Revista do Villa
Revista do Villa
Revista do Villa
Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
Resultados encontrados para busca vazia
- Perfil: Susi Cantarino
Susi Sielski Cantarino, nascida em Buenos Aires na Argentina, é formada em Belas Artes em Israel, tornando-se internacionalmente conhecida como artista plástica, produtora e curadora. É uma das mulheres mais importantes do mundo das obras de artes, com um vasto e invejável currículo na sua profissão. Entre os inúmeros projetos que atua estão Curadoria e Produção da Exposição “Do Lixo ao Luxo, Transformando Atitudes com Sustentabilidade”, com a participação da Secretária do Meio Ambiente Tainá de Paula e a Prefeitura do Rio de Janeiro, além de Produção e Curadoria da Exposição “34 Anos Metara-Hoje na Gamboa - programação paralela da Feira de Arte ArtRio, no Rio de Janeiro. A estonteante Susi Sielski Cantarino foi vencedora do Prêmio Internacional “Lorenzo il Magnifico”; 2ª Colocação na Bienal de Firenze, categoria Técnica, mista e instalação, ainda fez diversos trabalhos e participações internacionais como a Participação na Bienal de Firenze, Itália, Participação na Feira ARCO em Madrid, Espanha e ANIMA, Galeria de Arte ART LOUNGE, Lisboa, Portugal. A bela Susi Sielski Cantarino é considerada uma das maiores artistas plásticas do século, muito bem conceituada no território nacional e no exterior nos honra com sua presença em nosso país por tanto talento, essa mulher fenomenal domina vários idiomas, falando fluentemente alemão, inglês, espanhol, hebraico e português, possuindo as nacionalidades brasileira, argentina e alemã. A artista plástica, que acumula sucessos de público e crítica em sua carreira com obras geniais, Susi Cantarino é diretora da galeria de arte Metara e estabeleceu-se no Rio de Janeiro em 1988, após uma bem-sucedida trajetória no exterior em molduras, gravuras e obras de arte em geral. Seu foco atual é a produção de um programa de televisão inédito sobre arte e entrevistas, que será veiculado no canal Arte1. Aplausos para essa Diva Internacional de carreira sólida e cravejada de sucessos. João Sousa
- Dança - Companhia Marcio Cunha estreia "Sacro" no Teatro Cacilda Becker em 14 de novembro
Espetáculo de dança “Sacro”, dirigido por Marcio Cunha, estreia em 14 de novembro no Teatro Cacilda Becker Os bailarinos Giselda Fernandes, Alexandre Bhering e Frederico Paredes trazem suas experiências e memórias para a cena Link para Fotos de Divulgação Corpos potentes de três intérpretes-criadores, veteranos que fazem parte da história da dança carioca, Giselda Fernandes, Alexandre Bhering e Frederico Paredes, estão em “Sacro”, novo espetáculo da Companhia de Dança Marcio Cunha. O trabalho é inédito e, ao mesmo tempo, uma continuação do espetáculo de mesmo nome encenado em 2022 – agora, se inicia exatamente do ponto de onde terminou a primeira montagem. Com direção do coreógrafo Marcio Cunha, “Sacro” estreia em 14 de novembro no Teatro Cacilda Becker, onde fica em cartaz até 1º de dezembro (de quinta a domingo, às 19h). Este projeto foi contemplado pelo Edital Pró-Carioca Linguagens - categoria Dança, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura / Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Programa Funarte Aberta. “O nome do espetáculo veio de duas palavras que para mim fazem muito sentido: uma é a ideia do sagrado; a outra está relacionada ao corpo, porque sacro é o nome de um osso que fica na base da coluna”, conta o Marcio. Para essa continuação de “Sacro”, diretor e artistas se reuniram numa imersão criativa no Sítio Vale de Luz, em Nova Friburgo, dando início a um novo ciclo do projeto. Durante o encontro, os intérpretes trouxeram suas experiências, lidaram com suas feridas e se conectaram com seus baús de memórias. Neste sentido, trata-se de um projeto que traz em si muito dos processos dos intérpretes. “O que faz sentido de ser dançado nos tempos de hoje? Vou dançar o quê? Que tipo de experiência vou ter num mundo acelerado?”, são alguns dos questionamentos trazidos pelo diretor. Marcio ressalta a importância de o artista abrir as cascas de suas feridas, se deixar vulnerável, para, assim, chegar ao público. E cita uma frase do poeta Rumi relevante no processo de criação: “através das nossas feridas é que entra luz no nosso corpo.” Entre as obras que serviram de referência na criação de “Sacro” está o livro “A terra dá, a terra quer”, do filósofo e mestre quilombola Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo. Em trecho da obra, o autor destaca que a nossa história não é composta por começo, meio e fim. “Somos povos de trajetórias, não somos povos de teoria. Somos da circularidade: começo, meio e começo. As nossas vidas não têm fim. A geração avó é o começo, a geração mãe é o meio e a geração neta é o começo de novo.” Oficinas – Durante a temporada, o diretor e os bailarinos vão ministrar oficinas gratuitas, às 14h, no Teatro Cacilda Becker: Giselda Fernandes (“Dinâmica Muscular Método Ceme Jambay” em 23/11), Alexandre Bhering (“A Experiência do Movimento, Somática Improvisação e Contato” em 24/11), Marcio Cunha (“Pesquisa e criação da Marcio Cunha Dança Contemporânea”, em 30/11) e Frederico Paredes (“Jogos de Corpos e Temporalidades” em 01/12). Para se inscrever, é preciso preencher o formulário disponível no site da companhia ( www.artemarciocunha.com ). Crédito das fotos: Marcio Cunha FICHA TÉCNICA Dramaturgia, coreógrafo, diretor e cenógrafo: Marcio Cunha Intérpretes: Giselda Fernandes, Alexandre Bhering e Frederico Paredes Produtora Executiva e Designer: Cacau Gondomar Iluminador: Juca Baracho Trilha Sonora: Leonardo Miranda Assessoria de Imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda Mídias Sociais: Rafael Teixeira Direção de Produção: Monica Torres Varela Espetáculo: “Sacro” Temporada: de 14 de novembro a 1º de dezembro de 2024 Dias e horários: de quinta a domingo, às 19h Local: Teatro Cacilda Becker Espaço cultural da Fundação Nacional de Artes – Funarte Endereço : Rua do Catete, 338 - Catete Duração: 40 minutos Recomendação etária: Livre Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia) Vendas: na bilheteria do teatro ou pelo site Sympla Instagram: @ciamarciocunha.danca Site: www.artemarciocunha.com Bate-papo com o diretor e os artistas logo após a sessão: dias 15, 16, 22 e 29 de novembro. Assessoria de Imprensa Catharina Rocha catharocha@gmail.com (21) 99205-8856 Paula Catunda paula.catunda@gmail.com (21) 98795-6583 Alex Varela
- Apresentaçao da Orquestra Petrobrás Sinfonica ao Ar Livre
Quinteto de Metais da Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta concerto gratuito em praça pública do Méier, na Zona Norte do Rio, com nova data em 10 de novembro. O evento foi adiado devido às condições climáticas e será realizado na Praça Agripino Grieco, com nova programação. A Orquestra Petrobras Sinfônica realizará um concerto de câmara gratuito e ao ar livre no Méier, na Zona Norte do Rio, agora com nova data e local. O evento, que inicialmente estava marcado para o dia 28 de setembro, foi adiado devido à previsão de fortes chuvas na cidade, será realizado no dia 10 de novembro (domingo), a partir das 17h, na Praça Agripino Grieco. O repertório é composto por uma mistura de temas populares da música brasileira, de filmes e de concertos. Indo desde canções infantis, como os temas de “A Pantera Cor de Rosa” e "Homem Aranha", até grandes nomes da música brasileira, como Ary Barroso, Cartola, Tom Jobim, Pixinguinha e Noel Rosa. Os músicos que darão vida a essa apresentação são Vinicius Lugon e Nelson Oliveira nos trompetes, João Luiz Areias no trombone, Josué Soares na trompa e Eliézer Rodrigues na tuba. A programação do evento foi atualizada. A partir das 17h, o DJ Rajão abre as apresentações, seguido pela Orquestra Luna às 17h30. Às 18h30, será a vez do Quinteto de Metais da Orquestra Petrobras Sinfônica, com seu repertório eclético que mistura temas da música brasileira e internacional. Às 19h30, o tanzaniano Msafiri Zawose, pioneiro do Gogo-fusion, levará ao público uma performance energética e única. Para encerrar a noite, às 21h, quem se apresenta é o grupo Baile de Quarteto. O evento é uma parceria da Petrobras Sinfônica com o Leão Etíope, movimento cultural que ocupa o Méier e agita o subúrbio carioca há 10 anos. O concerto faz parte da série de apresentações “Em Ação”, que leva música a diversos locais da cidade com o objetivo de aproximar o carioca da música de concerto. Serviço: Data: 10/11 (domingo) Hora: A partir das 17h Local: Praça Agripino Grieco - Rua Dias da Cruz - S/N Entrada Franca Programa: Vinicius Lugon, trompete Nelson Oliveira, trompete João Luiz Areias, trombone Josué Soares, trompa Eliézer Rodrigues, tuba Aquarela do Brasil - Ary Barroso (arranjo José Ursicino da Silva) Kraken - Chris Hazell O Sol Nascerá - Cartola (arranjo Jessé Sadoc) Se todos fossem iguais a você - Tom Jobim Lamento - Pixinguinha (arranjo Antonio Henrique Seixas) Carinhoso - Pixinguinha/ Braguinha (arranjo Jessé Sadoc) Conversa de botequim - Noel Rosa (arranjo Nelson Oliveira) Canção do Toreador, Ópera Carmen - George Bizet Homem Aranha, Tema 1967 - Paul Francis Webster e Robert Harris (arranjo Ricardo Candido) A Pantera Cor de Rosa, Tema - Henry Mancini (arranjo Arthur Franckenpohl) Abandonado - Sebastião Gonçalves Gonzagueando - Maestro Duda The Entertainer, Rag Time - Scott Joplin Sobre a Orquestra Petrobras Sinfônica: Aos 49 anos, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores organismos sinfônicos do continente. Fundada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra se firmou como um ente cultural que expressa a pluralidade da música brasileira e transita fluentemente por distintos estilos e linguagens. Tem como diretor artístico e maestro titular Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional. Site: https://petrobrasinfonica.com.br | Facebook: @PetrobrasSinfonica | Instagram e YouTube: @petrobras_sinfonica Modelo de Gestão: A Orquestra Petrobras Sinfônica possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos. Sobre a Petrobras: Patrocinadora oficial da Orquestra Petrobras Sinfônica desde 1987, a Petrobras oferece uma parceria essencial para mantê-la entre os principais organismos sinfônicos do continente, sempre desenvolvendo um importante trabalho de acesso à música clássica, de formação de jovens talentos egressos de projetos sociais diversos, bem como de formação de plateia. Ao incentivar diversos projetos, a Petrobras coloca em prática a crença de que a cultura é uma importante energia que transforma a sociedade. Por meio do Programa Petrobras Cultural, apoia a cultura brasileira como força transformadora e impulsionadora deste desenvolvimento, nas áreas de artes cênicas, música, audiovisual e múltiplas expressões. Alex Varela
- Festival Internacional da Sustentabilidade, Cultura e Diversidade nos dias 16 e 17 de novembro
O Museu Histórico da Cidade receberá o Festival Internacional da Sustentabilidade, Cultura e Diversidade nos dias 16 e 17 de novembro, de 9 às 17horas. Mais de quarenta expositores de roupas, acessórios, artesanatos e gastronomia participarão do evento. A gastronomia será um atrativo à parte. O evento contará com a culinária dos países participantes do G20, inclusive a do Brasil, que será homenageada de norte a sul. Terão também um desfile de moda sustentável, com a presença da atriz, apresentadora e influenciadora, Tatiane Melo e uma palestra sobre “O Combate Permanente ao Racismo”, com Mônica Cunha, presidente da Comissão Permanente no Combate ao Racismo, fundadora do movimento Moleque, técnica em educação antirracista, e defensora dos Direitos Humanos. As crianças não ficarão de fora. O Festival terá uma área kids com interações recreativas e oficina de pintura para as crianças, exposição de arte e história do Brasil. Para animar o evento, samba e o Cortejo dos Filhos de Gandhi, que tem 73 anos de existência e resistência e uma linda homenagem às religiões oriundas de matriz africana. O evento é gratuito e vans sairão da PUC para levar direto ao Museu. Se puderem, levem 1 kg de alimento, que serão doados para comunidades. Revista do Villa
- Turismo Cultural na primeira Capital do Brasil
Salvador já tem, pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o título da Cidade da Música. Mas quem vai à capital baiana sabe que ela é muito mais que apenas música. É teatro, dança, gastronomia, artes visuais e muita história! Tomé de Sousa, colonizador, chegou ao Brasil em 1549 com ordens do Rei de Portugal para fundar uma cidade fortaleza na Baía de Todos os Santos. Nascia assim São Salvador, a sede do Governo-Geral, por muitos anos a maior cidade das Américas. Hoje, o Centro Histórico de Salvador abrange bem mais do que a área da antiga cidadela murada. Pela riqueza de suas construções, o Centro Histórico é Patrimônio Mundial pela Unesco. O Pelourinho marca o coração pulsante de Salvador e o mais importante e conhecido cenário da cidade. Impossível conhecer a capital baiana sem dar uma passadinha sequer nas ruas do Pelourinho, que faz parte do Centro Histórico. Ainda que tudo pareça confuso e um pouco caótico, a energia que circula na região é de impressionar, tanto pela história quanto pela cultura que carrega o lugar. História do Pelourinho e do Centro Histórico A história do Pelourinho e do Centro Histórico tem início no século XVI, quando o local foi escolhido para dar início à ocupação portuguesa na região. Inicialmente, as construções ocuparam a parte alta do terreno, que forma uma barreira natural contra invasões. Mais tarde, as construções foram expandidas para a beira-mar, formando assim a Cidade Alta e a Cidade Baixa de Salvador. A região conhecida como Pelourinho — que ocupa uma pequena parte do Centro Histórico de Salvador — é marcada por uma triste memória. O local era o ponto exato onde as pessoas escravizadas eram castigadas. Hoje o Pelourinho e o Centro Histórico preservam, em parte, os casarões coloniais da época do Império. Infelizmente, apesar de esforços para proteção, é comum encontrar casarões abandonados e, muitas vezes, em estágio avançado de degradação. A boa notícia é que também é possível visitar construções coloniais restauradas e espaços belíssimos na região. Uma destas preciosidades restauradas é o Palacete Tira Chapéu. O Palacete Tira-Chapéu é um verdadeiro ícone no coração de Salvador, Bahia, refletindo a rica história e cultura da cidade. Desde sua construção, no início do século XX, o Palacete tem sido testemunha de muitos dos momentos mais importantes de Salvador. Projetado em 1914, pelo renomado arquiteto italiano Rossi Baptista, o edifício foi originalmente projetado para abrigar a Associação dos Empregados do Comércio da Bahia. Com suas lojas, salas de escritório, salão nobre e biblioteca, o edifício rapidamente se tornou um ponto de referência na cidade. Situado na histórica Rua Chile, o Palacete está no epicentro da evolução de Salvador, uma área que remonta à primeira capital do Brasil. E até hoje, o edifício se destaca não apenas por sua história, mas também por sua conexão profunda com a vida cultural e social da cidade. Até hoje o Palacete não só preserva a herança cultural da Bahia, mas também a reinventa e a celebra, garantindo que a história e a cultura continuem a prosperar. Cada detalhe do Palacete Tira Chapéu é um tributo à habilidade e visão de Rossi Baptista. A fachada principal, com seus adornos sofisticados e elementos decorativos, e o hall interno, com técnicas variadas e peças integradas como vitrais e balaústres de madeira, demonstram uma rica tapeçaria de história e arte. Resgatando o passado e impulsionando o futuro Após um meticuloso processo de restauração, o Palacete Tira-Chapéu retorna à cena cultural de Salvador não apenas como um testemunho do passado, mas como um vibrante espaço onde o presente se entrelaça com a tradição. O Palacete recebe novamente visitantes com a mesma calorosa recepção que ofereceu no passado. As pessoas podem mergulhar em uma oferta gastronômica que celebra os sabores autênticos da culinária local, desfrutar de uma programação cultural envolvente com exposições e apresentações que ressaltam a riqueza artística nacional, e vivenciar eventos exclusivos em um ambiente repleto de charme e história. Para deleite dos amantes da boa mesa, um reforço de peso no cenário gastronômico, como premiado chef Claude Troisgros; que inaugurou dois restaurantes Mon Bistrô e Cucina Mia. O chef irá explorar a culinária italiana no restaurante Cucina Mia, inspirado na sua família materna que era da Itália, enquanto no Mon Bistrô irá oferecer pratos da cozinha francesa. Segundo Claude, ambas as casas também irão se aproveitar dos gostos da Bahia e incorporar ingredientes da região nas receitas. Além dos restaurantes do chef francês, o Palacete TiraChapéu irá contar com outros 6 estabelecimentos, como o Casarìa Salvador, a conceituada Preta, com comida praiana, o restaurante ibérico Taberna, o Bar Purgatório, o The Latvian e a JAMM charutos, além de um espaço de choperia artesanal. O complexo também terá uma sala de concertos rodeado de galerias de arte, espaço de eventos para experiências exclusivas, com serviço integrado à cozinha-show. Um convite irrecusável na nova temporada Baiana que só está começando! Fontes : Iphan Palacete Tira Chapéu Turismo Salvador André Conrado
- Amor, Quero Beijar Mais Pessoas, no Teatro Villaret
Depois de esgotarem todas as apresentações em Lisboa no final do ano passado, e no Porto em Maio deste ano, Diogo Faro e Joana Brito Silva regressam ao palco do Villaret um ano após a estreia do espectáculo "AMOR, QUERO BEIJAR MAIS PESSOAS" na mesma sala, nos dias 10 e 11 de Dezembro. Será que é errado sentir atracção por várias pessoas? Ou até, quem sabe, amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo? Se for, já (quase) todes errámos. Por outro lado, a infidelidade é apontada como uma das principais causas das separações e, em anos bons, por cada 100 casamentos há 50 divórcios. Será que a monogamia faz assim tanto sentido para toda a gente? E será que o poliamor é só uma modinha fugaz, ou pior, uma horrível heresia? Nesta comédia quase romântica, Diogo Faro e Joana Brito Silva, partilham a sua experiência enquanto casal não monogâmico, mostrando ao público o mundo de possibilidades e inquietações com que se deparam desde que assumiram que querem beijar mais que uma pessoa (às vezes, ao mesmo tempo). De e com Joana Brito Silva e Diogo Faro Apoio à criação Beatriz Baptista Música Fernão Biu Figurinos Rita Prieto Alves Produção Força de Produção Teatro Villaret 10 e 11 de Dezembro, 21h Bilhetes: 16€ M/16 Bilhetes Site Recomendado por Teresa Sequeira | Força de Produção
- CCBB RJ realiza conversa com artistas da exposição “Fullgás: artes visuais e anos 1980 no Brasil”
Como parte da exposição “ Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil ” será realizada, a próxima quinta-feira , dia 14 de novembro, às 18h30 , no auditório do 3° andar do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro , a conversa “ 80’s Fullgás: trânsitos ”, com os artistas Leila Danziger , Lívia Flores e Paulo Paes , que integram a exposição em cartaz até o dia 27 de janeiro de 2025 no CCBB RJ. Com mediação da curadora-adjunta Amanda Tavares, os artistas discutirão suas produções artísticas nos anos 1980 e como os deslocamentos de artistas brasileiros, dentro e fora do país, atravessaram práticas e investigações artísticas ao longo daquele período. A entrada é gratuita e os ingressos serão disponibilizados na bilheteria física e virtual do CCBB 1 hora antes do evento. Com curadoria-chefe de Raphael Fonseca e curadoria-adjunta de Amanda Tavares e Tálisson Melo, a exposição, que integra as comemorações pelos 35 anos do CCBB RJ, apresenta mais de 300 obras de quase 250 artistas de todas as regiões do país, mostrando um amplo panorama das artes brasileiras na década de 1980. Completam a mostra cerca de 400 elementos da cultura visual da época, como revistas, panfletos, capas de discos e objetos icônicos, ampliando a reflexão sobre o período. A exposição ocupa todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ, além da rotunda, e é dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: "Que país é este" (1987), "Beat acelerado" (1985), "Diversões eletrônicas" (1980), "Pássaros na garganta" (1982) e "O tempo não para" (1988). Na rotunda do CCBB há uma instalação com um grande balão do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes. “O balão é um objeto efêmero, que traz uma questão festiva, de cor e movimento”, dizem os curadores. Ainda no térreo, uma banca de jornal com revistas, vinis, livros e gibis publicados no período, com fatos marcantes da época, fará o público entrar no clima da exposição. A mostra aborda o período de forma ampla, entendendo que seus questionamentos e impulsos começaram e terminaram fora do marco temporal de dez anos que tradicionalmente constitui uma década. Desta forma, a exposição abrange o período entre 1978 e 1993, tendo como marcos o final do Ato Institucional 5 e o ano posterior ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. “Consideramos para a base de reflexões este arco de quinze anos e todas as suas mudanças estruturais e culturais para pensarmos o Brasil: do fim da ditadura militar ao retorno a uma democracia que, logo na sequência, lidará com o trauma de um impeachment”, contam os curadores, que selecionaram para a exposição obras de artistas cujas trajetórias começaram neste período. Nas artes visuais, a Geração 80 ficou marcada pela icônica mostra "Como vai você, Geração 80?", realizada no Parque Lage, em 1984. A exposição no CCBB entende a importância deste evento, trazendo, inclusive, algumas obras que estiveram na mostra, mas ampliando a reflexão. “Queremos mostrar que diversos artistas de fora do eixo Rio-São Paulo também estavam produzindo na época e que outras coisas também aconteceram no mesmo período histórico, como, por exemplo, o ‘Videobrasil’, realizado um ano antes, que destacava a produção de jovens videoartistas do país”, ressaltam os curadores. Desta forma, “Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil” tem nomes de destaque, como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Leonilson, Luiz Zerbini, Leda Catunda, entre outros, mas também nomes importantes de todas as regiões do país, como Jorge dos Anjos (MG), Kassia Borges (GO), Sérgio Lucena (PB), Vitória Basaia (MT), Raul Cruz (PR), entre outros. Para realizar esta ampla pesquisa, a exposição contou, além dos curadores, com um grupo de consultores de diversos estados brasileiros. Além das obras de arte, a exposição traz, ainda, diversos elementos da cultura visual da década de 1980, como revistas, panfletos, capas de discos e objetos, que fazem parte da formação desta geração. A mostra é patrocinada pela BB Asset, gestora de fundos do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Depois da temporada no CCBB RJ, onde fica até o dia 27 de janeiro de 2025, a exposição será apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, de 18 de fevereiro a 27 de abril de 2025, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, de 21 de maio a 04 de agosto de 2025 e no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, de 27 de agosto a 17 de novembro de 2025. SOBRE OS ARTISTAS Leila Danzinger nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. É artista, professora do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, pesquisadora e poeta. Obteve o Diplôme National Supérièure d'Expression Plastique (DNSEP), no Institut d Arts Visuels d'Orléans, França (1989). Concluiu mestrado e doutorado em história da arte pela Puc-Rio. Realizou também estágios de pós-doutorado na Bezalel Academy of Arts and Design, Israel (2011), na Université Rennes 2, França (2015) e na EACH-USP (2023). Lívia Flores nasceu no Rio de Janeiro, em 1959. Pintora, escultora, videoartista. Participou do ateliê de xilogravura da Escolinha de Arte do Brasil, com José Altino (1946) , entre 1974 e 1976, e estudou também com Maria Luíza Saddi (1952) , em 1976. Em 1978, fez o Curso Intensivo de Arte Educação (Ciae), além de iniciar sua graduação na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Esdi/Uerj), concluída em 1981. Entre 1979 e 1980, frequentou ateliê livre da Armação Oficinas de Arte (artes plásticas), com Marília Rodrigues (1937-2009) e Ana Cristina Pereira de Almeida. Participou de cursos com Anna Bella Geiger e com Fernando Cocchiarale. Contemplada, em 1984, com uma bolsa de estudo para a Alemanha, estudou na Academia de Artes de Düsseldorf de 1985 e 1990 e viveu em Colônia até 1993. Recebeu o título de mestre em comunicação e tecnologia da imagem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1998. Paulo Paes nasceu em Belém do Pará em 1960, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1978, ingressando na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde permaneceu como aluno e depois professor até 1992. Hoje reside em Cabo Frio, Rio de Janeiro. O objeto atual de sua pesquisa gira em torno de estruturas subaquáticas inseridas no bioma para atrair e fixar vida, produzindo uma cultura material relacionada à rotina desses seres. Em Arraial do Cabo, realizou durante nove anos experimentos em parceria com o Instituto de Estudos do Mar da Marinha Almirante Paulo Moreira – IEAPM, no campo de provas da Marinha. Paralelamente, desenvolve as pesquisas contínuas em esculturas infláveis de papel de seda derivadas dos balões juninos de ar quente, e experimentos psiconáuticos e espirituais com plantas, construções navais, e pinturas-objetos em laminados melamínicos. SOBRE O CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo o que você imaginar. SOBRE A BB ASSET A BB Asset, empresa do Banco do Brasil, é responsável pela gestão de mais de 1200 fundos de investimento para quase 3 milhões de pessoas que buscam realizar seus sonhos. Líder nacional no setor de fundos de investimento, detém aproximadamente 20% do mercado e administra um patrimônio líquido de cerca de R$ 1,6 trilhão*. Além disso, é reconhecida pela qualidade de sua gestão com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Rating e Moody's. Nossas soluções de investimento estão disponíveis para atender a ampla variedade de objetivos de nossos clientes. Como líder de mercado, entendemos nossa responsabilidade na atuação em prol dos desenvolvimentos ambiental, social, de governança corporativa e cultural. Com o objetivo de agregar valor à sociedade, a BB Asset patrocina iniciativas como a exposição Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil . Porque, além de gerir ativos financeiros, investir em arte e cultura - para a maior gestora de fundos do Brasil - também é melhorar a vida das pessoas! E esse é o nosso propósito! BB Asset: busque mais para seus investimentos! *Dados do ranking da ANBIMA de julho de 2024. Link: Imagens divulgação Serviço: 80’s Fullgás: trânsitos Dia 14 de novembro de 2025, às 18h30 Auditório 3° andar Capacidade: 100 lugares Entrada gratuita Ingressos disponibilizados 1 hora antes do evento nas bilheterias física e virtual do CCBB RJ. Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – 1º andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ Informações: (21) 3808.2020 | ccbbrio@bb.com.br Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil Até 27 de janeiro de 2025 Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras. Classificação indicativa: livre Entrada gratuita Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB - bb.com.br/cultura . Para seguir o CCBB RJ nas redes sociais: x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj / tiktok.com/@ccbbcultura Alex Varella
- Vinhos Brancos e o Verão: Frescor, Elegância e Harmonização para Dias Quentes
O verão é uma estação de celebração. Com dias mais longos, temperaturas mais altas e encontros que pedem por leveza e frescor, ele combina perfeitamente com vinhos brancos. Esses vinhos, por sua característica refrescante e perfil aromático vibrante, tornam-se ideais para acompanhar a gastronomia da temporada e proporcionar uma experiência sensorial única. Vamos explorar os melhores vinhos brancos para o verão, suas harmonizações e como desfrutá-los ao máximo. A Personalidade dos Vinhos Brancos no Verão Os vinhos brancos apresentam uma estrutura que é especialmente convidativa para os dias quentes. Com acidez elevada e aromas cítricos ou florais, eles são, muitas vezes, mais leves e possuem teor alcoólico moderado em comparação aos tintos, tornando-se ideais para o consumo em climas quentes. Na taça, apresentam uma coloração que varia do amarelo palha ao dourado claro, cores que remetem à luminosidade do verão. Além disso, seu frescor proporciona uma sensação revigorante, perfeita para esses momentos de calor. Entre as uvas mais populares para vinhos brancos de verão estão a Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling e Pinot Grigio. Cada uma dessas variedades oferece notas aromáticas específicas que podem variar entre frutas cítricas e tropicais a tons mais delicados de flores e mel. Vamos entender melhor como essas características enriquecem a experiência de degustação. Como Servir Vinhos Brancos no Verão Para aproveitar ao máximo os vinhos brancos no verão, a temperatura de serviço é essencial. O ideal é mantê-los entre 8 e 12°C, o que pode ser feito colocando a garrafa em um balde com gelo e água ou utilizando um cooler para manter a temperatura. É importante evitar servir o vinho muito gelado, pois isso pode reduzir seus aromas e sabores; ao mesmo tempo, temperaturas muito altas prejudicam a refrescância e o equilíbrio da bebida. O uso de taças adequadas também é recomendável. Vinhos brancos geralmente são servidos em taças menores do que as usadas para vinhos tintos, pois essa forma concentra melhor os aromas e preserva a temperatura por mais tempo. Harmonizações de Verão com Vinhos Brancos Uma das maiores vantagens dos vinhos brancos é sua versatilidade gastronômica. No verão, as refeições tendem a ser mais leves, com sabores frescos e ingredientes menos encorpados. As harmonizações com vinhos brancos são variadas, e cada tipo de uva se adapta melhor a determinados tipos de pratos. Aqui estão algumas sugestões para explorar diferentes perfis de vinhos brancos com a culinária típica da estação. 1. Sauvignon Blanc e Frutos do Mar O Sauvignon Blanc é conhecido por sua acidez vibrante e aromas de frutas cítricas, como limão e maracujá, que fazem dele uma escolha perfeita para harmonizar com pratos de frutos do mar. Camarões grelhados, ceviches, ostras frescas e saladas de frutos do mar ganham vida ao lado de um Sauvignon Blanc, pois o vinho realça os sabores naturais dos ingredientes e equilibra a textura com sua acidez. 2. Chardonnay e Aves Grelhadas Para pratos com aves, como frango ou peru grelhado, o Chardonnay oferece uma combinação interessante. A uva Chardonnay pode dar origem a vinhos leves e frescos ou encorpados e amanteigados, dependendo do estilo de produção. Durante o verão, os Chardonnays mais leves, que não passam por barrica, combinam muito bem com aves e saladas, especialmente quando há frutas, como pêssegos ou mangas, entre os ingredientes. 3. Riesling e Comida Asiática O Riesling é um vinho branco que se destaca por sua acidez acentuada e seu toque de doçura natural, o que o torna excelente para acompanhar pratos asiáticos. Comidas picantes, como curries tailandeses ou pratos à base de gengibre e pimenta, encontram no Riesling o parceiro perfeito, já que a doçura contrabalança o calor das especiarias e intensifica os sabores exóticos. 4. Pinot Grigio e Pratos à Base de Vegetais O Pinot Grigio é um vinho branco delicado e leve, ideal para harmonizar com pratos vegetarianos. Legumes grelhados, saladas mediterrâneas e massas leves com molhos à base de azeite e ervas são boas opções para harmonizar com essa uva. O frescor do Pinot Grigio complementa os sabores dos vegetais, trazendo uma leveza que realça a sutileza dos ingredientes. 5. Vinhos de Verão para Sobremesas Vinhos brancos podem também ser usados para harmonizar com sobremesas, especialmente quando falamos de frutas frescas. Uma taça de Moscatel, por exemplo, é uma excelente escolha para sobremesas como salada de frutas, torta de limão ou até um sorbet de frutas cítricas. A doçura do vinho e o perfil frutado harmonizam perfeitamente, encerrando a refeição com elegância e frescor. Dicas para Desfrutar ao Máximo • Explore as Uvas e Regiões : Vinhos brancos de diferentes regiões oferecem experiências sensoriais únicas. Experimente Sauvignon Blancs de diferentes países, como França e Nova Zelândia, ou Chardonnays de clima quente e frio. Cada região imprime características próprias ao vinho, que podem se revelar perfeitas para o verão. • Brinque com Temperos Frescos : Vinhos brancos combinam muito bem com pratos que contenham ervas frescas, como manjericão, hortelã e salsinha. Esses temperos agregam um frescor aromático que se harmoniza com a delicadeza do vinho branco, tornando a experiência ainda mais agradável. • Sirva com Petiscos de Verão : Azeitonas, queijos leves como brie e camembert, e até pequenos wraps com recheios frescos são ótimos acompanhamentos para vinhos brancos no verão, criando um momento descontraído e saboroso. Finalizando com Estilo Os vinhos brancos, com sua leveza e versatilidade, são verdadeiros aliados para momentos de verão. Seja em um encontro com amigos, um jantar ao ar livre ou simplesmente para relaxar em um fim de tarde, eles trazem elegância e frescor, elevando qualquer ocasião. Escolha seu estilo preferido, harmonize com pratos que valorizem a leveza da estação e descubra as infinitas possibilidades que os vinhos brancos oferecem para um verão memorável. João Souza
- O Chefe do Morro da Graça
“Iaiá me deixe subir esta ladeira Que eu sou do grupo do pega na chaleira.” (Juca Storoni) A polca “ No Bico da Chaleira" de autoria do compositor João José da Costa Júnior foi a grande sensação do carnaval de 1909. Costa Júnior foi maestro e professor de música do Instituto Profissional , que funcionou durante algum tempo no antigo palacete Rudge , em Vila Isabel. Sob a alcunha de Juca Storoni , mal sabia que o refrão da sua obra iria entrar para a história política do Brasil. O estribilho da música fazia alusão ao hábito de reverência ao então todo-poderoso da política nacional, o gaúcho José Gomes Pinheiro Machado, apelidado de “ o condestável da República ", “ grande árbitro da política nacional ”, “ grande eleitor da República ” ou apenas, “o chefe”. Pinheiro Machado foi advogado, participou de batalhas da Revolução Federalista (1893-1895), quando recebeu o título de “general honorário". Exerceu o cargo de senador pelo Rio Grande do Sul, de 1890 até sua morte por assassinato, em 1915, quando era vice-presidente do senado e chefe do Partido Republicano Conservador. As expressões “ subir o Morro da Graça ” e “ pegar na chaleira ” caíram na boca do povo. Um sujeito poderia subir a ladeira por ter influência ou por estar em busca de prestígio. Entretanto, conta a lenda que, em “ terras altas ”, os bajuladores disputavam o “privilégio” de pegar na chaleira para repor a água quente no chimarrão do político gaúcho. O general Pinheiro Machado mudou-se com a família no final dos anos de 1890 para o palacete eclético do alto do morro da Graça. O prédio foi batizado de “ Villa Brazilina ” em homenagem à sua mulher, dona Benedita Brazilina. Entre os governos de Campos Sales (1898-1902), Rodrigues Alves (1902-1906) e Hermes da Fonseca (1910-1914) a influência política de Pinheiro Machado foi enorme, atingindo seu auge na presidência do amigo Nilo Peçanha (1909-1910). João da Baiana, exímio pandeirista dos tempos em que o samba era perseguido, portava como “salvo-conduto” um pandeiro, de “ cedro e couro de lei ”, como costumava dizer. Ele também subia a ladeira, mas com os companheiros do grupo Malaquias, para apresentações. Ganhou o instrumento do seu grande admirador, onde, em uma plaqueta, lia-se a dedicatória: “ Ao meu amigo, João da Baiana, oferece Pinheiro Machado ”. O acesso ao palacete do Morro da Graça, no início do século XX, se dava pela rua Guanabara, número 12. Hoje, pela atual rua Pinheiro Machado, (rebatizada pelo decreto 1.165 de 31 de outubro de 1917) número 22, bairro das Laranjeiras. O morro quase foi destruído no final do século XIX, mas o governo federal recusou o pedido da Intendência Municipal para aprovar um contrato com o engenheiro Vicente Alves de Paula Pessoa, de demolição do monte e abertura de ruas. O nome daquele outeiro fazia referência ao comerciante Manoel Fernandes da Cunha Graça. Ele foi o diretor do “Lyceu Commercial”, educandário para meninos que funcionava desde 1849 no mesmo endereço da futura Villa Brazilina. A velha escola foi substituída pelo “Colégio Queiroz”, em 1879. Do alto dos seus mais de 40 metros acima do nível do mar, essas escolas escaparam das epidemias que assolaram o Rio de Janeiro até o início do século XX. Um anúncio, de 1890, dizia: “(...) é incontestavelmente o ponto mais aprazivel de todo o bairro das Larangeiras. Pela salubridade, pela lindissima perspectiva que oferece á vista e pela facilidade de communicação com a cidade, em vinte minutos, é uma localidade sem rival nos suburbios da Capital Federal”. Após a morte do senador, o local resgatou sua vocação. Entre a década de 1930 e a de 1960 funcionou no lugar o tradicional colégio Sacré-Coeur de Jesus. Em 2001, o decreto municipal da prefeitura do Rio de Janeiro, número 20.611, determinou o tombamento parcial de vários bens no ambiente cultural do bairro das Laranjeiras. Dentre eles, o velho casarão e suas áreas ajardinadas. Hoje, a colina histórica, antigo centro do poder da República Velha, é ocupada por um empreendimento imobiliário moderno que, no possível, readequou (descaracterizou?) o palacete. #historia #historiadobrasil #historiadorio #memoria #laranjeiras #politica #historiapolitica #pinheiromachado #riograndedosul #caudilho #caudilhismo #pinheirista #riodejaneiro #riodejaneiroantigo #historiapolitica #morrodagraça #samba #joaodabaiana #republicavelha #sacrecoeur Flavio Santos
- Blue Note Rio celebra Frank Sinatra com projeto inédito “Sinatra Lado B” apresentado por Dudi Baratz e Grupo RUA 52
"Sinatra Lado B (B'Sides)" leva repertório das décadas de 40 e 50 ao Blue Note Rio O Blue Note Rio abre as cortinas, às 20 horas do dia 12 de dezembro, celebrando o dia de nascimento do Frank Sinatra , para apresentar o projeto inédito Sinatra Labo B (B'Sides) , idealizado pelo cantor, produtor e co-diretor musical do espetáculo Dudi Baratz, que contará com a participação do Grupo RUA 52, formado por Marcos Amorim (guitarra e direção musical), Marcos Nimrichter (piano), Kleberson Caetano (bateria) e Pedro Aune (Baixo Acústico). Com foco nos anos 40 e 50 da carreira do cantor, período em que Sinatra gravou pela COLUMBIA RECORDS (40) e CAPITOL RECORDS (50), o repertório do show conta com 20 canções, em sua maioria com músicas que foram LADO B, quer seja em singles lançados ou em álbuns , apresentando ao público um repertório menos conhecido do cantor. Hits como My way , Strangers in the night , New York, new York darão lugar a músicas como Honest and truly (Fred Rose/Les wood), que Sinatra costumava cantar aos 10 anos de idade para os clientes do restaurante de seus pais em Hoboken. Bop!Goes my heart (Jule Syne/W.Bishop), My cousin Loella (Bernar Bierman/J.Manus), gravada na fase em que tinha contrato com a COLUMBIA RECORDS. Half as lovely, twice as true (Galop/Spence), música gravada durante seu romance tórrido e difícil com sua segunda esposa e grande atriz, Ava Gardner. Apesar de não figurarem como lado B da carreira do cantor, os irmãos Gershwin ( Nice work if you can get it e They Can’t take that away from me ) e Cole Porter ( Anything Goes , I get kick out of you e Just one of those things ), alguns dos maiores compositores da música popular americana, não poderiam faltar nesse repertório. Também estão presentes no show as músicas que, nos anos 50, em parceria com o brilhante arranjador Nelson Riddle, levaram Sinatra ao topo: I’ve got you under my skin , entre outras. Curiosidades sobre Frank Sinatra Com mais de 1.300 canções gravadas , Frank Sinatra foi uma das figuras mais importantes da música americana no século XX. No início do século XX, a música americana tinha grande influência do teatro de variedades, conhecido como Vaudeville. Sem qualquer recurso tecnológico, o cantor tinha que se esforçar para ser ouvido, usando gestual e movimentos largos, assim como se utilizando da projeção da voz. Influenciado por seu ídolo, Bing Crosby, um dos primeiros cantores a utilizar o microfone como aliado, Sinatra mudou a maneira de cantar. Com lindo timbre, senso rítmico inigualável, afinação impecável e bastante romantismo, conquistou a América, (principalmente as bobby-soxers) da Costa Leste à Costa Oeste do país. Numa época em que os bandleaders das grandes orquestras eram a grande atração das casas de dança e os cantores, meros coadjuvantes, THE VOICE virou o jogo e colocou o cantor como protagonista. Sinatra também foi um divisor de águas na indústria fonográfica: foi o primeiro artista popular a ter um álbum gravado em 33 1/3 rotações com 45 min de música, 22:30 de cada lado. SINATRA LADO B (B’SIDES) Blue Note Rio Avenida Atlântica, 1910 – Copacabana Dia 12 de dezembro de 2024, às 20 horas Acesso aos Ingressos Recomendado por Luciana de Azambuja - Fatutti Comunicação










