Arrancou no dia 20 mais uma edição do Rock in Rio Lisboa! E a Revista do Villa esteve lá…
- Pedro Ramos

- 21 de jun.
- 2 min de leitura

Não foi apenas o início de mais uma edição do Rock in Rio Lisboa. Foi, para mim, um daqueles momentos que nos fazem lembrar porque é que eventos como este transcendem a música e se tornam verdadeiras experiências humanas.
O Parque Tejo, na bonita cidade de Lisboa (a minha cidade!) revelou-se o cenário perfeito. Um espaço amplo, moderno, bem pensado, com uma vista absolutamente deslumbrante sobre o rio Tejo; quase como se Lisboa, com toda a sua luz e identidade, tivesse decidido ser também protagonista.
Há algo de especial em viver música ao vivo com o Tejo como pano de fundo. Uma energia que não se explica, sente-se.
E depois, claro, a música.

Pedro Sampaio trouxe o Brasil em estado puro. Energia contagiante, ritmo imparável e um momento que ficará certamente na memória coletiva: o maior “cavalinho” de sempre. Milhares de pessoas sincronizadas, a vibrar, a saltar, a celebrar... foi mais do que um concerto, foi um fenómeno coletivo de alegria.
No palco Mundo seguiu-se Charlie Puth, um fenómeno à escala planetária. Cantou, seduziu o publico e deixou muita emoção entre os largos
milhares que não perderam um minuto que fosse deste concerto incrível.
Já noite dentro, Katy Perry mostrou porque continua a ser um nome que atravessa gerações. Cantou, tocou, encantou. Uma presença forte, segura, e uma ligação com o público que não se ensaia, constrói-se ao longo dos anos. Lisboa respondeu à altura, com milhares de vozes em uníssono.
Mas este dia foi também marcado pelo talento lusófono. Os irmãos Calema trouxeram emoção e identidade, Nena a sua autenticidade delicada, Maninho a sua proximidade contagiante, e Bárbara Bandeira confirmou o seu lugar entre os grandes nomes da nova geração. Cada atuação foi uma peça de um mosaico cultural vibrante.

o Rock in Rio nunca é apenas música. É experiência. Ao longo do dia, o recinto esteve vivo com múltiplas atividades, momentos inesperados, um impressionante espetáculo de aviação e, já ao cair da noite, fogo de artifício que iluminou o céu de Lisboa como que a sublinhar a dimensão do que ali se estava a viver.
Mais do que um festival, é um espaço de encontro. De culturas, de gerações, de emoções.
E talvez seja isso que mais me marca: no meio de milhares de pessoas, há uma sensação rara de unidade.
De partilha. De humanidade.
No final, percebemos que o Rock in Rio continua fiel ao seu propósito maior - não apenas entreter, mas inspirar.
Porque, no fundo, tudo isto existe por uma razão simples e poderosa: toda uma celebração “por um mundo melhor”. Parabéns, Rock in Rio e Roberta Medina por nos continuarem a fazer acreditar nisso mesmo.
E foi apenas o primeiro dia deste Festival que atravessa todas as gerações.
Pedro Ramos

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