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REVISTA DO VILLA

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CONARH 2026: três dias para lembrar que tudo começa nas Pessoas

Há eventos que se medem pelo número de palestras, pela dimensão da feira ou pela quantidade de visitantes. E há outros que ficam na memória pelo que provocam em nós. O CONARH 2026 foi, para mim, deste segundo tipo.


CONARH 2026
CONARH 2026

Foram três dias intensos, vibrantes e profundamente significativos em São Paulo, numa edição que transformou a Expo São Paulo (São Paulo) numa verdadeira Cidade do RH — um lugar onde milhares de gestores de pessoas, líderes, especialistas e curiosos do futuro do trabalho se encontraram para conversar sobre aquilo que, no fundo, nunca deixa de ser o mais importante: Pessoas.


Num tempo em que tudo parece acelerar, o CONARH trouxe-nos exatamente o contrário do vazio da pressa: trouxe reflexão, encontro, escuta, partilha e emoção. Trouxe a confirmação de que a Gestão de Pessoas já não é apenas uma função de suporte. É uma força central na construção da cultura, da competitividade e da sustentabilidade das organizações.


O terceiro dia teve para mim um significado muito especial. Juntamente com Carla Caracol, tive a honra de moderar a sessão “Cases Orientais: Insights para as Empresas Brasileiras”. Foi uma conversa rica, inspiradora e profundamente humana. Ranjan Kumar Mohapatra, vindo da Índia, deixou-nos uma mensagem que ficou a ecoar: a aprendizagem contínua não é um luxo organizacional, é uma necessidade vital. E, nos contextos atuais, aprender depressa é importante, mas agir ainda mais depressa pode fazer toda a diferença. “Learn fast… and act faster” não foi apenas uma frase. Foi um convite à responsabilidade e à coragem.



Pedro Ramos - CONARH 2026


Mohamed Isa, que veio do Bahrein, trouxe-nos também reflexões muito fortes sobre comunicação, relações e superação. Falou-nos dos “Everest” que cada empresa enfrenta, mas também daqueles que cada pessoa carrega consigo. E lembrou-nos que não há verdadeira transformação sem diálogo, sem confiança e sem a capacidade de construir relações mais fortes, mais claras e mais humanas.


Entre uma sessão e outra, vivi ainda outro momento que guardarei com enorme carinho: a oportunidade de estar com o público em geral, entre as várias dezenas de milhares de pessoas que visitaram a exposição, para autografar o meu livro Gestão de Pessoas de A a Zen. Foi um gesto simples, mas cheio de significado. Porque há algo de profundamente comovente em perceber que as ideias, quando são partilhadas com verdade, encontram eco nas pessoas.


Saio do CONARH 2026 com gratidão. Gratidão pela ABRH Brasil, pelo Comité do CONARH, pelo Conselho Empresarial, por Carla Caracol, pelos convidados internacionais, por todas as equipas envolvidas e por cada pessoa que passou por este evento com vontade de aprender, conversar e construir. 


No fim, talvez seja isso que mais fica do CONARH: a certeza de que a inovação só tem valor quando serve pessoas, que a liderança só ganha sentido quando desenvolve pessoas e que o futuro das organizações continuará a depender daquilo que nenhuma tecnologia substitui: a capacidade humana de inspirar, cuidar, colaborar e transformar.


O congresso terminou. Mas o que ele nos deixa continua vivo. E talvez seja essa a maior força de um encontro como este: lembrar-nos, com emoção e clareza, que o centro de tudo continuam a ser sempre as Pessoas.


Pedro Ramos


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