Teatro Vivo Sp: Clarice Niskier estreia obra inspirada nas cancoes de Zeca Baleiro, A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong
- Alex Gonçalves Varela

- 9 de abr.
- 9 min de leitura
Niska Produções Culturais apresenta em São Paulo o espetáculo
“A ESPERANÇA NA CAIXA DE CHICLETES PING PONG”
texto, atuação e direção de Clarice Niskier
supervisão de direção de Amir Haddad
direção musical de Zeca Baleiro
INDICADA AO PRÊMIO APCA DE MELHOR DRAMATURGIA 2022
Inspirado nas canções de Zeca Baleiro, o texto de Clarice é uma declaração de
amor à cultura popular brasileira. O texto, em rima, é um livre-cordel que fala da brasilidade, formada por fragmentos de diferentes culturas, como um dos patrimônios imateriais mais importantes do planeta. Clarice procura responder à pergunta de seu filho: “Mãe, por que você nunca quis morar em outro país?” A peça é uma espécie de “fico” da atriz que, de forma gingada e poética, revela as esperanças e as desesperanças que compõem a sua decisão de abraçar o Brasil.
O espetáculo reúne 45 músicas de Zeca Baleiro (trechos ou íntegras) interligadas
aos pensamentos e sentimentos da atriz. Sobre ética, reflete a partir de textos de Sérgio Buarque de Holanda, Eduardo Galeano e do historiador Yuval Harari. Villa-Lobos e Chico Buarque, entre outros, levaram Clarice até Zeca Baleiro, e assim ela mostra ao filho de forma pop o amor pela cultura popular brasileira.

ESTREIA: 18 de abril (sab), às 20h
ONDE: Teatro Vivo - Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 - Vila Cordeiro / SP Tel: (11) 3430-1524
HORARIOS: 6ª e sab às 20h, dom às 18h / INGRESSOS: R$140 e R$70 (meia) em https://bileto.sympla.com.br/event/117450?share_id=1-copiarlink ou na bilheteria nos dias de peça 2h antes da apresentação / CLASSIFICAÇÃO: 16. anos / DURAÇÃO: 80 min / CAPACIDADE: 274 espectadores / ACESSIBILIDADE: assentos reservados para acessibilidade via reserva na bilheteria ou em teatrovivo@trimitraco.com.br / GÊNERO: comédia pop lírica / TEMPORADA: até 07 de junho
INGRESSO VIVO VALORIZA: Cliente Vivo Valoriza possui 50% de desconto na compra de até um par de ingressos (não acumulativo com direito de meia entrada nem outras promoções). O cliente deverá entrar no APP Vivo e realizar o resgate do voucher de desconto na aba Vivo Valoriza. O voucher deverá se apresentado na entrada do teatro. A não apresentação do voucher poderá levar ao cliente ter que efetuar o pagamento do complemento do desconto para validação do ingresso.
“A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong”, espetáculo de Clarice Niskier inspirado na obra de Zeca Baleiro e indicado ao Prêmio APCA de Melhor Texto, volta a São Paulo para temporada no Teatro Vivo a partir de 18 de abril. Esse espetáculo celebra também a parceria de mais de 20 anos da atriz com o diretor Amir Haddad.
“Eu amo a cultura popular brasileira, plural, multifacetada, multirracial, que não impõe uma verdade absoluta. Tenho uma relação visceral com o palco e com a música popular brasileira: ela nunca nos deixou na mão. É sobre esse amor à terra da cultura. Um cordel pop sobre a nossa infinita criação.”
Estas reflexões de Clarice Niskier foram mote para a criação de “A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong”. Durante quatro anos de pesquisa, embalada pela obra de Zeca Baleiro, Clarice escreveu e reescreveu o texto, contando com a colaboração do próprio Zeca, com quem se encontrou regularmente ao longo do processo.
“Por meio do trabalho dele, me sinto em casa novamente no meu país. Zeca Baleiro tem um olhar afinadíssimo para a cultura popular e para os acontecimentos do mundo, sabe mesclar como ninguém humor, afetividade e crítica em suas letras, com ritmos e melodias de todos os estilos possíveis, melodias que se desdobram em belas canções que já fazem parte do acervo da MPB”, conta Clarice. “Você vai mergulhando no trabalho dele e vê como são ricas suas letras e melodias, sem preconceitos, abertas a várias influências. Somos um país com inúmeras visões de mundo, crenças, religiões, raças, isso é encantador, é isso que devemos celebrar”.
SINOPSE
Embalada por 45 músicas de Zeca Baleiro, Clarice vai desfiando memórias, sentimentos e perguntas sobre o Brasil, a vida, o sucesso e o amor. Desejos e reflexões se encadeiam de forma lúdica, através de versos, para exaltar a brasilidade.
DE ONDE VEM O TÍTULO DA PEÇA?
O título tem origem numa experiência muito pessoal de Clarice, revelada ao público durante a peça:
“Quando pequena, criava esperanças (o inseto) dentro de uma caixa de chicletes Ping Pong. O sorveteiro da carrocinha da esquina me dava uma caixa vazia, a de 25 unidades. Eu forrava com folhinhas verdes, e colocava a esperança ali. Às vezes, ela fugia, entediada, voltava pra mata, eu entendia, ficar presa, coisa chata. Criar esperança é muito bom. Evita mau-olhado, resolve problemas sexuais, e traz o futuro em três dias.”
FRAGMENTOS DA PEÇA
Um dia, juro, parada no muro da Av. Paulista / Sentindo a tristeza do mundo / Resolvi tomar um café no Bar do Raimundo / Só o nome é ficção / E lembrei do Chico / O nosso Buarque de Holanda / Receitando Para Todos / O derradeiro remédio para cada dor humana / Um músico brasileiro / Então, prenhe de rima e cafeína / Vim pro teatro, meu terreno baldio / E com saudade do Rio / Do Vitor, do Zé / Com ternura, pensei na minha cura / E decidida bradei no meu terreiro / Eu, vou de Zeca Baleiro.
Raízes do Brasil / Um livro extraordinário / O pessoal da direita diz que é de esquerda / O pessoal da esquerda diz que é de direita / Leiam, senhores / Ler por osmose, nossa pior neurose / E pensemos / Oremos / Dancemos / Para sairmos dessa Era dos Extremos.
AS MÚSICAS
1. Samba do Approach - letra & música
2. Babylon - letra & música; e versos
3. Homem Só – versos
4. Balada do Oitavo Andar – versos
5. Lenha – versos
6. Amargo – versos
7. Mamãe no Face – letra & música
8. Era Domingo – letra & música
9. Bienal - versos
10. Minha Tribo Sou Eu - letra completa
11. Pastiche - letra completa
12. VôImbolá – versos
13. Desesperança – letra & música (parceria com Paulo Monarco /poema Sousândrade).
14. Drumembeis – versos
15. Pedra de Responsa – versos
16. Parque de Juraci – letra & música
17. Muzak – letra & musica
18. Trecho 1 “Novela Selfie dos Cinquenta Anos – ZB”
19. Meu Nome É Nelson Rodrigues - letra completa
20. Trecho 2 “Novela Selfie dos Cinquenta Anos – ZB”
21. Trova – letra & música
22. Outra Canção do Exílio – versos
23. Heavy Metal do Senhor – versos
24. Cigarro – versos
25. Por Onde Andará Stephen Fry? – letra & música
26. Vocação – voz de ZB (parceria Padre Zezinho)
27. Trecho 3 “Novela Selfie dos Cinquenta Anos – ZB”
28. Salão de Beleza – versos
29. Trecho 4 “Novela Selfie dos Cinquenta Anos – ZB”
30. De Mentira – versos
31. Vai de Madureira – letra & música ou versos
32. O Desejo – versos
33. Mamãe Oxum da Cachoeira – letra & música
34. Telegrama – versos
35. À Flor da Pele – letra & música
36. Minha Casa – letra completa
37. Nu – versos
38. Yes – versos
39. Brigitte Bardot – letra & música
40. Eu Despedi o Meu Patrão – versos
41. Bandeira – letra completa
42. Bachianas nº5 Villa Lobos versão ZB
43. Melodia Sentimental Villa Lobos versão ZB
44. Tudo Passará – de Nelson Ned – voz ZB
45. Chovia no Canavial- versos
FICHA TÉCNICA
Texto, Interpretação, Direção Geral: Clarice NiskierSupervisão de Direção: Amir HaddadTrilha Sonora e Direção Musical: Zeca BaleiroCriação, Confecção, Ressignificação do Manto Vermelho de Zeca Baleiro: XarlôCenografia: José DiasIluminação: Aurélio de SimoniFigurino: Kika LopesPreparação de voz: Rose Gonçalves Interpretação de canto: Pamella MachadoPreparação Corporal: Mary KunhaAdereçamento dos Instrumentos: XarlôConfecção da Esperança: Fernando SantanaDireção de Cena, Operação de Luz e Som: Carlos Henrique PereiraArte Gráfica: Carol VasconcellosAssistente de Figurino: Sassá MagalhaesAssistente de Iluminação: Guiga EnsáFotos: Dalton Valerio e Zé RendeiroAssessoria Jurídica: Luciana Arruda (SP)Direção de Produção: José Maria Braga
Assistente de Produção: Fernanda Tein
Parceria Cultural: Ponto de Bala Produções
Promoção: Terra
Apoio: Vivo, Casa Gira
Realização: Niska Produções Culturais
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação - João Pontes e Stella Stephany
ZECA BALEIRO
Zeca Baleiro nasceu em 11 de abril de 1966 em São Luís do Maranhão. Começou a carreira participando de festivais e compondo música para teatro infantil nos anos 80.
Com sua mistura de ritmos e referências musicais diversas, canções líricas e a verve afiada de humor e ironia, o cantor e compositor foi recebido com entusiasmo pelo público e imprensa quando lançou seu primeiro disco, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, em 1997.
Ao longo destes quase 30 anos, lançou dezessete discos de estúdio, oito álbuns ao vivo, DVDs e vários projetos especiais, em que se destacam o disco em parceria com a poeta Hilda Hilst, “Ode descontínua e remota para flauta e oboé – de Ariana para Dionísio”; “Café no Bule”, CD em parceria com Paulo Lepetit e Naná Vasconcelos; e “Zoró Zureta”, projeto para crianças que inclui os CDs “Zoró [bichos equisitos] Vol.1” e “Zureta Vol.2”; um aplicativo e o DVD de animações “A Viagem da Família Zoró”. Também comandou o programa de TV “Baile do Baleiro”, que estreou em 2016 no Canal Brasil.
Como produtor, realizou álbuns de artistas diversos, dentre eles Sérgio Sampaio (“Cruel”), Antonio Vieira (“O Samba é Bom”), Vanusa (“Vanusa Santos Flores”), Odair José (“Praça Tiradentes”), Wado (“O Ano da Serpente”), o angolano Filipe Mukenga (“Nós Somos Nós”) e Edson Cordeiro (“Ouve a minha voz”). Desde 2006 mantém o selo Saravá Discos, por onde tem lançado projetos de perfil alternativo e seus próprios álbuns.
Artista multifacetado, Zeca Baleiro vem se dedicando também à literatura e ao teatro (tem quatro livros lançados e é autor de duas peças). Compôs trilhas para dança (“Mãe Gentil”, “Bicho Solto Buriti Bravo”, “Cubo” e “Geraldas e Avencas”), teatro (“Lampião e Lancelote”, “Roque Santeiro”, “O Ninho”, “Gente é Gente”, “Felicidade”) e cinema (“Carmo”, “Oração do Amor Selvagem” e “Paraíso Perdido”).
Excursionou por vários países da Europa (Bélgica, Alemanha, França, Itália, Portugal, Espanha e Suíça), África (Cabo Verde e Angola) e América do Sul (Argentina e Uruguai). Tem álbuns editados em Portugal, Espanha, Argentina e França.
CLARICE NISKIER
Clarice Niskier é atriz, dramaturga e diretora de teatro. Completou 40 anos de profissão em 2022. Seus estudos começaram em 1980 na escola O Tablado, fundada por Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro, onde participou da montagem amadora da peça Tambores Na Noite, de Bertolt Brecht, sob a direção de Dina Moscovici, que lhe valeu o convite para estrear profissionalmente a peça Porcos com Asas, no Teatro Cacilda Becker, em 1982, como protagonista. De lá para cá, somam-se mais de 45 espetáculos em seu currículo.
Foi indicada por três vezes ao Prêmio Shell de Melhor Atriz, pelas peças A Lista; Troia e A Alma Imoral – por esta foi vencedora, com sua adaptação do livro homônimo do escritor e rabino Nilton Bonder, em cartaz há 20 anos, e já assistida por mais de 750 mil espectadores em todo Brasil. Atualmente, produz, dirige e interpreta as seguintes peças que fazem parte de seu repertório: Coração de Campanha, de sua autoria, ao lado do ator Isio Ghelman; A Alma Imoral; A Lista, de Jennifer Tremblay, e A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong, também de sua autoria, baseada nas canções de Zeca Baleiro. “A Esperança”, foi indicada em 2002 ao Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Dramaturgia. Esse repertório é fruto de sua parceria de mais de 20 anos com o mestre Amir Haddad e com o produtor e músico José Maria Braga.
A atriz já trabalhou com diversos diretores, entre eles, Antônio Pedro, Domingos Oliveira, Eduardo Wotzik, Felipe Hirsh, Bia Lessa, Lucia Coelho e Paulo José. Com André Acioly, José Maria Braga e o ator Elias Andreato, fundou durante a pandemia a Companhia Aldeia dos Bobos, realizando vários trabalhos poéticos on line.
A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong, aborda temas como ética e cultura popular brasileira, estreou em março de 2020, no Rio, foi interrompida durante a pandemia, e reestreou com sucesso em SP, no Teatro J. Safra, em maio de 2022, e voltará em cartaz em 2026. A atriz tem ainda trabalhos no cinema, na televisão, já participou de várias novelas, porém, como gosta de dizer, o teatro é a sua casa. O documentário Nua Dos Pés À Cabeça, sobre os seus 40 anos de Teatro, com direção e roteiro de Renata Paschoal, está disponível pelo streaming do Canal Curta!. Como Clarice gosta de dizer: “Na arte teatral, assim como na vida, somos um processo sem fim: não temos aonde chegar, mas como e por onde seguir”.
Vivo Cultura
Considerada uma das principais marcas apoiadoras da cultura no Brasil, a Vivo investe nas artes visuais, cênicas e na música para ampliar e democratizar o acesso dos brasileiros à cultura. Isso porque a empresa acredita no poder da tecnologia para potencializar o alcance das iniciativas culturais e contribuir para transformação social por meio da arte.
Além de apoiar a circulação de espetáculos culturais por todo país, a Vivo possui o Teatro Vivo em São Paulo, que em 2025 promoveu 13 espetáculos, vistos por mais de 52 mil pessoas, e incentiva importantes equipamentos culturais, como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Pinacoteca de São Paulo, MASP, MIS São Paulo, Instituto Inhotim, Museu Oscar Niemeyer e MAM- São Paulo. Todas as suas iniciativas buscam ampliar o acesso ao conhecimento com novas formas de vivência e aprendizado, fortalecidas nos aspectos de diversidade, inclusão, coletividade e educação.
Alex Varela

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