diante de tantas adversidades . “Vale observar que a obra de Salvador, integrante essencial da cena artística paulista, é hoje pouco conhecida no Rio de Janeiro, em grande parte devido às dificuldades de locomoção do artista, cadeirante, pouco afeito a evocar suas limitações físicas, e, exatamente por isso, um exemplo de resiliência e coragem. Com isso, a exposição reveste-se também de um caráter de ineditismo, oferecendo ao público carioca a oportunidade rara de descobrir um artista, na madura plenitude de sua produção”, afirma a curadora Denise Mattar.   A mostra será focada na produção mais recente do artista, mas começará com obras emblemáticas criadas nas décadas de 1960 e 1970, que pontuam o percurso de Gilberto Salvador nas artes. Entre elas estará “Viu...!” (1968), que destaca o embate com a ditadura militar, período de extrema importância na obra de Salvador. “Desde os seus primeiros trabalhos nos anos 1960, Gilberto soube fundir a racionalidade construtiva com um ímpeto visual orgânico. Suas primeiras experimentações gráficas e pictóricas revelam uma consciência política imbricada ao ato plástico — a cor como discurso, o traço como denúncia”, conta a curadora.   Gilberto Salvador começou sua trajetória com obras mais figurativas, que, aos poucos, foram se tornando mais abstratas. A curadora chama a atenção para a utilização de materiais diversos na obra do artista, como folhas de acrílico, tinta, metal e objetos variados, muitos deles vindos da construção civil, em uma referência à sua formação em arquitetura e urbanismo. “Gilberto incorpora diferentes materiais de uma forma absolutamente harmônica, é um trabalho muito rico de materiais, em todas as fases de sua trajetória”, ressalta.   Os recortes nas obras, destacando as formas, também são outra característica marcante do trabalho do artista, assim como as cores fortes e vibrantes, que fazem referência à brasilidade. “Quando eu era criança uma das coisas que mais me impressionava eram os cartazes que havia na porta dos cinemas, com uma cena printada na madeira e recortada como se ela estivesse ganhando vida. Esse fator se repetiu durante todo um percurso da minha obra e, ao mesmo tempo, ganhou um elemento de pintura muito forte que é o cromatismo, que são cores vibrantes, que tem a ver com a nossa questão tropical. O Brasil tropical é colorido, a nossa flora é colorida”, diz o artista, que trabalhou muito tempo com paisagismo. “Linhas geométricas, volumes fragmentados e composições calculadas evocam a sua formação como arquiteto e sua capacidade de construir mundos visuais nos quais o rigor formal é permeado por uma inquietação subjetiva. Por vezes seu trabalho se apropria de elementos da fauna, da mitologia indígena e do imaginário popular para compor um léxico visual brasileiro que propõe uma síntese entre memória coletiva e fabulação individual, explodindo em cor, ritmo e densidade simbólica”, ressalta a curadora.   O nome da exposição tem a ver com o fazer artístico de Gilberto Salvador. “O que mais me chama a atenção no trabalho dele, e por isso eu dei este título de Geometria Visceral , é que todo o construtivismo, a geometria, são absolutamente permanentes na obra do Gilberto, mesmo nas primeiras obras, que tem mais o espírito da Pop Arte, há a presença marcante da geometria. Mas sempre há um contraponto de uma forma orgânica presente em toda a obra dele”, diz Denise Mattar.   CONJUNTOS DE LINGUAGENS Logo no início da exposição estarão as obras históricas e também as obras táteis. Os trabalhos mais recentes estarão reunidos por temas, conjuntos de linguagens. Entre eles, estarão obras que trazem imagens do Rio de Janeiro. “São paisagens recortadas, que começam com o perfil dos dois irmãos, vão para as montanhas, pegam o Pão de Açúcar e o Saco do Mamanguá em Paraty. Há também uma pintura que traz o Pão de Açúcar de forma dramática, negro, cinzento, em grafite. Essas obras fazem referência aos desenhos que Thomas Ender fez quando esteve no Brasil com a princesa Leopoldina no século XIX”, conta o artista.   Um conjunto de obras com quadriculados, que lembram azulejos de piscinas, também chamam a atenção na mostra. “É uma memória gráfica da piscina, dos quadriculados que eu via durante as horas que passava nadando, e acabei incorporando aquilo quase como uma textura evidente do meu trabalho. Se olhar bem elas têm esse caráter gráfico que lembra um quadriculado e, ao mesmo tempo, gera uma tridimensionalidade que é aparente na hora em que a madeira é recortada”, conta o artista.   Haverá também uma série com nove obras amarelas em caixa de acrílico nas quais o artista coloca elementos diversos, como um prumo (instrumento usado na construção civil para garantir a verticalidade de estruturas), bolas de tênis pintadas de preto e placas de chumbo.   “Nesta coletânea uso uma série de linguagens com vários suportes diferenciados, que vão da aquarela à escultura, tudo dentro de caixas de acrílico. As placas de chumbo, por exemplo, são marteladas e costuradas na madeira para dar um aspecto de matéria orgânica”, explica o artista.   O acrílico também é utilizado em outras obras, que trazem um tipo específico do material, que polariza a luz. “Esse tipo de acrílico parece estar emanando luz devido à característica de sua estrutura molecular, a luz parece estar brotando do trabalho. Utilizo este material quase como uma veladura.”, afirma o artista. Um destes trabalhos estará na última sala, em uma parede pintada de preto, dando para perceber claramente o efeito de luminosidade.   Também na última sala, haverá uma série de vídeos sobre o artista e seu processo de processo de trabalho, apresentando também obras que não estarão na exposição, como uma série de aquarelas feitas com café e uma edição de gravuras em metal, ampliando o entendimento sobre a trajetória de Gilberto Salvador.    SOBRE O ARTISTA Gilberto Salvador (São Paulo, 1946) é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU/USP). Dentre suas principais exposições individuais, destacam-se “Água + Forte” (2017), no Museu de Arte Contemporânea de Campinas Jose Pancetti (MACC), em Campinas – SP; “Dois momentos” (2013), na Pinacoteca do Estado de São Paulo; “Gênesis” (2009), no Museu da Casa Brasileira (MCB), em São Paulo, SP; “Reflexões Visuais” (2006), na Galeria de Arte do SESI, no Espaço Cultural da FIESP, em São Paulo, SP; “O Reino Interior” (2001), na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em São Paulo, SP, e no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, PR; “30 Anos de Pintura” (1995), no Museu de Arte de São Paulo (MASP); “História natural do Homem Segundo Gilberto Salvador” (1985), no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em São Paulo, SP.     SOBRE A CURADORA Denise Mattar crítica de arte e uma das mais respeitadas curadoras do país. Atuou em instituições como o Museu da Casa Brasileira (SP), o MAM-RJ e o MAM-SP, além de assinar retrospectivas de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Portinari e Alfredo Volpi, várias premiadas pela APCA. Recentemente conduziu projetos de destaque como Armorial 50 (CCBB) e Nossos Brasis (Caixa Cultural) reafirmando seu papel como referência em exposições que unem rigor histórico e sensibilidade contemporânea.   Serviço: Gilberto Salvador – Geometria visceral Abertura: 9 de dezembro de 2025, das 15h às 19h Exposição: até 1º de março de 2026 Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [2° pavimento] Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h. Entrada gratuita Curadoria: Denise Mattar Patrocínio: Itaú Produção: Tisara Arte Produções Alex Varela

  • Centro Coreográfico do Rio oferece Oficina Gratuita de Produção Cultural para Dança

    Nos dias 06, 13 e 20 de dezembro de 2025 , o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro promove a Oficina de Produção Cultural para Dança , iniciativa gratuita voltada a estudantes e artistas de Dança e Artes Cênicas interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre criação, planejamento e realização de projetos culturais. Ministrada por Ary Freitas, Nando Andrade , Maciel Tavares, e o mestre  Roberto Lima , a oficina acontece em formato de roda de conversa e tem como objetivo estimular e desenvolver a capacidade de idealizar e executar ações culturais por meio de embasamento teórico e compartilhamento de experiências da cena local. A atividade abordará temas como pré-produção, execução, pós-produção, editais, perfis profissionais e metodologias aplicadas na área. O conteúdo parte do histórico e da incrível trajetória do Núcleo de Dança para Atores , coletivo carioca de dança-teatro com 25 anos de atuação e residência artística no próprio Centro Coreográfico desde 2018. Ao longo dos encontros, os participantes terão a oportunidade de compreender processos, desafios e estratégias que estruturam o trabalho de produtores e artistas no campo da dança contemporânea. A oficina será realizada presencialmente, sempre das 9h30 às 11h , e pretende reunir até 30 participantes por encontro. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por artistas, estudantes e demais interessados na área. Para Nando Andrade, contribuir com a formação de novos profissionais e fortalecer o diálogo em torno da produção cultural é motivo de entusiasmo: “É uma honra participar desta iniciativa e colaborar com o trabalho do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, um verdadeiro polo cultural e referência em dança no país.” SERVIÇO Oficina de Produção Cultural para Dança Datas:  06, 13 e 20 de dezembro de 2025 Horário:  9h30 às 11h Local:  Centro Coreográfico do Rio de Janeiro Atividade gratuita – presencial Público-alvo:  estudantes e artistas de dança e artes cênicas   Nando Andrade

  • Brasil: Governador da Paraíba anunciou novos editais literários durante Fliparaíba

    João Azevêdo, governador do Estado da Paraíba, no Nordeste do Brasil, autorizou, durante a edição 2025 do FliParaíba, novos editais para o lançamento de obras literárias e para o reforço das bibliotecas públicas estaduais. Decisões anunciadas na noite de 27 de novembro, no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa. As medidas marcaram o início de uma programação que integrou literatura, artes visuais e expressões tradicionais, num evento organizado pelo Governo da Paraíba através da Secretaria de Estado da Cultura e estruturado sob a curadoria do escritor português José Manuel Diogo. A noite de abertura apresentou lançamentos de livros, sessão de autógrafos e manifestações culturais como o toré indígena, o coco quilombola do coletivo Caiana dos Crioulos e o sarau cigano. Houve ainda a vernissage da exposição Versos Parahybridos, composta por imagens e poemas de representantes das comunidades indígenas, quilombolas e ciganas da Paraíba. O concerto da Orquestra Sanfónica Balaio Nordeste, dirigida pelo maestro Lucílio Souza, encerrou a programação inaugural com repertório dedicado ao forró de raiz. O tema escolhido para esta edição, Nossa Língua, Nossa Gente: ancestralidade, identidade e o futuro da democracia, orientou o discurso do secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, que sublinhou a ligação entre memória, língua e futuro democrático. O programa contou com vozes que representam diferentes matrizes culturais. O cigano António Pedro, da etnia Calon, destacou o seu papel na preservação do idioma e da história do seu povo. Já a quilombola Doraci da Silva valorizou a representatividade da comunidade Caiana dos Crioulos no festival. A professora de Língua Portuguesa Lindjane Pereira apresentou a colectânea Entre Muros e Sussurros, reunindo contos marcados pelo impacto da pandemia e por questões sociais contemporâneas. A cerimónia reuniu autoridades e instituições parceiras, entre elas a presidente da Empresa Paraibana de Comunicação, Naná Garcez; a presidente da Funesc, Bia Cagliani; o secretário de Estado da Cultura de Portugal, Alberto Santos, presente enquando autor; e o presidente da Associação Portugal-Brasil 200 anos, José Manuel Diogo, também curador do Fliparaíba. Azevêdo destacou que o festival consolidou-se como política de Estado, assinalando a participação de autores da Paraíba em iniciativas internacionais, além de reforçar que a troca entre países lusófonos fortalece o alcance do festival. O FliParaíba terminou dia 29 de novembro com debates, oficinas de cordel e xilogravura, apresentações populares, espectáculos musicais e a presença de mais de trinta autores de países de língua portuguesa, numa edição marcada pela diversidade e pela circulação de ideias. Ígor Lopes

  • Rebeca Andrade, Diego Ribas e Buchecha atraem multidão em noite de celebração dos 25 anos da Clínica Dr. Veit e do Natal Azul - Shopping Leblon

    Rebeca Andrade, Diego Ribas, Bruninha  Letícia e Buchecha participam do Painel de 25 anos da Dr. Veit, comandado por Dr. Veit e Dra. Cynthia Veit Era para ser só mais uma tarde no Rio de Janeiro, mas o Shopping Leblon parou com a atleta olímpica Rebeca Andrade e com o ex-atleta Diego Ribas, no Painel de 25 anos da Dr. Veit, liderado por Dr. Veit e Cynthia Veit... A dupla consagrada no esporte deu muitos autógrafos e emocionou o público com suas histórias... Ao som do cantor Buchecha com “Nosso sonho não vai terminar...” As pessoas foram à loucura com as canções do artista, que é embaixador do Natal Azul há mais de dez anos e embalou não só o público... O ídolo do Flamengo e agora comentarista e palestrante, Diego Ribas soltou a voz no microfone e dançou muito ao lado da mulher, a influenciadora Bruninha Letícia... Mas algo uniu essa profusão de estrelas: os 25 da Dr. Veit e do Natal Azul, que nesses anos já ajudou mais de 40 mil crianças... O projeto foi fundado pelo cirurgião-dentista, Dr. Veit e pela sua esposa, Cynthia Veit e hoje já é referência no atendimento social com mais de 26 instituições auxiliadas nesses anos, com cestas básicas, kits de higiene bucal, brinquedos, doações, presentes e muito mais que isso: valores e ensinamentos.   A noite começou com um bate papo pra lá de inspirador com Rebeca Andrade, a maior medalhista olímpica do Brasil, que falou sobre saúde mental, sonhos e sua trajetória de vida... Além de atleta, a campeã também estuda Psicologia, que era o sonho de sua mãe, inclusive... Rebeca também lembrou, em um ato de carinho, que quando retornou ao Brasil com as medalhas, fez questão de levar para sua dentista, a Dra. Cynthia Veit.   Já o anfitrião da noite, Dr. Veit, que alcançou mais de 30 mil pacientes, comandou o papo com o craque Diego Ribas. O ex-atleta do Flamengo e do Santos falou sobre como o sorriso transforma, disciplina e família, ao lado da mulher, Bruna Letícia. Juntos, falaram sobre a importância do casamento e ela, principalmente, abordou sobre projetos sociais...  Vale ressaltar que o casal estará presente na grande festa de celebração do Natal Azul, palestrando exclusivamente para crianças carentes, levando palavras de motivação e inspiração.   A noite, que virou uma festa no coração da Zona Sul carioca, também recebeu o superintendente do Shopping Leblon, Rodrigo Lovatti, que firmou parceria com o Natal Azul, e agora também poderá contribuir com a Comunidade da Cruzada, no bairro. O evento ainda recebeu os filhos de Veit, Nathan e Layla, além de personalidades como o empresário Alexandre Accioly; Joanna Lowndes Furtado e a jornalista Aline Pacheco, entre outros. O Painel 25 anos Dr. Veit também recebeu nomes da cena carioca como Iná Arruda, Ana Cequini, Simone Cavallieri, Cris Ferracciu, além de Kika Macedo, Sabrina e Ligia Schuback, Bel e Lygia Dana, Taciela Cylleno e  Maria João Cruzeiro. Vera Donato

  • OSRJ apresenta Concerto de Natal Solidário 2025 no Teatro Adolpho Bloch

    No dia  09 de dezembro , o  Teatro Adolpho Bloch  será o palco do  Concerto de Natal Solidário 2025 , apresentado pela Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro (OSRJ), sob direção e regência do maestro Rafael Barros Castro. O espetáculo celebra o espírito natalino com um repertório que unirá clássicos universais e composições brasileiras em arranjos especiais para a formação da orquestra, prometendo uma noite emocionante e inspiradora. A OSRJ, reconhecida por sua excelência artística e versatilidade, reúne alguns dos mais destacados instrumentistas do país e tem como proposta aproximar o público da música de concerto com apresentações acessíveis e de alta qualidade. Nesta edição especial, o concerto assume um caráter solidário, reforçando o compromisso da orquestra com a cultura e a responsabilidade social. O evento, que integra o Plano Anual do Instituto Evoé, incentivado por meio do Pronac, promete encantar plateias de todas as idades com a magia das festas de fim de ano. Teatro Adolpho Bloch Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o Teatro Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé é responsável por devolver ao Rio de Janeiro esse espaço icônico, transformado num complexo cultural moderno. Graças à genialidade de Niemeyer, que criou um palco reversível, tornou-se possível, mesmo em períodos desafiadores como a pandemia, promover espetáculos e eventos tanto na área externa, ao ar livre, quanto na interna, ou nas duas ao mesmo tempo, em formato arena, proporcionando múltiplas formas de criar e consumir arte e entretenimento. Único teatro na cidade do Rio de Janeiro com palco reversível, permitindo que o público se acomode na área externa, o Teatro Adolpho Bloch ganhou, em 2021, o formato arena, com capacidade para 359 lugares internos e 120 externos, e palco de 140 m², equipado com a melhor estrutura. O espaço abriga ainda o bistrô Bettina Café & Arte. Serviço OSRJ – Concerto de Natal Solidário Data:  09 de dezembro de 2025 Horário:  20h Classificação:  Livre Duração:  80 minutos Ingressos : Plateia Central : R$ 80,00 Inteira / R$ 40,00 Meia Plateia Lateral : R$ 50,00 Inteira / R$ 25,00 Meia Vendas:  https://www.ingresso.com/espetaculos/orquestra-de-solistas-do-rio-de-janeiro-concerto-de-natal-solidario   Alex Varela

  • Aniversário do Grupo Exposições

    Sexta feira dia 5 , o grupo EXPOSIÇÕES de Ana Cristina Carvalho , comemora 2 anos com festa no Hotel FAIRMONT RIO que promete parar a tarde . O programa se inicia com apresentação da Camerata de Violinos dos Jovens do Uerê (projeto social de Yvonne Bezerra de Melo) segue com histórias contadas , homenagens e após o almoço , cujo cardápio foi desenhado especialmente pelo FAIRMONT para o grupo , a animação ficará por conta do DJ . As amigas que compoe o grupo compartilham um amor em comum : A ARTE . Ana Cristina Carvalho

  • Dia Nacional do Samba - a voz que move o Brasil

    Revista do Villa - Por Luís Villarino Com suporte de Délcio Marinho & ChatGPT No calendário afetivo do Brasil, poucas datas carregam tanta identidade quanto o Dia Nacional do Samba. É mais que música: é história viva, memória afetiva, fundamento cultural. É a reafirmação desse ritmo que atravessou séculos e hoje se impõe como um dos maiores símbolos do país. Quando o Samba chega ao Rio de Janeiro, ele encontra seu berço definitivo. Foi ali que ganhou poesia, forma e personalidade. E ninguém traduz melhor essa alma carioca do que Zé Keti, que imortalizou a frase que virou manifesto: “Eu sou o Samba, sou natural daqui do Rio de Janeiro.” Em “A Voz do Morro”, ele não apenas canta: ele apresenta o Samba ao mundo como um sujeito vivo, consciente de sua origem, de sua força e de sua missão cultural. É essa voz — ancestral, coletiva e orgulhosa — que repercute nas ladeiras, nos botequins, nos ensaios e nas madrugadas do Rio. E é essa mesma voz que faz do Samba um dos maiores atrativos turísticos do Brasil, capaz de transformar a cidade em um palco global onde milhões vêm sentir, ao vivo, um patrimônio que pulsa no compasso da história. Mas hoje, nossa comemoração vai além das escolas e dos desfiles. O Dia Nacional do Samba pertence a cada pessoa que põe o coração na avenida e na rua: À porta-bandeira que carrega a honra com leveza. Ao mestre-sala que dança com elegância e devoção. À Velha Guarda, que guarda no peito um tempo que nunca morre. À Ala de Compositores, que cria universos em forma de melodias. Aos passistas, que transformam o corpo em instrumento. Ao mestre de bateria, comandante de um exército de tambores. Aos músicos, cantores e compositores, que mantêm o Samba respirando. Aos carnavalescos, figurinistas, costureiras, aderecistas, artistas invisíveis que constroem mundos inteiros. E não podemos esquecer dos blocos e bandas de rua, berço absoluto da democracia cultural brasileira. São eles que devolvem a cidade às pessoas e lembram que a alegria — a verdadeira — é coletiva. O Samba, desde sua origem, abraça todos: ricos, pobres, velhos, jovens, moradores, turistas, iniciados e curiosos. E é justamente essa mistura que explica por que ele permanece tão atual e tão necessário. No fundo, celebrar o Dia Nacional do Samba é reafirmar que a alegria é a finalidade da vida. E enquanto houver alguém capaz de bater no peito e cantar junto, o Samba seguirá vivo, resistente e natural — como Zé Keti ensinou. Viva o Samba. Viva quem faz o Samba. Viva quem vive o Samba. Délcio Marinho

  • Cooperação entre Portugal e Brasil ganha novo impulso com inauguração do Núcleo de Lisboa do Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade

    Foto: divulgação Após os lançamentos em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade (GLBS) inaugurou um novo núcleo em Lisboa durante um evento realizado no último dia 25 de novembro. Organizado pelos membros do Núcleo de Lisboa do Grupo, Rui Ferreira Amaral, Cláudia Gazar e Helena Estrela da Silva, o evento contou com a participação de diversos oradores ligados ao GLBS, à Intelcia, à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira e ao Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável de Portugal. A iniciativa teve ainda o apoio institucional da Rede Governança Brasil, do 2i2 Institute BR e do A3P – Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Estiveram presentes no painel Carla Marques, CEO do Intelcia Portugal, Bernardo Ivo Cruz, membro do Conselho Consultivo do Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade, Otacílio Soares, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira em Lisboa, e Joana Spencer, representante do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável da BCSD Portugal. As intervenções destacaram a importância da articulação estratégica entre empresas, instituições e redes de cooperação luso-brasileiras para consolidar práticas sustentáveis. Participaram ainda Ione Macedo Gomes, fundadora do Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade, Rui Ferreira Amaral, coordenador do Núcleo GLBS Lisboa, Cláudia Gazar, também coordenadora do Núcleo GLBS Lisboa, e Helena Estrela, coordenadora do mesmo núcleo. A sessão apresentou as primeiras linhas de atuação do grupo em inovação e responsabilidade ambiental, reunindo profissionais e entidades interessados em fortalecer parcerias na área da sustentabilidade. Otacilio Soares, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), realçou que a instituição tem dedicado os últimos anos a integrar de forma consistente a agenda ESG (Environmental, Social and Governance; em português, Ambiental, Social e Governança) nas suas atividades, promovendo a aproximação entre empresas, reguladores e investidores. “Hoje, não há estratégia empresarial de longo prazo que não passe pelos riscos climáticos, pela governança responsável e pelo impacto social das nossas decisões”, sublinhou este responsável, acrescentando que a criação deste núcleo marca um passo decisivo na consolidação de um corredor de cooperação sustentável entre os dois países. Neste sentido, Otacilio Soares explicou que a CCILB atua em três eixos estratégicos fundamentais para impulsionar a agenda ESG entre Portugal e Brasil. Ao mesmo tempo que serve de plataforma de conhecimento , organizando seminários e debates que aproximaram empresas, governo, academia e investidores em torno de temas como descarbonização, economia circular, finanças sustentáveis ou inovação verde, a CCILB também atua como ponte entre Portugal e Brasil , duas realidades que, embora distintas, são complementares. “Portugal quer consolidar-se como plataforma europeia para energia verde, hidrogénio, tecnologia e turismo sustentável. O Brasil tem um peso gigantesco na agenda climática, na bioeconomia, na agroindústria responsável, nas florestas e na transição energética. Se conseguirmos ligar esses pontos com inteligência - capital, tecnologia, mercados e projetos, criamos um corredor de negócios sustentáveis entre os dois países, com impacto real na economia e na sociedade”, defendeu Otacilio Soares, que sublinha que a CCILB “tem procurado aproximar esses mundos: ajudar empresas portuguesas a compreender as oportunidades e riscos de operar no Brasil e apoiar empresas brasileiras a se prepararem para competir em um mercado europeu cada vez mais regulado em matéria de sustentabilidade”. O terceiro papel da CCILB é o de indutora de compromissos reais: a ESG “não pode ser apenas narrativa”, mas antes decisão estratégica, critério de investimento e prática concreta de gestão. Durante a sua apresentação, Otacilio Soares aproveitou para convidar empresas e stakeholders a utilizarem a Câmara de Comércio que lidera como “plataforma de ação”, recorrendo aos seus comités, missões e grupos de trabalho. Ainda assim, para o presidente da instituição, o papel desta vai muito além da organização de eventos comprometidos com a agenda ESG: envolve promover cadeias de valor responsáveis, eficiência energética, logística de baixo carbono e inclusão de pequenas e médias empresas na agenda sustentável. “O nosso trabalho é transformar boas intenções em agendas de trabalho concretas”, concluiu Otacilio Soares. Ígor Lopes

  • O grito silenciador de Gerson, um em espelho da falência na saúde mental

    O trágico desfecho da vida de Gerson de Melo Machado, o "Vaqueirinho" de 19 anos, no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) em João Pessoa, após invadir a jaula da leoa Leona, é um soco no estômago da sociedade. Não é apenas uma fatalidade; é um sintoma doloroso e visível da invisibilidade a que são relegados tantos jovens com transtornos mentais, marcados pela vulnerabilidade social e pela falta de uma rede de apoio efetiva. As imagens do rapaz, pouco antes do ocorrido, o seu histórico de 16 passagens pela polícia (dez como menor), os transtornos mentais diagnosticados (esquizofrenia), e o desabafo de quem o acompanhou sobre uma "tragédia anunciada" ecoam como um lamento coletivo. O aperto no peito, a pergunta "Por que eu não fiz nada?", e a vontade de simplesmente abraçar e dizer: "Vamos para casa, menino, nós vamos cuidar de você", são a manifestação crua de um sentimento de impotência que nos invade. ​ O Fio da Meada Que se Rompeu ​Gerson era, segundo os relatos, um jovem que a Justiça havia determinado a internação, que havia frequentado o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) por vezes, mas que "deixava de frequentar" e retornava à rua. É um ciclo cruel que revela as fissuras profundas do nosso sistema: ​ A Falta de Cuidado Integral:  Não basta o diagnóstico; é preciso um cuidado contínuo, monitorado e, principalmente, ancorado em uma forte rede de suporte social. A vulnerabilidade familiar e a exclusão social agravaram um quadro que, com a assistência adequada e ininterrupta, poderia ter sido gerenciado de outra forma. ​ O Desafio dos CAPS:  Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são a espinha dorsal da Reforma Psiquiátrica e da Lei Antimanicomial (Lei nº 10.216/2001). Eles representam o modelo de cuidado em liberdade, buscando a reintegração social. No entanto, o caso de Gerson nos força a questionar: ​ Quantos CAPS estão sobrecarregados? ​A atenção oferecida é realmente suficiente e acessível a quem mais precisa, como moradores de rua ou pessoas com vulnerabilidade extrema? A busca ativa e o acompanhamento de quem "evade" estão funcionando como deveriam? A Urgência da Lei Antimanicomial e a Realidade dos CAPS ​A Lei nº 10.216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica) tem como pilar a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e o fim progressivo dos manicômios, substituindo-os por uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) centrada nos CAPS, Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), e na Atenção Básica. ​A luta antimanicomial não é apenas contra os hospitais psiquiátricos, mas a favor de um cuidado humanizado, em rede e no território. Entretanto, mais de duas décadas após a lei, enfrentamos um cenário de subfinanciamento, descontinuidade de políticas públicas e, por vezes, de retrocessos. O caso de Gerson nos mostra que a existência formal dos serviços não garante, por si só, a eficácia do cuidado, especialmente para aqueles que não possuem laços familiares ou rede de apoio para garantir a adesão ao tratamento. ​ A Repulsa Social e a Falha Coletiva ​O que choca ainda mais são os depoimentos horrendos nas redes sociais, comemorando a morte do jovem. Essa repulsa e a crueldade digital não são apenas falta de empatia, mas o reflexo de um problema maior: a estigmatização e a desumanização da pessoa com transtorno mental e daquele em situação de rua ou com histórico criminal. É fácil julgar e procurar culpados. É cômodo lamentar com discursos bonitos. Mas, a verdade é que Gerson não era apenas um "invasor", mas um jovem doente que não conseguiu ser acolhido e cuidado pelo Estado e pela sociedade em sua totalidade. O Que Fazer Pelos "Vaqueirinhos" de Hoje? ​Não podemos abraçar Gerson agora, mas podemos agir por tantos outros "Vaqueirinhos" que estão pedindo socorro em silêncio ou em crise. O único caminho para honrar sua memória é ir além da comoção passageira: ​ Fortalecer a RAPS:  Exigir mais investimentos e a qualificação dos CAPS, com equipes multidisciplinares completas e capacidade de busca ativa e acompanhamento intensivo para os casos de maior vulnerabilidade. ​ Combater o Estigma:  Promover a educação e a conscientização sobre saúde mental, combatendo o estigma que marginaliza e impede a busca por ajuda. ​ Responsabilidade Compartilhada:  Cobrar políticas públicas Inter setoriais que envolvam Saúde, Assistência Social, Justiça e Habitação, para que pessoas com transtornos mentais e em situação de rua tenham moradia e segurança social. O olhar de Gerson saindo da viatura é o olhar de todos os invisíveis. Ele não precisa de lamentações políticas, mas de uma sociedade que finalmente cumpra sua promessa de cuidado e dignidade. A dor sentida ao escrever sobre isso é a prova de que ainda há humanidade, e é essa dor que deve nos mover da paralisia para a ação urgente. ​   Gilson Romanelli Jornalista

  • Kabarett ao Revés

    De volta ao Theatro Municipal, o espetáculo celebra seu retorno após forte aclamação do público e da crítica O Theatro Municipal do Rio de Janeiro volta a receber um de seus espetáculos mais disruptivos do ano. Com um elenco formado por artistas 60+ dos corpos estáveis da Fundação Theatro Municipal, a obra desafia paradigmas e evidencia que a criação artística não conhece fronteiras etárias. Em cena, a maturidade revela nuances de força, lirismo e expressão que só décadas de experiência permitem alcançar.   Com direção, roteiro e coreografia de Roberto Lima, que também integra o elenco, Kabarett ao Revés reúne dança, música e teatro em uma criação arrebatadora que questiona percepções convencionais sobre tempo, maturidade e presença cênica.   Após sua estreia em 19 de julho no Salão Assyrio do TMRJ — ocasião em que foi agraciado com o Troféu Regina Ribeiro e recebeu uma Moção de Louvor e Aplausos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro — o espetáculo participou do XXXI Encontro Fluminense de Dança, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, e retornou ao Municipal em setembro para mais uma apresentação. Agora, volta à programação do Música no Assyrio, neste domingo, 7 de dezembro, às 11h, reafirmando sua força e sua repercussão junto ao público.   Kabarett ao Revés nasceu do desejo da bailarina solista Irene Orazem, com mais de 70 anos de trajetória ativa, de celebrar seu percurso no Theatro Municipal. O encontro com Roberto Lima transformou essa intenção inicial em algo maior: um manifesto sobre o tempo, a potência da arte e a singularidade de cada corpo que se coloca em cena.   Mais do que um “ divertissement” , Kabarett ao Revés é uma celebração da longevidade criativa. Com humor, lirismo e uma estética pulsante, a obra revisita e atualiza o conceito de Teatro Musicado, provocando o espectador a repensar seus próprios imaginários sobre corpo, arte e permanência.   Entrelaçando linguagens de forma elegante e inventiva, o espetáculo constrói uma atmosfera vibrante, emotiva e libertadora. É festa, é rito, é afirmação — um convite para reconhecer, sem reservas, a potência dos corpos que fizeram e continuam fazendo a história das artes cênicas brasileiras.     Ficha Técnica   Concepção / Roteiro e Direção: Roberto Lima Produção: Miriam Santos Figurino: Irene Orazem, Miriam Santos, Isabel Torres Visagismo: Divina Lujan Iluminação: Roberto Lima Coreografia: Roberto Lima Operador de som: Giuliano Pianista: Bruno Lorenzo Acordeonista: Fernando Guilhon     Elenco: Arthur Morsch Georgia Spilman Isabel Torres Manoel Francisco Márcia Antunes Miriam Santos Nina Farah Orlando Leal Regina Ribeiro Roberto Lima Sabrina German Teresa Cristina Ubirajara Wesley Mae   Serviço Kabarett ao Revés Data: 7 de dezembro (domingo) Horário: 11h Local: Assyrio – Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Centro Entrada: pelo Boulevard da Av. Treze de Maio Preços populares: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia-entrada) Classificação: Livre   Ingressos: https://feverup.com/m/518779 Nando Andrade

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