Morre Clive Davis, executivo que moldou gerações da música mundial, aos 94 anos
- Revista do Villa

- 22 de jun.
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O empresário e produtor musical Clive Davis, uma das personalidades mais influentes da história da indústria fonográfica, morreu nesta segunda-feira (22), aos 94 anos, em sua residência em Manhattan, Nova York.

A informação foi confirmada pela família e por sua assessoria. A causa oficial da morte não foi divulgada, embora Davis tenha enfrentado problemas de saúde nos últimos meses, incluindo uma internação por complicações respiratórias.

Nascido em 4 de abril de 1932, no bairro do Brooklyn, em Nova York, Davis formou-se em Direito pela Universidade Harvard antes de ingressar no mercado musical no início da década de 1960. Sua ascensão foi rápida: em 1967 tornou-se presidente da Columbia Records, onde iniciou uma revolução artística ao apostar em nomes que mais tarde se transformariam em ícones da música internacional.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira,
Clive Davis foi responsável por descobrir, lançar ou impulsionar artistas como Whitney Houston, Bruce Springsteen, Janis Joplin, Carlos Santana, Aretha Franklin, Barry Manilow, Patti Smith, Alicia Keys, Kelly Clarkson, Carrie Underwood e Aerosmith, entre muitos outros.
Sua habilidade em identificar talentos lhe rendeu o apelido de "o homem do ouvido de ouro" dentro da indústria musical.
Após deixar a Columbia Records em 1973, fundou a Arista Records, gravadora que se tornou uma das mais bem-sucedidas do mercado. Anos depois, criou a J Records, responsável pelo lançamento de artistas que marcaram os anos 2000, incluindo Alicia Keys. Também atuou como executivo criativo da Sony Music Entertainment até os últimos anos de vida.
Entre suas maiores contribuições para a música está a descoberta de Whitney Houston, apresentada a ele em 1983. Sob sua orientação, a cantora tornou-se uma das artistas mais vendidas de todos os tempos. Davis também foi fundamental para revitalizar carreiras de nomes consagrados como Santana, Aretha Franklin e Rod Stewart.
Reconhecido mundialmente, recebeu cinco prêmios Grammy e foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 2000. Em 2013, publicou sua autobiografia, na qual revelou publicamente sua bissexualidade, tornando-se também uma voz importante em defesa da diversidade dentro da indústria do entretenimento.
Em nota divulgada após sua morte, a família afirmou que Clive Davis "moldou a trilha sonora de inúmeras vidas" e deixou um legado que continuará influenciando gerações de artistas e profissionais da música em todo o mundo.
Redação

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